Eugênia Lopes, do Estadão   A semana de crise generalizada que tomou conta do Senado na volta do recesso tirou completamente da pauta assuntos...

Eugênia Lopes, do Estadão

 

A semana de crise generalizada que tomou conta do Senado na volta do recesso tirou completamente da pauta assuntos de grande repercussão para a sociedade que nem sequer foram debatidos para posterior votação. Dos oito assuntos relevantes selecionados pelo Estado, cinco tratam de temas tão importantes – divórcio, maioridade penal e cotas raciais nas universidades, por exemplo – que precisaram tramitar por meio de Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Seis dos oito projetos feitos prisioneiros da paralisia do Senado já estão na agenda do plenário.

Ninguém esperava que todas as propostas relevantes fossem votadas em uma única semana, mas o que preocupa os próprios senadores é o clima instaurado na Casa. “O Senado está completamente anestesiado pela crise. A licença do cargo do presidente José Sarney (PMDB-AP) seria um bálsamo”, afirmou o líder do DEM, José Agripino Maia (RN), ao argumentar que o peemedebista não tem condições atualmente de conduzir as sessões do plenário para votar os projetos que estão parados.

A normalidade do debate político em torno de assuntos complexos e polêmicos deu lugar a um ambiente em que “tudo vira confronto partidário”, resumiu Agripino. É emblemático que nem mesmo projetos de lei simbólicos, uma especialidade dos senadores, tenham entrado em votação – como a inscrição do nome do índio Sepé Tiaraju no livro dos Heróis da Pátria.

“Não se vota nada. Nem o que é polêmico nem os projetos não polêmicos”, constatou o senador Paulo Paim (PT-RS), autor da proposta que põe o nome de Tiaraju entre os Heróis da Pátria. Parado na Comissão de Educação, o projeto de lei é terminativo – ou seja, não precisa ir ao plenário -, mas não foi votado por falta de quórum.

“Chegamos ao fundo do poço. Temos de sair disso, voltar a trabalhar, a produzir, a votar”, disse o petista, em tom de lamento.

 

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