Seis por meia dúzia

FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADAO

Michel Temer agoniza no Planalto. A Lei da Entropia atua fortemente sobre um governo que não tem saída da crise moral em que se enfiou. Nem o silêncio de certos movimentos de rua adestrados pela direita, nem o apoio determinado de um empresariado cínico em suas pretensões são capazes de fornecer o combustível necessário para equilibrar o esquálido sistema de forças sobre o qual ainda se mantém o Presidente da República.

Dita a Segunda Lei da Termodinâmica que todo sistema tende a se desorganizar com o tempo. E que a energia necessária para mantê-lo íntegro acaba sendo superada pelas forças que o levam à desorganização. O que sobrevém é o caos. Ontem, com a denúncia do Procurador-Geral da República, o governo Temer cruzou o ponto de máximo esgarçamento — aquele em que o movimento em direção ao colapso é irrefreável.

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O isolamento de Gilmar Mendes

O ministro Gilmar Mendes vai ficando isolado. Depois de defender a revisão do acordo de colaboração premiada e, a rigor, sua desmoralização, ele está sendo encantoado pela unanimidade dos colegas. Até aqui, três ministros já manifestaram apoio à posição do relator Luis Edson Fachin, que defendeu a legalidade do acordo firmado com os executivos da JBS, a legitimidade de que sua condição de relator está investida e a autonomia do relator para chancelar esse tipo de contrato entre o Estado e denunciantes que querem colaborar com a Justiça.

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Flores para Marcela

Por Martha Pannunzio(*)

Há exatamente um ano, aqui mesmo neste FB, eu dei um voto de confiança ao presidente Michel TEMER, desde que ele moralizasse o governo e a política brasileira. E desejei que ele não tivesse medo etc etc…

Infelizmente ele ignorou meus sentimentos e exigências. Meus e de pelo menos a metade do povo adulto brasileiro. E se revelou ciente e cúmplice dos crimes de lesa-pátria praticados por gangues promíscuas integradas por políticos, partidos e empresários.

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TSE: Parabéns pra quem venceu.

Com a decisão de ontem do TSE,  ficou sacramentado que o Brasil está mesmo fadado a ser o que é. Se está bom para você, ótimo, meus parabéns.

Somos e seremos um País governado por  homens da envergadura de um Michel Temer.

Temos instituições a garanti-lo com o senso patriótico da nossa justiça eleitoral.

E por trás delas há personagens da estirpe de um Gilmar Mendes.

E juízes do estofo de um Napoleão que, na impossibilidade de encontrar na lei o que precisam para formar sua convicção, vão ao Corão pesquisar anátemas para amaldiçoar seus detratores.

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#foratemer e Rodrigo maia : A esperteza que não leva a lugar nenhum

Foto: Ailton de Freitas / Agência O Globo

Fala-se dia e noite em quem sucederá Michel Temer na Presidência. Três nomes são recorrentes: Fernando Henrique Cardoso, Tasso Jereissati e Rodrigo Maia. Os dois tucanos, no entanto, têm uma viabilidade eleitoral menor do que o atual presidente da Câmara Federal num processo de escolha indireta como o previsto no rito constitucional.

Rodrigo Maia é apontado pelo grupo hegemônico que ainda orbita em torno do Planalto como a solução ideal. Suas virtudes seriam equivalentes em módulo aos seus maiores defeitos. Ele é parte do baixo clero congressual, tem ascendência sobre boa parte das bancadas e sabe jogar o jogo da esperteza. Isso o qualificaria para ocupar a Presidência e prosseguir com a agenda das reformas, assegurando sua aprovação.

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A cama-de-gato na Lava-Jato

Tirando a família Batista, talvez não haja mais nenhum brasileiro hoje que ache que o prêmio oferecido pelo Ministério Público e aceito pelo Judiciário pela delação dos irmãos Wesley e Joesley não é excessivamente generoso.

Depois de corromper em escala industrial, os donos da JBS deram uma banana ao País e se mandaram para o exterior para usufruir de sua incalculável fortuna construída às custas do contribuinte brasileiro.

Mas daí a achar normal que o Ministério Público e o Judiciário podem levar alguém a se auto-incriminar, acordar um preço pela confissão e mudar tudo depois do acordo assinado vai uma enorme distância.

