É inacreditável o esforço da BESTA (Blogosfera Estatal) para injuriar o jornalista Heraldo Pereira, alvo preferencial dos ataques da claque governista desde que forçou...

É inacreditável o esforço da BESTA (Blogosfera Estatal) para injuriar o jornalista Heraldo Pereira, alvo preferencial dos ataques da claque governista desde que forçou Paulo Henrique Amorim a se retratar e a pagar R$ 30 mil de indenização por tê-lo chamado de “negro de alma branca”. Agora, aos blogueiros pagos da BESTA, soma-se também uma parte da pelegada sindicalista.

Encontrei por acaso na internet um artigo intitulado “Heraldo Pereira e a negritude” no qual um autoproclamado “negro, jornalista e militante social” Fernando Paulino recorre a “lembranças” de uma greve dos anos 80 para afirmar que “foi meu primeiro contato, à meia distância, com Heraldo Pereira, que furou a greve”.

É mentira! Heraldo Pereira não trabalhou no Rio de Janeiro nos anos 80. Trabalhou em Ribeirão Preto, Campinas, São Paulo e, a partir de 1989, em Brasília, onde está até hoje. O episódio ao qual o “militante social” se refere jamais aconteceu.

O “negro” Fernando Paulino, que é secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro, também ataca a jornalista Glória Maria em seu esforço para diminuir a importância e a honorabilidade de ambos. E com argumentos igualmente falsos. Por exemplo, uma suposta campanha em Mato Grosso na qual Glória Maria teria trabalho para Siqueira Campos. Em um surto de memória seletiva, afirma que  “cheguei a ver a propaganda eleitoral de Siqueira Campos, na TV local: “Gente, sou eu mesma, Glória Maria, do Fantástico! Meu título eleitoral é do Rio, mas se eu pudesse votar aqui, meu voto seria do Siqueira Campos”.

Ou não era a Glória Maria, ou não era o Mato Grosso, ou não era o Siqueira Campos o candidato. Provavelmente, não era nada disso. Pelo simples fato de que Siqueira Campos é do Tocantins, como “até o mundo mineral sabe”, e não de Mato Grosso. E Glória Maria nunca trabalhou para nenhuma campanha do Siqueira Campos.

O objetivo do artigo é claro. Basta observar o título: “Heraldo Pereira e a negritude”. Para que fique claro, é mais uma tentativa de justificar o emblema racista “negro de alma branca” com o qual Heraldo foi qualificado por Paulo Henrique Amorim. Soa estranho na pena de alguém que se diz “negro” e “militante social”– ainda mais quando afirmado por alguém que se diz jornalista e ocupa uma posição importante na diretoria de um sindicato da categoria.

O infamante termina seu artigo com uma conclusão sofismática: “Como se vê, ser negro não é necessariamente ser um militante social”. E açula a categoria contra os dois colegas da Globo: “Seria importante a Cojira do Rio – Comissão de Jornalistas por Igualdade Racial – vir a público e informar: Heraldo Pereira e Glória Maria, por exemplo, são – ou foram – engajados em lutas pela democratização da mídia ou de combate ao racismo? Desconheço”.

Desconhece porque é mentiroso e mal-intencionado ao mover sua caça-às-bruxas racial. Como se vê, não é só isso que o sindicalista desconhece em seu afã de atacar os negros para proteger quem os injuria. Desconhece os postulados da ética jornalística ao difundir uma inverdade absoluta; noções básica de geografia ao confundir o Tocantis com o Mato Grosso; e o básico da política brasileira, quando afirma que Siqueira Campos é de Mato Grosso. É lícito supor, por tudo isso, que desconheça tudo sobre tudo, inclusive o que vem a ser a tal “negritude” militante, conceito que pretende ensinar ao repórter da Globo.

O Sindicato dos Jornalista do Rio deve desculpas a Heraldo Pereira e Glória Maria. Deveria censurar publicamente a patranha de seu secretário-geral. A chance de que isso venha a acontecer ?

Quem viver, verá.

Comentários

  • Luiz Antonio

    02/04/2012 #1 Author

    Sr Pannunzio, às vezes acho que o senhor anda gastando muita vela com pouco defunto, se preocupando com o que alguns petralhas mais para abobados que nocivos, andam escrevendo aqui e ali, como esse do texto, e a tal Lorrane do comentário no 247, e por aí vai.

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    • Fábio Pannunzio

      02/04/2012 #2 Author

      Às vezes eu penso a mesma coisa, Luiz. Nem sempre consigo conter minha indignação.

    • Big Head

      02/04/2012 #3 Author

      Já eu acho que todas, todas mesmo!, as mentiras do Armazém de Secos e Molhados (thanks, Millôr!), soi disant “blogosfera pogreçista”, tem que ser desmascaradas. Pannunzio, bem sei que a resistência, pra não dizer a cara-de-pau e a leviandade, desse povo parece inesgotável, afinal são regiamente pagos para isso, mas, por favor, não esmoreça, pois é um verdadeiro serviço de utilidade pública.

      Abraço

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