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Escrito por Thiago Alves    Qua, 10 de Março de 2010 15:04    PDF Imprimir E-mail
Sem citar nomes, Lula alfineta Serra: 'Tem gente inaugurando até maquete'
DEU NO JORNAL - O GLOBO

Flávio Freire

Um dia depois de o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), ter participado de um evento oficial para apresentação da maquete de uma ponte que, se construída, ligará as cidades de Santos e Guarujá, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ironizou nesta quarta-feira a agenda do provável adversário da ministra Dilma Rousseff, pré candidata do PT à sucessão presidencial.

Ao inaugurar a termelétrica Euzébio Rocha, da Petrobras, em Cubatão, Lula disse, sem citar nomes, que tem muito mentiroso no país, como políticos que dizem ter matado a cobra sem mostrar o pau. Logo depois de destacar o número de postos de trabalho em seu governo, disparou:

- Vou repetir porque estamos em ano eleitoral e tem gente inaugurando até maquete. Eu quero mostrar como as coisas são feitas nesse país porque tem muito político mentiroso, que diz que mata a cobra a mostra o pau. O fato de mostrar o pau não significa ter matado a cobra. Tem que matar a cobra a mostrar a cobra morta - disse ele, para o delírio de cerca de 500 funcionários que acompanhavam a cerimônia.

Num discurso afinado com o da ministra Dilma, que também participou do encontro, Lula fez severas críticas às políticas adotadas pelos governos anteriores, principalmente o do tucano Fernando Henrique Cardoso.

- Passamos 20 anos subordinado à tutela do FMI, a uma política de ajuste de ajuste fiscal forte, as empresas pararam de investir, os governantes negavam o estado e a solução era a privatização - disse ele.

Dilma Rousseff também partiu para os ataques. Disse que a falta de investimento no setor energético contribuiu para o apagão que o país sofreu em 2001.

- Se tivéssemos uma obra como essa (inauguração da termelétrica) naquele tempo o país não passaria por aquilo - disse ele, lembrando que o setor tem marco regulatório e "maior clareza" sobre a energia que é produzida e vendida no Brasil.

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Escrito por Thiago Alves    Qua, 10 de Março de 2010 13:07    PDF Imprimir E-mail
Tribunal vai analisar cassação de chapa de Roriz e Gim Argello
DEU NO JORNAL - FOLHA DE SÃO PAULO

Fernanda Odilla

O ministro responsável por colocar o governador José Roberto Arruda (sem partido) na prisão pode agora definir o futuro político de três nomes cotados para disputar o governo do Distrito Federal.
Desde anteontem, está nas mãos de Fernando Gonçalves, pronto para ser relatado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), recurso que pede a cassação da chapa que venceu a disputa ao Senado em 2006, composta pelo ex-governador Joaquim Roriz (PSC) e pelo senador Gim Argello (PTB).

Gonçalves deve levar o caso para a corte votar até abril, quando se aposenta.
Se a maioria dos sete ministros do TSE entender que a Lei Eleitoral foi desrespeitada, Roriz será apenas multado porque renunciou, em 2007, ao Senado e Argello, que era seu primeiro suplente, perderá o mandato.
O maior golpe seria político. Uma condenação neste momento prejudica os planos de ambos de disputar o governo do DF. A decisão do TSE pode dar o mandato ao segundo colocado, Agnelo Queiroz, que trocou o PC do B pelo PT para concorrer ao Palácio do Buriti.

Os três estão de olho no vácuo de poder deixado por Arruda, preso em fevereiro e suspeito de comandar esquema de coleta e distribuição de propina.
"Não tem meio termo nem sanção branda. É multa e cassação ou absolvição", afirma Herman Barbosa, um dos defensores de Roriz e Argello. O advogado não acredita em sanção porque, segundo ele, "o caso é muito singelo". Ele nega a acusação de propaganda irregular.

No entanto, o Ministério Público Federal já deu parecer favorável à cassação da chapa. Está convencido de que houve uso indevido da máquina pública e da publicidade institucional do governo do DF em 2006, quando Roriz deixou o governo para disputar o Senado.
Durante a campanha, a companhia de saneamento do DF fez propaganda para anunciar a mudança do telefone de atendimento ao consumidor. Todavia, a alteração do 195 para 115 havia ocorrido dois anos antes e, na publicidade, foi usada uma urna eletrônica estilizada evidenciando os números 151 em sequência, o mesmo de Roriz.
Em parecer de outubro passado, a vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau, afirmou: "O abuso de poder deve ser reconhecido, pois houve utilização de bens móveis e imóveis da administração indireta do Distrito Federal em benefício do candidato".

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Escrito por Thiago Alves    Qua, 10 de Março de 2010 12:22    PDF Imprimir E-mail
Procurador é contra a prisão domiciliar de Arruda
DEU NO JORNAL - CORREIO BRAZILIENSE
Noelle Oliveira
Edson Luiz
Adriana Bernardes

Apesar de os amigos e a defesa do governador afastado, José Roberto Arruda (sem partido), declararem que a saúde dele está comprometida e piorando, autoridades do Ministério Público Federal e da Polícia Federal descartam a necessidade de prisão domiciliar. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse ontem que é contrário ao benefício para Arruda, preso desde 11 de fevereiro na Superintendência Regional da Polícia Federal.

O procurador reiterou que o governador afastado vive em condições dignas na sala da Polícia Federal. Ao comentar sobre o estado de saúde, uma fonte da Polícia Federal garantiu que Arruda é atendido duas vezes por dia por um médico ou enfermeiro da corporação e que os exames realizados na última segunda-feira no Hospital Juscelino Kubistchek, no Sudoeste, não indicaram alteração no estado de saúde. As informações são registradas no prontuário dele.