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O trunfo da impopularidade

Michel Temer chegou ao poder sem votos e com a pecha de golpista. Ele nunca foi um político popular. Seu melhor momento eleitoral foi em 2002, quando obteve 252 mil votos para deputado federal.

Da última vez que disputou uma eleição proporcional, no entanto, passou raspando, com 99 mil votos. Foi o quinquagésimo-quarto mais votado parlamentar do Estado.

Se, por um lado, nunca foi bom de voto, Temer conseguiu, com seu cacife, se transformar num parlamentar importante. Bem articulado e resistente a cenários de crises, conseguiu presidir a Câmara três vezes e o PMDB cinco vezes. E por essa injunção, chegou à condição de vice duas vezes na chapa de Dilma Rousseff antes que a corrupção do PT e suas engendrações  derrubassem sua ex-companheira.

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O lado bom do vandalismo

Os analfabetos políticos pensando que tomaram o Poder. Foto: Breno Fortes – CB

Pense bem. Na dialética da crise, tudo tem o seu lado bom.

O vandalismo, por exemplo.

Quer coisa melhor para quem deseja o colapso das instituições, a desagregação do tecido social e o fim dos tempos ?

Tem outras vantagens. Ao incendiar prédios públicos, erguer barricadas, jogar rojões na polícia e açular os ânimos nos protesto, os vândalos constroem símbolos poderosos que, os olhos do cidadão comum, denunciam a falta de horizonte e a falência generalizada da nossa democracia. O que sempre abre espaço para inovações autoritárias e até para ditaduras clássicas. É ótimo para quem gosta.

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Reinaldo Azevedo

Reinaldo Azevedo  tem uma legião de admiradores e outra de haters para os quais ele é a encarnação da abominação. Tenho com ele uma relação cordial. Temos amigos comuns e algumas vezes nos encontramos em eventos sociais. Mas não somos amigos e não temos afinidade ideológica.

Somos concorrentes no rádio. Falamos no mesmo horário em emissoras que têm o mesmo perfil e pretendem alcançar o mesmo público. Ele tem o dobro da minha audiência.

Admiro-lhe a inteligência e a coragem de enfrentar de peito aberto as teses que defende e as consequências disso. Lamento, eventualmente, que tanta inteligência e coragem estejam a serviço de um reacionarismo explícito e de certas teses que ele adota.

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Filtros e coadores dos sucessores do #foratemer: Quem pode ?

Ontem falamos sobre os entraves jurídicos que jogam por terra os nomes dos “presidenciáveis” mais cotados para conduzir a nossa barca – Henrique Meirelles, Nelson Jobim, Lula.

Hoje vou falar brevemente sobre questões de natureza moral e política também serão determinantes do ambiente em que será escolhido o futuro timoneiro desta embarcação adernada chamada Brasil.

Henrique Meirelles foi mordido pela mosca azul. Ontem, em um conference call promovido pelo J. P. Morgan, disse que as reformas vão andar, com Temer ou sem Temer. Pensa que é primeiro-ministro e já depôs o presidente.

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Simão Bacamarte, o Presidente para o lugar do #foratemer

É muito mais complicado do que parece o xadrez político da eleição indireta que a Constituição prevê  em caso de vacância dos cargos de presidente e vice-presidente. O Artigo 81 prescreve o seguinte, em seu parágrafo primeiro:

Ocorrendo a vacância nos últimos dois anos do período presidencial, a eleição para ambos os cargos será feita trinta dias depois da última vaga, pelo Congresso Nacional, na forma da lei. É o que deve acontecer na hipótese cada dia mais provável de Michel Temer renunciar ou ser afastado.

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Os abusos de Requião

O senador Roberto Requião foi o mais empenhado entre todos os parlamentares na aprovação do projeto de lei do abuso de autoridade. Demonstrou um ânimo colossal para dotar o País de um instrumento capaz de coibir comportamentos de autoridades que não conhecem limites para o arbítrio e que se valem de sua prerrogativa para deliberadamente prejudicar e perseguir cidadãos indefesos diante da força esmagadora do Estado.

