O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), usou a tribuna da Casa para se defender das acusações que recaem sobre ele ao longo desses...

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), usou a tribuna da Casa para se defender das acusações que recaem sobre ele ao longo desses mais de seis meses de crise. Ontem, falou por mais de 50 minutos.

Tentou esclarecer fatos e escândalos. Criticou a imprensa, que estaria “travando uma guerra pessoal contra ele, e foi criticado. O tucano Arthur Virgílio (PSDB-AM), contestou parte do discurso, que seria contraditório. E as contradições também foram questionadas na mídia.

Agora, Sarney rebate acusações e volta a se explicar, mas desta vez, por meio de nota.

No documento, divulgado agora há pouco pela assessoria de imprensa do parlamentar, Sarney afirma que “os nomes das pessoas nomeadas para o Senado Federal, por mim relacionados em meu discurso, são aqueles constantes das representações levadas ao Conselho de Ética. O fundamental, a esse respeito, foi demonstrar que não se tratava de nomeações feitas por mim, não me cabendo, portanto, responsabilidade sobre elas”.

O presidente do Senado também disse não conhecer Rodrigo Miguel Cruz, que trabalhava no gabinete da filha dele, a ex-senadora e atual governadora do Maranhão, Roseana Sarney. Ele rebate as acusações de Virgílio, que afirmou ontem que Sarney conhecia o homem, que é genro do ex-diretor geral do Senado, Agaciel Maia, e que inclusive teria sido padrinho do casamento de Rodrigo. “O genro do senhor Agaciel chama-se Rodrigo Luiz Lima Cruz”, atesta.

Num terceiro ponto, Sarney coloca que nunca conheceu ninguém com o nome Luiz Cantuária, mas sim, “Lucas Barreto, como é conhecido por todos no Amapá o ex-deputado e ex-candidato a prefeito. Não é mais funcionário do Senado”.

Quanto ao neto José Adriano Sarney, que teria recebiddo uma forcinha do avô para conceder créditos consignados a servidores da Casa, o parlamentar conta que já explicou no discurso toda a relação do rapaz com o HSBC e com o Senado. “O resto são considerações pessoais e ilações sem importância, que não me cabe contestar”.

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