Ainda não existe um pedido de prisão domiciliar protocolado na Justiça, mas a defesa de Arruda conseguiu uma vitória na tarde de ontem que pode ser a porta de entrada para o requerimento. A pedido dos advogados de defesa, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Fernando Gonçalves permitiu que Arruda fosse atendido pelo médico pessoal, o cardiologista Brasil Caiado. “Não temos nada a reclamar do atendimento que ele está recebendo aqui (na Polícia Federal). Só queremos a opinião de um outro médico que conhece o histórico de saúde dele”, disse a primeira-dama, Flávia Arruda.

Brasil Caiado, médico pessoal de Arruda há oito anos, foi avisado por Flávia sobre a autorização do STJ para que ele visitasse Arruda. Ela e o advogado Thiago Bouza o acompanharam até a Polícia Federal. Depois de ficarem uma hora e meia com Arruda, o médico informou que o governador afastado está com a pressão e a glicose elevadas, depressão mais acentuada do que antes de ser preso e um edema no pé direito.

Caiado antecipou que hoje fará exames de sangue, urina, eletrocardiograma e monitoramento da pressão de Arruda. “Quanto ao edema ainda não é possível esclarecer as causas. Mas é comum pacientes sofrerem de trombose após cirurgias como a que ele realizou no tornozelo no fim do ano passado”, disse. Os exames devem ser feitos na própria Superintedência Regional da Polícia Federal. Após o resultado, Brasil Caiado pretende pedir outros exames complementares para avaliar o edema. “Pelo quadro que vi, não é caso para internação. Mas ainda não sei qual é o quadro clínico como um todo”, explicou.

A defesa de Arruda também pediu ao STJ para encontrar-se a portas fechadas com o cliente. Neste caso, porém, o ministro quer um parecer do Ministério Público Federal antes de decidir. “Eu não tenho dúvida quanto ao posicionamento do MP, ele jamais irá se opor a isso. Trata-se apenas de uma atitude respeitosa do ministro”, afirmou o advogado de Arruda, Nélio Machado.

Preso normal
A Polícia Federal preferiu não polemizar com a defesa de Arruda e com Flávia Arruda, que ao conversar pela primeira vez com a imprensa em quase um mês da prisão de seu marido, reclamou que ele não completou o pós-operatório e está com edema na perna direita. Flávia afirmou que Arruda não tem conseguido ficar de pé, mas fontes da Polícia Federal disseram que ele tem tido o banho de sol normalmente. A PF afirmou que o estado de saúde dele é bom, apesar do inchaço no tornozelo.

O delegado Marcos Ferreira dos Santos, chefe do Comando de Operações Táticas (COT) da PF, onde Arruda está detido, não quis tratar do assunto, já que a detenção do governador afastado foi determinada pelo STJ. Segundo uma fonte da PF, ao negar a entrada do médico particular e manter os cuidados por contas de profissionais da corporação, Arruda é tratado como um preso normal.

Apesar disso, na semana passada, a PF estudava a possibilidade de ajustar alguns procedimentos em relação à prisão de Arruda. Um deles seria permitir a entrada de um aparelho de DVD para que Arruda assista a filmes. O outro é dar mais tempo a Arruda com sua família, principalmente com Flávia. Porém, todas as normas têm que ser analisadas antes pelo ministro do STJ, Fernando Gonçalves.

Primeira-dama resolve falar
Uma primeira-dama afônica, quatro quilos mais magra e preocupada com a saúde do marido. Flávia Arruda resolveu quebrar o silêncio e falou pela primeira vez com a imprensa desde a prisão do governador José Roberto Arruda. Durante a conversa com os jornalistas, na Superintendência Regional da Polícia Federal, Flávia disse que as imagens em que Arruda aparece recebendo dinheiro das mãos de Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais, são antes de seu casamento, em época de campanha eleitoral, e que a cena não a abalava. “Não me surpreende porque eu sei que todo mundo recebe. Sei que a política no Brasil é assim, as pessoas precisam receber dinheiro para a campanha”, afirmou. Ela destacou, porém, que todo o dinheiro entregue ao governador foi declarado por Arruda.

Flávia também se mostrou indignada com a Justiça e afirmou que o governador afastado já não tem mais qualquer estabilidade emocional. Ontem, inclusive, ele se recusou a almoçar. “Estou levando tudo de volta. Cuido da alimentação dele, mas mesmo assim o quadro de saúde está piorando”, disse. “O maior prejudicado nessa história toda é ele próprio e a nossa família, não a população de Brasília. Essa cidade nunca esteve tão organizada como está hoje, todo mundo sabe disso”, desabafou.

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Escrito por Thiago Alves    Qua, 10 de Março de 2010 12:14    PDF Imprimir E-mail
Lula compara dissidente cubano e bandidos em São Paulo
DEU NO JORNAL - O GLOBO
AP e O Globo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu na segunda-feira, em entrevista à agência de notícias AP, respeito às decisões da Justiça cubana em relação aos presos políticos que entraram em greve de fome no país, um dos quais acabou morrendo. Em sua defesa à soberania cubana, o presidente acabou comparando os dissidentes a bandidos.

- Eu penso que a greve de fome não pode ser utilizada como pretexto de direitos humanos para libertar pessoas. Imagina se todos os bandidos que estão presos em São Paulo entrarem em guerra de fome e pedirem liberdade - declarou. - Temos que respeitar a determinação da Justiça e do governo cubano, de deter as pessoas em função da legislação de Cuba, como quero que respeitem ao Brasil.

Sua defesa ocorre no momento em que o dissidente Guillermo Fariñas mantém uma greve de fome desde o dia 24 de fevereiro, na cidade de Santa Clara. No fim do mês passado, no mesmo dia em que Lula visitava Cuba para um encontro com o presidente Raúl Castro, o também dissidente Orlando Zapata morreu por complicações de saúde provocadas por uma greve de fome. Logo após este episódio, Lula já havia questionado o método utilizado pelos opositores políticos cubanos para pressionar o governo pela liberdade. No entanto, esta é a primeira vez que o presidente usa a palavra "bandido" em seu discurso.