Uma das cláusulas que mais pareciam motivá-lo era o parágrafo segundo do artigo primeiro, introduzido por ele no texto originalmente subscrito pelo senador Randolfe Rodrigues para tipificar crime de hermenêutica. Requião queria obrigar os magistrados a fazer a interpretação literal das leis, como se isso fosse plausível. A pena para quem insistisse no contrário iria da demissão à prisão.

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A grande biqueira da política e a cura do vício em dinheiro

Para os políticos brasileiros, o dinheiro é mais adictivo do que o crack. O fraco por grana jogou a velha elite política nas cordas.  As velhas raposas não podiam ver uma uma nota de cem dólares que logo se assanhavam, feito viciados em drogas pesadas.

A dependência de dinheiro as transformou em prostitutas decadentes. Fissuradas pelo bereré dos traficantes das empreiteiras, criaram um sistema de burocratas-radares para não deixar passar uma oportunidade sequer de obter o dinheiro alucionógeno.

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Delações da Odebrecht colocam Temer no colo de Eduardo Cunha

O Presidente Michel Temer está nas mãos — ou melhor, no colo — de um presidiário. Eduardo Cunha, estrela do impachment e também da Lava Jato, deve estar rindo desde que os telejornais do fim da noite de ontem trouxeram as revelações do delator Márcio Faria, ex-presidente da Odebrecht Industrial.

Em um depoimento de mais de 40 minutos, Faria descreveu com uma desconcertante naturalidade como funcionava o esquema de achaque promovido pelos políticos do PMDB contra empresas interessadas em negociar grandes contratos com a PETROBRAS. O depoimento colocou o atual Presidente da República no centro da roda.

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Juizo Final

” Anunciaram e confirmaram que o mundo ia se acabar.
Por causa disso a minha gente lá em casa começou a rezar.
Até disseram que o sol ia nascer antes da madrugada.
Por causa disso lá em Brasília esta noite não se fez batucada…
…E o tal do mundo não se acabou!”

Nada descreve melhor o day after da lista de Facchin do que os versos de Assis Valente. Os soldados do armagedon, as bestas do apocalipse, todos eles continuam lá, mandando e desmandando, urdindo e tramando para salvar o traseiro da refrega judicial que certamente virá, que um dia virá.

Por enquanto, o mundo deles não se acabou.

Um terço dos ministros, um terço dos senadores, quase dez por cento dos deputados, os mais bem cotados candidatos às próximas eleições, toda essa gente continua com as rédeas do País na mão.

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O jornalismo, aquela velha prostituta

O modelo de jornalismo que conhecemos hoje está em declínio. O incrível é que muitos jornalistas vibram com isso. Ele se encontra na posição da mulher adúltera da Bíblia. Falta-lhe apenas o salvador para lembrar à turba que a primeira pedrada deve ser disferida por alguém sem pecados.

As pedras voam de todos os lados. Nas ruas, repórteres são acossados pela multidão imaculada. Impedidos de realizar a cobertura das grandes mobilizações populares, são logo culpados pela omissão da imprensa, sempre confundida com um partido político.

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A desonestidade intelectual de um tal Renato Rovai

Eu não conheço Renato Rovai, mas já ouvi falar dele. Ocasionalmente, um ou outro de seus textos publicitários cai na minha caixa-postal e sou obrigado a lê-lo. É puro lixo, geralmente em defesa de gente da qualidade de um Zé Dirceu ou outro congênere petista ao qual o publicitário presta serviços como locador de sua própria pena.

Renato Rovai é um desses baba-ovos da pior esquerda que enriqueceu falando bem de notórios curruptos. É o editor da Revista Fórum, site que, a despeito da parca audiência que ostenta, conseguiu amealhar R$ 1,7 milhão em verbas publicitárias federais nos áureos tempos dos governos petistas (leia aqui matéria do insuspeito Fernando Rodrigues sobre o achaque dos blogueiros petralhas aos cofres da União, entre eles esse Renato Rovai).

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O que vai sobrar do Brasil depois que o atual governo acabar (com ele) ?

