Flávio Ilha, da Folha de São Paulo Uma “verdadeira quadrilha criminosa” na qual a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), é...

Flávio Ilha, da Folha de São Paulo

Uma “verdadeira quadrilha criminosa” na qual a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), é apontada como “personalidade política com forte domínio e influência na continuidade do esquema fraudulento”. É assim que a ação civil pública por improbidade administrativa do Ministério Público Federal define o grupo de nove denunciados nesta semana por envolvimento no esquema de desvio de R$ 44 milhões no Detran-RS.
Trechos da ação foram divulgados ontem pela OAB-RS. São 40 páginas das mais de 1.200 que fazem parte do processo remetido à juíza Simone Barbisan Fortes, da 3ª Vara de Justiça de Santa Maria.
Segundo o presidente da OAB-RS, Cláudio Lamachia, escutas ou dados fiscais (“99% do material”) não podem ser divulgados. Ele diz ter constituído grupo de trabalho para identificar provas que possam sustentar um pedido de impeachment da governadora.
A ação diz que foi estabelecido pelo grupo um “verdadeiro “birô” do crime”, com fraudes em licitações para exames de habilitação de motoristas.
Segundo os procuradores, a organização foi formada “pela associação perene e estável de diversas pessoas”, que tinham como “objetivo consciente e deliberado” praticar as condutas criminosas apuradas.
“Lobistas e prestamistas entregavam parte dos recursos financeiros escoados do erário aos gestores públicos responsáveis pela contratação e outras personalidades políticas com forte domínio e influência na continuidade do esquema fraudulento, especificamente os ora demandados (governadora do Estado, conselheiro-presidente do Tribunal de Contas do Estado, deputado federal “padrinho político” do diretor-presidente do Detran).”
Foi pedido o afastamento de Yeda e dos denunciados. Dois pedidos de impeachment já tramitam na Assembleia Legislativa do Estado.
A governadora, que nega as denúncias, considera a ação uma “campanha eleitoral antecipada”. Ontem, parte do secretariado de Yeda estava reunido para discutir a divulgação do conteúdo da ação. O presidente do TCE-RS, João Vargas, nega ligação com as fraudes, assim como os outros denunciados.

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