- Se os presos brasileiros entrassem em greve de fome e você fosse o governante, você iria liberar todos? É uma coisa mais delicada do que simplesmente fazer a crítica - disse Lula, em 26 de fevereiro.

A dissidência cubana se mobilizou para evitar que a greve de fome de Fariñas tenha um fim trágico. O opositor, de 48 anos, está muito fraco, mas insiste em dar continuidade ao protesto até que as autoridades libertem 26 presos políticos em estado de saúde grave.

- Estou pronto para me sacrificar - advertiu Fariñas.

Um grupo de dez dissidentes moderados chegou a enviar uma carta ao presidente pedindo sua mediação urgente no impasse dada sua "privilegiada interlocução com as autoridades de Cuba".

Parlamentares das comissões de Relações Exteriores da Câmara e do Senado e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) criticaram as declarações do presidente. Para o deputado Raul Jungmann (PPS-PE), Lula foi oportunista ao "comparar alhos com bugalhos".

- O Brasil tem que ser contra a prisão política. Todo o esforço do país em ter uma política externa de relevo vai por água abaixo com esse discurso do presidente - acrescentou o deputado Emanuel Fernandes (PSDB-SP).
Lula diz que não quer que aconteça com Irã o que aconteceu com Iraque

Na mesma entrevista, o presidente disse que na reta final de seu segundo mandato o Brasil terá um papel ativo no cenário mundial, envolvido em negociações de paz para o Oriente Médio e o conflito nuclear com o Irã.

- Não quero que se repita no irã o que ocorreu com o Iraque - disse Lula em Brasília ao ser consultado sobre a possibilidade de aplicar sanções ao governo de Teerã por causa de seu programa de energia nuclear.

Ele acrescentou que a mensagem que transmitiu a governantes mundiais, incluindo o líder iraniano Mahmoud Ahdmadinejad, é de que "é necessário evitar a qualquer custo que haja uma guerra".

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Escrito por Thiago Alves    Qua, 10 de Março de 2010 12:07    PDF Imprimir E-mail
Destaques dos jornais de hoje - Valor Ecônomico
DEU NO JORNAL - CLIPPING DA RADIOBRAS

Empresas chegam a dobrar o lucro em ano de retração

Um olhar rápido sobre os números consolidados de 88 balanços de companhias abertas já divulgados mostra que a crise foi cruel com os setores de aço e minérios em 2009. O negócio das siderúrgicas e mineradoras brasileiras perdeu no ano passado o equivalente à receita líquida de todo o setor de alimentos com capital aberto, perto de R$ 50 bilhões, segundo levantamento do Valor Data.
Excluídas as empresas desses dois setores, fica a impressão de que os efeitos da
crise foram brandos - a marolinha prevista pelo presidente Lula. O faturamento líquido consolidado das demais companhias aumentou 11,6%, para R$ 341,4 bilhões, e o lucro líquido quase dobrou, chegando a R$ 34,5 bilhões. No total, o conjunto das 88 companhias teve queda de 2,3% no faturamento e de 7,2% no lucro líquido. (págs. 1 e D1)

Transpetro abre licitação de US$ 400 mi
A Transpetro, braço logístico da Petrobras, lança hoje uma das maiores encomendas já vistas no país para o transporte de cargas, por hidrovia. A empresa abrirá concorrência para contratar a construção de 20 comboios - 20 empurradores e 80 barcaças - para o transporte de etanol pela hidrovia Tietê-Paraná. Estimativas de mercado indicam que o valor total das embarcações pode ficar em cerca de US$ 400 milhões. Ao todo, 25 empresas nacionais e estrangeiras serão convidadas a participar do negócio, que terá um conteúdo nacional de 10%. "Até setembro ou outubro esperamos ter os contratos assinados", disse Sergio Machado, presidente da Transpetro. (págs. 1 e B1)

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Escrito por Thiago Alves    Qua, 10 de Março de 2010 12:03    PDF Imprimir E-mail
Destaques dos jornais de hoje - Correio Braziliense
DEU NO JORNAL - CLIPPING DA RADIOBRAS

PGR reprova prisão domiciliar para Arruda

A saúde de José Roberto Arruda tornou-se um embate entre os advogados de defesa, o Ministério Público e a Polícia Federal. Amigos e a primeira-dama, Flávia Arruda, fazem apelos sobre o estado físico do governador, mas o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, é contrário ao benefício da prisão domiciliar. Segundo as autoridades, Arruda está recluso em condições dignas, e exames médicos não apontam alteração no quadro clínico do preso. O Superior Tribunal de Justiça autorizou o cardiologista Brasil Caiado, médico particular de Arruda, a visitá-lo na Superintendência da PF. Caiado examinou o paciente por uma hora e meia. Verificou pressão arterial e taxa de glicose altas, mas descartou a necessidade de internação. Hoje Arruda será submetido a exames de urina, sangue, eletrocardiograma e monitoramento de pressão. (págs. 1 e 27)

Foto legenda: E as férias continuam…

No segundo dia letivo, os alunos da UnB receberam o aviso de que ficarão sem aula. Os professores da universidade entraram em greve, como protesto pela suspensão do pagamento de gratificação. Corte no salário segue recomendação do Tribunal de Contas da União, mas está em análise no Supremo Tribunal Federal. (págs. 1 e 34)

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Escrito por Thiago Alves    Qua, 10 de Março de 2010 12:01    PDF Imprimir E-mail
Destaques dos jornais de hoje - Jornal do Brasil
DEU NO JORNAL - CLIPPING DA RADIOBRAS

Os riscos da facilidade em compras na internet
Confirmação em um só clique é tendência perigosa ao consumidor

