Os membros da Comissão Parlamentar de Inquérito que vai investigar irregularidades na Petrobras aprovaram hoje, por unanimidade, o plano de trabalho proposto pelo relator...

Os membros da Comissão Parlamentar de Inquérito que vai investigar irregularidades na Petrobras aprovaram hoje, por unanimidade, o plano de trabalho proposto pelo relator do colegiado, Romero Jucá (PMDB-RR).

Mas a votação foi garantida porque depois de muito debate, principalmente com a oposição, Jucá resolveu analisar os 66 requerimentos por ele previamente rejeitados. Dos 88 pedidos feitos pelos parlamentares Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA), Alvaro Dias (PSDB-PR) e João Pedro (PT-AM), que é presidente da comissão, apenas 11 foram aprovados totalmente e outros quatro parcialmente.

Esses documentos rejeitados solicitavam, principalmente, a prestação de contas da Fundação Sarney, acusada de desviar pelo menos R$ 500 mil de verbas de patrocínio da Petrobras, e o depoimento da ex-secretária da Receita Federal, Lina Maria Vieira, demitida depois de aplicar multa milionária à estatal por constatação de irregularidades. Os pedidos devem voltar a ser analisados na próxima reunião, prevista para terça-feira da semana que vem.

Segundo Jucá, a intenção dele é esclarecer todos os fatos, sem esconder nada, inclusive sobre o que diz respeito à entidade que leva o nome do presidente do Senado. “Tem que ver se a Fundação Sarney é o objetivo da investigação. Não há intenção de proteger nada. A ideia é trabalhar inteligentemente para que o trabalho renda positivamente”.

O senador ACM Junior, autor de 53 dos 88 requerimentos, já previa o parecer dado com relação às propostas apresentadas. “Eu esperava que houvesse rejeição em larga escala. A estrutura do projeto do relator é boa, mas o conteúdo é feito para defender interesses da base do governo. não dá só para se ouvir o lado da defesa”.

Para o autor do pedido de instalação da CPI, senador Alvaro Dias, o debate vai continuar sendo colocado para que as investigações possam ser feitas e as irregularidades identificadas. “Nosso objetivo não é tocar fogo. É investigar com competência para chegar a resultados”, colocou. “Vamos encaminhar representações ao Ministéro Público em relação a fatos que não pudermos investigar”.

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