As novidades que o Congresso e o governo vêm introduzindo na legislação brasileira vão ecoar no futuro como o momento de um ataque sem piedade a qualquer coisa que possa parecer um anteparo do Estado aos menos favorecidos. O ponto culminante, até o momento, é a terceirização selvagem que, levada a efeito, pode acabar com a CLT e nos devolver ao período do laissez-faire, no qual o Estado se limitava a proteger o direito de propriedade.

Mas a coisa pode piorar ainda mais. Caso a articulação de Rodrigo Maia, Eunício Oliveira e o restante do baixo clero parlamentar seja bem-sucedida, teremos uma reforma política cujo propósito terá sido apenas o de assegurar o privilégio de foro a políticos que estão implicados no maior escândalo de corrupção do mundo em todos os tempos. E, claro, assegurar seus mandatos, uma vez que serão eles, os alvos da Lava Jato, que estarão escondidos por detrás do biombo das listas fechadas pegando carona no voto obscuro dos incautos.

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O governo das gafes

Foto: Luiz Nova – Correio Braziliense

O governo Michel Temer tem conseguido um prodígio: errar toda vez que o País enfrenta uma grande comoção ou uma situação de emergência. As gafes, as manifestações inadequadas, as falas deslocadas da realidade e o discurso antiquado e preconceituoso se transformaram em lugares-comuns na crônica do atual presidente.

A primeira delas foi a construção  de um ministério desprovido de mulheres e negros. As críticas foram imediatas e ajudaram a formatar a imagem de machista e retrógrado que afasta Temer ainda mais dos brasileiros de boa renda e escolaridade — justamente onde ele vai pior em relação à sua quase inexistente popularidade.

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Carnição: Carne fraca, alma corrupta

Responda rápido: o que une os escândalos do Mensalão, Petrolão e o Carnição?

A resposta é óbvia: a corrupção.

Foi ela que botou abaixo a maior estatal brasileira, a PETROBRAS; a maior empreiteira do País, a Odebrecht; e agora os maiores conglomerados frigoríficos do mundo.

Não há mais como não enxergar que o que precisa ser vigorosamente combatido no Brasil é essa velha prática secular de comprar e vender atalhos em qualquer ramo da atividade econômica. Ela matou a velha política, destroçou as finanças e arrasou as nossas instituições. Agora mancha indelevelmente nossa reputação e bota nossa autoestima ao pé do chão.

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O vilipêndio de Dona Marisa

Todo os que lêem este blog sabem das minhas críticas ao legado da era lulista. Elas derivam do mau comportamento dos próceres petistas especialmente no que tange à ética na política. Lula foi eleito para mudar a natureza das relações entre o Poder central e os políticos que orbitam em sua periferia. Além de descumprir solenemente a promessa, permitiu que o País fosse abduzido por um sistema em que a tunga, mais do que tolerada, parecia ser recomendada.

Isto posto, quero manifestar a minha mais profunda repulsa pelo que está acontecendo no submundo das redes sociais. Está em curso uma sórdida campanha para atacar a reputação de políticos petistas mirando seus parentes, que nada têm a ver com a disputa eleitoral/partidária/ideológica.

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O Pezão pelas mãos de Eduardo Cunha

O governador Pezão, que de tonto tem só a cara, foi obrigado a cancelar a contratação de Solange Almeida depois de ser alertado para o fato de que ela já havia sido condenada em segunda instância. Solange era o braço direito de Eduardo Cunha no jogo de extorsão parlamentar desfeito pela Operação Lava Jato e sua consorte nos anais das anotações nos fóruns criminais federais.

O objetivo da contratação da cara-metade de Edurdo Cunha era fazer com que um dos processos a que ele responde em Curitiba saísse das mãos de Sérgio Moro. Uma jogadinha matreira e que por pouco, bem pouco mesmo, não prospera. Ou seja: restituir-lhe a chance de sair da cadeia, contando com o beneplácito de outras instâncias judiciais. Foi para isso que o governador Pezão arriscou o pescoço numa jogada astuta e desastrada.

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Fernando Holiday é o velho travestido de novo

Tive uma tumultuada entrevista com o vereador Fernando Holiday hoje no meu programa Bastidores do Poder da Rádio Bandeirantes. O tema era o uso de dinheiro não declarado à Justiça Eleitoral para o pagamento de cabos eleitorais responsáveis por panfletagens feitas durante a campanha dele. A assunto foi levantado pela jornalista Tatiana Farah e Severino Motta em uma alentada reportagem. Para lê-la no BuzzFeed, é só clicar aqui.