Para comprar na internet há cada vez mais facilidades, com direito a aquisição de produtos com um único clique. Mas o conforto não é o mesmo para cancelar a compra. Entidades de defesa do consumidor lembram que os clientes que adquirirem produtos fora de estabelecimentos comerciais – por telefone ou lojas virtuais – tem até sete dias após a entrega para desistir da negociação. Dessa forma, o dinheiro empenhado deverá ser totalmente devolvido, e o cliente não pode gastar nenhum valor para efetuar a devolução. Mas no caso dos sites, não há uma política clara sobre o assunto. O Submarino, que lançou a opção de comprar a um só clique há 16 dias, não se pronuncia. A saraiva, que inaugurou o serviço esta semana, aconselha, no caso de desistência, o cliente entrar em contato com a empresa – que promete seguir as regras do Procon. (págs. 1 e Economia A17)

Lula defende Dilma de ataques

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que a pré-candidata do PT a sua sucessão, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, não levará o país para a esquerda ou elevará excessivamente o controle do Estado sobre a economia. Dilma negou que esteja fazendo campanha antecipada e inaugurando obras inacabadas. (págs. 1 e País A4 e A5)

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Escrito por Thiago Alves    Qua, 10 de Março de 2010 11:59    PDF Imprimir E-mail
Destaques dos jornais de hoje - O Estado de S. Paulo
DEU NO JORNAL - CLIPPING DA RADIOBRAS

Lula defende regime cubano e compara dissidente a criminoso
Presidente diz que opositores de Cuba foram presos de acordo com a lei da ilha

O presidente Lula disse ontem, sobre os presos políticos cubanos, que é preciso “respeitar a determinação da Justiça e do governo cubano, de prender as pessoas em função da lei de Cuba". A declaração foi feita no dia em que dissidentes pediram a Lula que intercedesse pela libertação de 20 presos políticos. Por causa deles, um jornalista está em greve de fome. O presidente comparou os presos de consciência a criminosos comuns: "Greve de fome não pode ser usada como pretexto de direitos humanos para libertar pessoas. Imagine se os bandidos presos em São Paulo entrassem em greve de fome e pedissem libertação". Em fevereiro, Lula silenciou a respeito da morte de um dissidente cubano em greve de Fome. (págs. 1, A12 e A13)

Artigo: Para ser preso, basta a suspeita
Nik Steinberg pesquisador

Pela lei de "periculosidade" de Cuba, quem não cometeu nenhum crime pode ser preso sob a suspeita de que poderia cometê-lo no futuro. Atividades "perigosas" incluem tentar formar um sindicato independente. (págs. 1 e A12)

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Escrito por Thiago Alves    Qua, 10 de Março de 2010 11:58    PDF Imprimir E-mail
Destaques dos jornais de hoje - Folha de S. Paulo
DEU NO JORNAL - CLIPPING DA RADIOBRAS

Lula compara preso político de Cuba aos bandidos de SP
Presidente critica greve de fome; para dissidente, ele é 'cúmplice da tirania'

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu respeito às decisões do governo de Cuba e condenou o uso da greve de fome por dissidentes como instrumento para que eles sejam soltos, comparando-os a criminosos comuns durante entrevista à agência Associated Press.
"Temos de respeitar a determinação da Justiça e do governo cubanos. A greve de fome não pode ser um pretexto de direitos humanos para liberar as pessoas. Imagine se todos os bandidos presos em São Paulo entrarem em greve de fome e pedirem liberdade", afirmou.

Em 23 de fevereiro, um dia antes de Lula visitar Cuba e se reunir com os irmãos Fidel e Raúl Castro, o preso político Orlando Zapata Tamayo morreu depois de 85 dias sem comer. Desde então, aumentaram as críticas ao regime cubano e à sua política de direitos humanos.

O dissidente Guillermo Fariñas, em greve de fome há 15 dias pela libertação de 26 presos, disse em entrevista a Flávia Marreiro que Lula é "cúmplice da tirania dos Castro": "A maioria do povo cubano se sente traído por um presidente que um dia foi preso político". (págs. 1 e Mundo)

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Escrito por Thiago Alves    Qua, 10 de Março de 2010 11:56    PDF Imprimir E-mail
Destaques dos jornais de hoje - O Globo
DEU NO JORNAL - CLIPPING DA RADIOBRAS

Dilma infla dados e Petrobras é obrigada a dar explicações
Ministra anunciou investimento de R$ 85 bi, mas estatal diz que serão R$ 79,45 bi

Na terceira "inauguração" de obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), anteontem, a pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, disse que a Petrobras deverá investir R$ 85 bilhões este ano, o que obrigou a estatal a divulgar nota corrigindo a informação.
Dirigida ao mercado financeiro e à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a nota diz que os investimentos previstos hoje são de R$ 79,45 bilhões. Mas o mercado espera que eles serão aumentados ainda neste mês. Dilma, que é ministra da Casa Civil e presidente do Conselho de Administração da Petrobras, não comentou o caso ontem. Como a estatal é uma companhia de capital aberto, com ações negociadas na Bolsa de São Paulo e em Nova York, toda informação nova precisa seguir ritos especiais para ser divulgada, já que um dado tornado público, de forma pouco transparente ou a um grupo restrito, pode deixar alguns investidores com informações privilegiadas. Dilma e a Petrobras podem ser investigadas pela CVM, mas o órgão não confirmou se isso ocorrerá. (págs. 1, 3 e 4 e Míriam Leitão)

Serra 'inaugura' pré-edital
Pré-candidato do PSDB à Presidência, o governador paulista José Serra viajou ontem a Santos para lançar uma ponte que ainda vai ser licitada. O também tucano Aécio Neves disse ontem que será um soldado da campanha de Serra. (págs. 1 e 8)

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Escrito por Thiago Alves    Ter, 09 de Março de 2010 19:35    PDF Imprimir E-mail
"Arruda afasta qualquer possibilidade de renúncia", diz Fraga durante visita
DEU NO JORNAL - CORREIO BRAZILIENSE

Noelle Oliveira

Além da visita da primeira-dama, flávia Arruda, o governador afastado e preso, José Roberto Arruda (sem partido), recebeu também o deputado federal Alberto Fraga (DEM) na Superintendência Regional da Polícia Federal.

