O Senador Paulo Duque (PMDB-RJ) está recolhido para decidir o que fazer com seis representações contra o protegido José Sarney (PMDB-AP). “Decidir o que...

O Senador Paulo Duque (PMDB-RJ) está recolhido para decidir o que fazer com seis representações contra o protegido José Sarney (PMDB-AP). “Decidir o que fazer” coisa nenhuma. O que ele fará já está acertado com a Tropa de Choque desde que ele foi indicado para compor o Conselho de Ética.

Vai ser a mesma farra da outra vez. Alinhado com o cerne das posições de Sarney, ele vai jutificar o engavetamento das denúncias e representações sob o argumento de que recortes de jornal não podem constituir prova judicial.

O senador carioca já deu muitas manifestações de desapreço pela opinião pública e não tem compromissos eleitorais, uma vez que chegou ao Senado na esteira da eleição do atual governador do Rio de Janeiro, Sérgo Cabral, de quem é segundo suplente.

Também tem antipatia pela Imprensa em geral e pelos jornalistas em particular. Faz coro com outros parlamentares que, acuados por denúncias, culpam quem as divulga — como se a denúncia fosse pior do que o malfeito.

Paulo Duque não foi escalado por Renan Calheiros para brincar de ser correto. Foi colocado lá porque não tem perspectivas na vida pública nem apreço pela instituição que, por vias trasnversas, representa. Torna-se, assim, um bom mujaihidin para os fundamentalistas que transformaram o parlamento numa alcova.

 

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