Li a matéria e fui atrás das provas que ela havia reunido. Tecnicamente, a reportagem é perfeita. Perscrutei a contabilidade da campanha do vereador pelo DEM e realmente não havia ali a declaração correspondente ao pagamento do trabalho de 26 pessoas que receberam R$60 por dia para distribuir santinhos para o então candidato.

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Congresso e Gilmar Mendes conspiram para anistiar o caixa dois

Os deputados e senadores brasileiros estão desesperados. Só isso explica as tentativas enlouquecidas de encontrar um meio de anistiar quem pegou dinheiro de propina pelo caixa um ou pelo caixa dois. A iniciativa conta com a complacência declarada de quem deveria coibir prática tão deletéria, como o ministro Gilmar Mendes, presidente do TSE. O Código eleitoral, em seu Art. 350, diz claramente que caixa dois é crime e quem pegar dinheiro sem declarar está sujeito a cinco anos de cadeia ou mais.

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Um doido na Casa Branca

Nunca, jamais , em tempo algum, numa genuína democracia ocidental, alguém ousou ir tão longe em ataques contra a imprensa. Nem Ruy Falcão, nem Franklin Martins, nenhum dos inimigos da imprensa no Brasil sequer sonhou com o que Donald Trump tem feito em suas investidas contra o que chama de mainstream media, ou mídia dominante.

De todas as alegorias do presidente dos Estados Unidos, sua ojeriza à imprensa é de longe a mais persistente. Tem a cara de uma mania, palavra associada a um desequilíbrio mental que faz com que certos desejos não possam ser refreados.

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Tráfico de propina traz a lama à porta do gabinete de Temer

Michel Temer só foi levado ao posto que atualmente ocupa porque o Brasil estava enfarado da corrupção do PT. Foi por isso que multidões acorreram às ruas, bateram panelas e pressionaram o Congresso. O que a Nação deixou claro, de 2013 até o dia em que o PT foi defenestrado do Poder, é que não iria mais transigir com a roubalheira.

O que fez Temer ao assumir ? Prometeu contratar notáveis, mas constituiu um gabinete de notórios. Cercou-se dos mais notórios corruptos da República. Valeu-se da mão-de-obra de velhos conhecidos da crônica policial que vem sendo escrita nos anais da Lava Jato.

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Corruptofilia e lavajatite devastam a República do PMDB

José Serra adoeceu de repente e saiu do governo. Eliseu Padilha adoeceu de repente e saiu do governo. José Yunes saiu do governo faz algum tempo, mas o ex-assessor e amigo do peito de Temer teve uma recaída recente e decidiu contar agora ao menos uma meia-verdade. Como um nigeriano abduzido por traficantes, assumiu que era “mula” da propina de Lúcio Funaro.

Romero Jucá parece ter amolecido as ideias. Perdeu completamente o respeito pelas palavras e agora imagina bacanais democráticos, que ou são para todos, ou não são para ninguém.

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Férias!

De hoje ao dia 6 de fevereiro estarei fora, em um lugar onde o celular não pega, não tem internet e a telepatia não funciona. Férias para descansar o corpo e a cabeça depois de um ano muito conturbado! Quem precisar falar comigo pode por favor me enviar e-mail para pannun@gmail.com. Eventualmente eu vou até uma lan-house para pegar os recados. Espero que o País não se desmanche até a minha volta. E que todos fiquem bem.

Bem-vindo, DDT! E rápido!

Um dos maiores erros da história da humanidade foi o banimento do DDT, o mais eficiente inseticida jamais produzido. Foi graças a ele que o Brasil conseguiu, na década de 50, erradicar o Aedes Aegypti, o mosquito-bomba que nos faz novamente tremer diante de epidemias como  dengue, zyca e chikungunya.

Se o DDT não tivesse sido banido em 1972 por pura implicância de fanáticos religiosos do pior ambientalismo, quase 50 milhões de vidas teriam sido salvas na África e nas Américas, onde a malária é endêmica.

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