Fraga afirmou que fez uma visita de amigo para o governador e que teria ficado chocado com seu estado de saúde. "Ele está com o pé direito muito inchado e mal consegue andar", disse. Fraga afirmou que Arruda afastou qualquer possibilidade de renúncia.

Clique aqui para ler a íntegra no site do Correio

 
Escrito por Thiago Alves    Ter, 09 de Março de 2010 17:52    PDF Imprimir E-mail
STJ aceita pedido para médico particular visitar José Arruda
DEU NO JORNAL - O ESTADO DE SÃO PAULO

Leandro Colon

O ministro Fernando Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), deferiu nesta terça-feira, 9, o pedido da defesa do governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda, para que ele receba a visita de um médico particular na cela da Polícia Federal.

A solicitação foi feita na última segunda-feira, 8, depois que Arruda teve de deixar a prisão, por algumas horas, para ser medicado em um hospital. Os advogados alegam que Arruda está com suspeita de trombose, além de problemas com diabetes e circulação.

Um médico deve visitar Arruda ainda nesta terça. A defesa quer um laudo comprovando que o governador não tem condições médicas de permanecer detido na cela da PF. Assim, os advogados pretendem pedir ao STJ uma espécie de prisão médica, numa clínica, ou domiciliar. Essa é a estratégia imediata para tirar Arruda da cadeia, onde ele está desde o dia 11 de fevereiro.

Clique aqui para ler a íntegra no site do Estadão

 
Escrito por Thiago Alves    Ter, 09 de Março de 2010 16:46    PDF Imprimir E-mail
Primeira-dama fala pela primeira vez após a prisão do marido
DEU NO JORNAL - CORREIO BRAZILIENSE

 Débora Álvares

Noelle Oliveira

A primeira-dama do Distrito Federal falou, na tarde desta terça-feira (9/3), pela primeira vez após a prisão de seu marido, há quase um mês. Flávia Arruda se mostrou preocupada com o estado de saúde do governador afastado e preso, José Roberto Arruda (sem partido).

Segundo ela, Arruda tem dificuldades para andar e, hoje, não quis comer – a esposa do governador chegou à PF por volta de 12h40, com o almoço dele. Flávia destacou, ainda, que o exame doppler realizado nesta segunda-feira (8/3), não apontou placas na safena, mas acusou um edema. De acordo com a primeira-dama, além do inchaço nas pernas, Arruda tem apresentado grandes oscilações de pressão. A Polícia Federal ainda não confirmou as informações passadas por Flávia.

A esposa do governador acredita, ainda, que a piora do estado de saúde de Arruda seja consequencia da suspensão, após a prisão dele, das sessões de fisioterapia. Segundo Flávia, o marido era submetido aos exercícios desde a cirurgia no tendão do pé direito que pela qual passou em 9 de novembro do ano passado.

Clique aqui para ler a íntegra no site do Correio

 
Escrito por Thiago Alves    Ter, 09 de Março de 2010 15:37    PDF Imprimir E-mail
Exames não apontaram alteração no estado de saúde de Arruda, diz PF
DEU NO JORNAL - FOLHA DE SÃO PAULO

Márcio Falcão

A Polícia Federal informou nesta terça-feira que os exames do governador afastado e preso do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), não apontaram nenhuma alteração no estado de saúde do ex-democrata e descartaram a suspeita de trombose (formação de um coágulo de sangue) no tornozelo direito.

O ministro Fernando Gonçalves, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), deve analisar ainda hoje o pedido da defesa para que Arruda seja atendido por um médico particular na sala da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde está preso desde o dia 11 de fevereiro.

A estratégia dos advogados do governador é utilizar uma possível avaliação médica apontando problemas de saúde para tentar conquistar na Justiça direito a prisão domiciliar para o ex-democrata. A defesa de Arruda sustenta que ele sofre de diabetes, quede de pressão e está com inchaço no pé.

Para a defesa, o problema no pé poderia ter sido provocado porque Arruda deixou de fazer sessões de fisioterapia recomendada por médicos para auxiliar na recuperação do tornozelo que foi operado em novembro do ano passado.

Ontem, Arruda deixou a Polícia Federal pela primeira vez desde que o STJ determinou a custódia dele. Ele foi atendido no Hospital Juscelino Kubitschek. Em nota, o hospital disse que não vai comentar o atendimento de Arruda.

Segundo a PF, "não há nenhum quadro de anormalidade no estado de saúde de Arruda". A Polícia Federal informou ainda que o governador afastado passa diariamente por avaliação de um cardiologista, que mede a pressão arterial e checa possíveis problemas de saúde.

O primeiro-secretário da Câmara Legislativa do Distrito Federal, deputado Batista das Cooperativas (PRP), afirmou que "teme pela vida" do governador afastado. Batista esteve no final da tarde de ontem na Superintendência da Polícia Federal para comunicar a abertura de processo de impeachment contra ele pela Casa.

Clique aqui para ler a íntegra no site da Folha

 
Escrito por Thiago Alves    Ter, 09 de Março de 2010 15:23    PDF Imprimir E-mail
Vinte dias para Arruda se defender
DEU NO JORNAL - CORREIO BRAZILIENSE

Lilian Tahan
Noelle Oliveira e Adriana Bernardes

O governador afastado e preso José Roberto Arruda (sem partido) está oficialmente avisado sobre a abertura dos processos de impeachment que correm contra ele na Câmara Legislativa. A notificação foi feita ontem a contragosto do chefe do Executivo, que se negou a assinar o documento, repetindo a atitude da última sexta-feira. Mesmo assim, foi citado à revelia às 18h35 de ontem, como mostra documento obtido pelo Correio.

O distrital Batista das Cooperativas — primeiro secretário da Câmara — foi acompanhado por dois procuradores da Casa, Sidraque Anacleto e Henrique Bulhões. Além deles, um delegado e um agente da Polícia Federal testemunharam a notificação de Arruda. Com a citação oficial, a defesa de Arruda terá 20 dias corridos para se pronunciar (até 29 de março). Depois disso, será aberto prazo de 10 dias também corridos para o relator da Comissão Especial do impeachment, o deputado Chico Leite (PT), finalizar seu parecer.

Antes de seguir para o Complexo da Polícia Federal, no Setor de Autarquias Sul, onde Arruda está preso desde 11 de fevereiro, Batista cercou-se de cuidados. Reuniu os demais integrantes da Mesa Diretora — Cabo Patrício (PT), Milton Barbosa (PSDB) e Raimundo Ribeiro (PSDB) — e pediu um parecer à Procuradoria-Geral da Câmara sobre o procedimento legal a ser adotado, caso o governador afastado se recusasse a assinar o documento.

Apesar de estar acompanhado de dois procuradores, Batista preferiu que policiais federais fossem as testemunhas da intimação. “Fiz isso para evitar uma contestação da defesa no futuro alegando a suspeição dos procuradores”, justificou.

Contratempo
Durante visita oficial na semana passada, houve um contratempo envolvendo um terceiro procurador do Legislativo local e Arruda. Na ocasião, Batista estava acompanhado de Fernando Nazaré — funcionário de carreira da Câmara. Após a negativa de o governador preso em assinar a notificação, Nazaré sugeriu que a citação fosse feita à revelia com a presença de testemunhas. Arruda reagiu à iniciativa do procurador e o chamou de capacho do PT.

Na tarde de ontem, Batista ficou com Arruda por quase uma hora. Disse que o encontro foi “o mais formal possível”, apesar de ter se condoído com o estado de saúde de Arruda, o qual considerou “deplorável” (leia reportagem na página 26). Assim como na sexta-feira, o governador alegou que não teve acesso à integra do inquérito do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e, portanto, não poderia exercer o amplo direito à defesa. Na semana passada, o governador preso enviou, por meio de Batista, uma carta aos distritais, explicando por que não aceitou a notificação.

Clique aqui para ler a íntegra no site do Correio

 
Escrito por Thiago Alves    Ter, 09 de Março de 2010 15:12    PDF Imprimir E-mail
Depoimentos e fitas sinalizam que suposto esquema de corrupção teve início na gestão de Roriz
DEU NO JORNAL - CORREIO BRAZILIENSE

Ana Maria Campos

A colaboração de Durval Barbosa na investigação da Operação Caixa de Pandora tirou do caminho de Joaquim Roriz um forte adversário nas próximas eleições. A força das denúncias de corrupção na administração de José Roberto Arruda, no entanto, virou um transtorno para a campanha do político que governou o Distrito Federal quatro vezes, tendo Durval a seu lado durante quase oito anos. A confissão do aliado de Roriz ao Ministério Público e à Polícia Federal de que arrecadava recursos com empresas prestadoras de serviços para abastecer o governador Arruda e a base aliada é um indício de que o suposto esquema não começou agora.

Nos primeiros depoimentos, Durval Barbosa se restringiu a contar detalhes sobre pagamentos de propinas a integrantes do atual governo, em contratos da gestão Arruda. Mas as fitas que ele mesmo divulgou não deixam dúvidas: existem evidências claras de que a corrupção começou na gestão anterior. Consideradas as imagens mais fortes do escândalo da Caixa de Pandora, as gravações de Arruda, do ex-presidente da Câmara Leonardo Prudente (sem partido), da deputada Eurides Brito (PMDB) e do ex-distrital Júnior Brunelli (PSC) ocorreram no governo anterior. Por isso, a meta dos investigadores agora é conseguir detalhes de irregularidades praticadas por intermediários de Roriz entre 1999 e 2006.

Durval Barbosa e Roriz são alvos de duas ações penais em que se questiona o mesmo assunto tratado agora: corrupção envolvendo empresas de informática que prestam serviços ao governo. Num dos processos, o Ministério Público Federal sustenta que dinheiro da empresa Linknet financiou a compra de urnas eletrônicas usadas para treinar o eleitor a votar em Roriz. Na outra, a acusação é de desvio de R$ 28 milhões das empresas Linknet e Adler para a campanha à reeleição de Roriz em 2002. Curiosamente, o advogado de Roriz na época era o mesmo Nélio Machado que agora defende Arruda.

Com a mesma contundência, ele tentou em 2003 desqualificar as denúncias envolvendo seu cliente. Em 2002, Roriz sofreu turbulências políticas fortes e até o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a declarar publicamente acreditar que ele poderia perder o mandato para o petista Geraldo Magela devido a denúncias de uso da máquina na campanha. “Na ocasião, não conhecia a figura nefasta, nebulosa do Durval”, afirma Nélio Machado, que cuidou do andamento da ação penal contra Roriz no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O caso não foi para a frente porque a Câmara Legislativa não deu autorização para a abertura de processo contra Roriz.

As ações penais agora tramitam na 1ª Vara Criminal de Brasília, já que Roriz não tem mais foro especial. O assessor de imprensa de Roriz, Paulo Fona, afirma que as denúncias são velhas e já foram desqualificadas em julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), quando se discutiu crime eleitoral que teria sido praticado na campanha de 2002. Por quatro votos a dois, os ministros do TSE avaliaram, na ocasião, que não havia provas contra Roriz de uso da máquina e abuso de poder político e econômico nas ações protocoladas pelo Ministério Público Federal e pelo PT.

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Escrito por Thiago Alves    Ter, 09 de Março de 2010 12:15    PDF Imprimir E-mail
Promotor calcula em R$ 100 milhões desvio em cooperativa ligada ao PT
DEU NO JORNAL - O ESTADO DE SÃO PAULO
Fausto Macedo e Clarissa Oliveira

Pode ultrapassar R$ 100 milhões o total do desvio de recursos da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop), calcula o promotor de Justiça José Carlos Blat, da 1ª Promotoria Criminal da Capital. "A movimentação sob suspeita indica que o rombo supera R$ 100 milhões", disse Blat, após análise parcial de 8,5 mil extratos bancários da cooperativa, relativos ao período de 2001 a 2008.

Blat está convencido de que uma fatia do montante foi destinada a campanhas eleitorais do PT - ele não aponta valores exatos que teriam tomado esse rumo porque, alega, depende de investigações complementares.

Na sexta-feira, o promotor requereu a quebra do sigilo bancário e fiscal de João Vaccari Neto, que presidiu a cooperativa até fevereiro, quando deixou o cargo para assumir o posto de tesoureiro do PT. Também foi pedida uma devassa nos investimentos de dois ex-diretores da entidade, Ana Maria Érnica e Tomás Edson Botelho Fraga. O promotor quer o bloqueio das contas da Bancoop.

"Que houve desvio eu não tenho mais dúvida alguma", diz o promotor, após dois anos e meio de apuração. "Os dirigentes da cooperativa transformaram-na em negócio lucrativo, utilizando os benefícios da lei para lesar milhares de cooperados que aderiram através de contratos para a construção de moradias. Uma parte desse dinheiro foi para o PT, outra parte para o enriquecimento ilícito de ex-dirigentes da Bancoop."

Ele identificou "milhares de movimentações financeiras fraudulentas visando a ludibriar os cooperados". O promotor identificou "operações inusitadas, obviamente para mascarar o desvio de dinheiro para caixa 2 de campanhas eleitorais".

REPASSE

O inquérito revela que um ex-presidente da cooperativa, Luiz Eduardo Malheiro, tinha participações como sócio-cotista da Germany Comercial e Empreiteira de Obras Ltda, responsável pela construção dos empreendimentos da Bancoop. Malheiro fazia parte da diretoria da Mirante Artefatos Ltda, contratada da Bancoop para fornecimento de concreto. Ele morreu em novembro de 2004, em acidente de carro em Petrolina (PE). Ao Ministério Público, seu irmão, Hélio Malheiro, afirmou que "muitas vezes se via obrigado a entregar valores de grande monta" para o PT.

O rastreamento bancário aponta repasses da Germany para o partido. "A doação efetuada pela Germany para o comitê financeiro do Partido dos Trabalhadores tem apenas aparência lícita, pois foi uma forma fraudulenta de burlar a legislação eleitoral que os dirigentes da Bancoop, que pertencem a referido partido político, encontraram para beneficiar seus candidatos", diz Blat.

"Os dirigentes da Bancoop, através de empresa de fachada, operaram esquema de caixa 2 para fomentar campanhas eleitorais", afirma. "O exame dos documentos bancários indica que a cooperativa emitia cheques, valendo-se do expediente de saques na boca do caixa, sem indicar o destinatário e tampouco constando a identificação dos portadores. Cerca de 40% da movimentação das contas da Bancoop teve os recursos sacados em dinheiro."

REAÇÃO

Vaccari lançou um desafio. "Blat tinha que colocar o que diz nos autos. O fato é que não existe nenhum processo contra dirigentes da Bancoop na época, nem contra mim, nem contra outros. Ele faz agitação eleitoral, mas não coloca nada nos autos. É inalienável o direito de defesa de qualquer cidadão."

Para o advogado da Bancoop, Pedro Dallari, "é maluquice" a estimativa dos R$ 100 milhões. "Eu não sei nem de onde ele tirou isso. Hoje a cooperativa é credora, ela tem a receber dos cooperados." Dallari aponta "erro infantil" no exame dos cheques. "Ignoraram o que é movimentação interbancária."

"A cooperativa é sujeita a controles e auditoria permanente. Todos os balanços e as demonstrações financeiras são verificadas. É evidente que não poderia haver uma única transferência para o PT que não fosse transparente", diz o criminalista.

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Escrito por Thiago Alves    Ter, 09 de Março de 2010 12:08    PDF Imprimir E-mail
Na reta final, Serra e Dilma lançam até obra inacabada
DEU NO JORNAL - FOLHA DE SÃO PAULO
da Folha Online

A menos de um mês do prazo final para afastamento de seus cargos, os dois principais pré-candidatos à Presidência --José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT)-- têm um calendário apertado de eventos midiáticos e inaugurações de obras, algumas das quais ainda inacabadas, informa reportagem de Ana Flor e Catia Seabra, publicada nesta terça-feira pela Folha (íntegra somente para assinantes do jornal ou do UOL).

Ao deixar os cargos a partir de 3 de abril, a ministra da Casa Civil e o governador de São Paulo amargarão um período de menor visibilidade até junho, quando as candidaturas serão oficializadas.

Segundo a reportagem, o plano de voo de Serra previa inaugurar no fim do mês, quando deve anunciar publicamente sua candidatura, três carros-chefes de sua administração: a Nova Marginal, o trecho Sul do Rodoanel e duas estações da Linha 4 do Metrô. Mas as chuvas do início do ano põem em risco a pretensão.

Dilma, por sua vez, informa a Folha, nos próximos 20 dias, intensifica viagens na companhia de Lula, sobretudo no Sudeste. Amanhã, por exemplo, estarão em Cubatão para inaugurar uma usina termoelétrica. Obras de saneamento e habitação --foco do PAC 2-- serão visitadas, mesmo aquelas ainda em andamento.

No mesmo rol estão visitas ao gasoduto interligando as regiões Sudeste e Nordeste (Gasene) e à Ferrovia Norte-Sul. Os dois ainda têm trechos em construção. A ministra participará também de festas de lançamentos de projetos com grande potencial eleitoral, mas que pouco andarão no atual governo, como a chamada Consolidação das Leis Sociais e o PAC 2.

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Escrito por Thiago Alves    Ter, 09 de Março de 2010 11:55    PDF Imprimir E-mail
PT pagará salário para Dilma em campanha
DEU NO JORNAL - FOLHA DE SÃO PAULO
da Folha de S.Paulo, em Brasília

A ministra da Casa Civil e candidata à sucessão de Lula, Dilma Rousseff, receberá um salário do PT depois que deixar o cargo no final do mês para disputar as eleições. A informação foi confirmada pelo presidente nacional da sigla, José Eduardo Dutra.

O mais provável é que ela receba uma remuneração de cerca de R$ 10 mil, valor próximo ao que recebe como ministra --R$ 10.748 brutos. Segundo Dutra, o valor não foi definido.

De acordo com o presidente da sigla, Dilma sairá da Casa Civil em 29 ou 30 de março. Em seu lugar assumirá a secretária-executiva, Erenice Guerra, braço direito da candidata.

O PT também alugará dois imóveis para Dilma em Brasília: um escritório político e uma casa. Ao deixar a Casa Civil, Dilma perderá o direito de usar uma casa do governo no Lago Sul --área nobre, onde também ficarão os dois novos imóveis.

O comitê central da campanha também ficará em Brasília, mas será alugado mais à frente.

O PT faz uma análise jurídica para saber se a ministra também precisará deixar o cargo no conselho de administração da Petrobras. A tendência é que ela deixe todos os postos.

A legislação eleitoral exige a saída dos cargos no Executivo daqueles que disputarão eleições em outubro. O prazo é de seis meses antes do pleito.

Já há precedentes no PT de pagamento de salários a candidatos e dirigentes do partido. Os que se dedicam em tempo integral recebem cerca de R$ 10 mil mensais. Dirigentes com outras fontes de renda, não.

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Escrito por Thiago Alves    Ter, 09 de Março de 2010 11:44    PDF Imprimir E-mail
Destaques dos jornais de hoje - Valor Ecônomico
DEU NO JORNAL - CLIPPING DA RADIOBRAS

Venda deveículos no Brasil aquece mercado argentino

A sucessão de recordes de vendas de carros no Brasil ajudou a Argentina, onde há fábricas que abastecem os dois países. Mas deixou o consumidor argentino no fim da fila. Hoje, para comprar um modelo novo em Buenos Aires é preciso esperar de 30 a 60 dias. O brasileiro é privilegiado no tempo de entrega. Mas leva desvantagem no preço. Automóveis que saem da mesma linha de montagem são vendidos no país vizinho a preços entre 20% e 40% mais baixos.
Qual brasileiro não preferiria esperar algumas semanas e pagar R$ 17,4 mil por um Gol básico, que no Brasil é vendido a R$ 28 mil? O Mille é vendido do outro lado da fronteira por 20% menos - ou o equivalente a R$ 17,7 mil. A indignação aumenta quando o consumidor brasileiro descobre que os argentinos não usam carros com motor 1.0.
Para eles, a indústria produz modelos similares com motorização melhor. O básico Logan, da Renault, custa RS 28 mil com motor 1.0 no Brasil e o similar argentino sai pelo equivalente a RS 24,6 mil com motor 1.6. A diferença de preços chega a 35% no Classic, da GM: RS 25,6 mil no Brasil (motor 1.0) e RS 16,5 mil (1.4) na Argentina. Contrariando o nome, o Mille argentino não é de 1.000cc. Por isso, lá ele se chama Uno. (págs. 1 e B6)

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Escrito por Thiago Alves    Ter, 09 de Março de 2010 11:39    PDF Imprimir E-mail
Destaques dos jornais de hoje - Correio Braziliense
DEU NO JORNAL - CLIPPING DA RADIOBRAS

Notificado à revelia, Arruda vai ao hospital

Acompanhado por dois procuradores, o distrital Batista das Cooperativas, foi à PF a fim de notificar o governador José Roberto Arruda da abertura de processo de impeachment. Batista contou com um delegado e um agente da PF como testemunhas para o governador receber, à revelia, a comunicação oficial.
O chefe do Executivo local dispõe de 20 dias para apresentar a defesa. Pela manhã, Arruda recebeu cuidados médicos. Ele foi levado ao Hospital Juscelino Kubitschek, no Sudoeste, onde passou por exames. O governador tem se queixado de dores e inchaço nos pés, possivelmente por causa de diabetes.
Acusada de envolvimento no esquema da propina, a Câmara Legislativa reativou a CPI da Codeplan, criada para investigar contratos do GDF. A comissão terá como presidente Eliana Pedrosa, cuja família é dona de empresas prestadoras de serviço ao governo. Pedrosa não votou pelo processo de impeachment de Arruda. (págs. 1 e 25 a 28)

Brasil eleva alíquota para produtos dos EUA (págs. 1 e 15)

Inflação: Remédio fica 4,6% mais caro a partir do dia 31
As compras na farmácia vão pesar mais no orçamento. O governo divulgou o reajuste médio de 4,6% dos medicamentos, acima do previsto pelo mercado local, mas abaixo da inflação acumulada dos últimos 12 meses. A variação de preços vai depender da disponibilidade dos genéricos. Os medicamentos com mais similares na prateleira terão um aumento menor. (págs. 1 e 36)

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