Daniel Pereira e Hugo Marques, reproduzido do site da Revista Veja Josef Stalin, o ditador soviético ídolo de muitos petistas, considerava as ideias mais...

Daniel Pereira e Hugo Marques, reproduzido do site da Revista Veja

Josef Stalin, o ditador soviético ídolo de muitos petistas, considerava as ideias mais perigosas do que as armas e, por isso, suprimiu-as, matando quem teimava em manifestá-las. O PT até que tenta se arejar, exercitar certo pluralismo, mostrar respeito às leis e conduzir as instituições do país que ele governa não como propriedade particular do partido, mas reconhecendo-as como conquistas da sociedade brasileira. Mas basta uma contrariedade maior para que o espírito de papai Stalin baixe e rasgue a fantasia democrática dos petistas parcialmente convertidos ao convívio civilizado. A contrariedade de agora é a proximidade do julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) da maior lambança promovida pelos petistas com dinheiro sujo, que produziu o escândalo entronizado no topo do panteão da corrupção oficial brasileira com o nome de mensalão. Sussurre esse nome aos ouvidos de um petista nos dias que correm e ele vai reagir como se uma buzina de ar comprimido tivesse sido acionada a centímetros de seus tímpanos. A palavra de ordem emanada do comitê central sairá automaticamente: “Isso é invenção da oposição e da imprensa!”.

Como formigas guiadas por feromônios, os militantes de todos os escalões, de ministros de estado aos mais deploráveis capangas pagos com dinheiro público na internet, vão repetir disciplinadamente o mantra de que o mensalão “foi uma farsa”. Ele vai ser martelado sobre os cinco sentidos dos brasileiros na tentativa de apagar os crimes cometidos pelos petistas e, seguindo a cartilha stalinista, fazer valer as versões sobre os fatos, transmutar culpados em inocentes e, claro, apontar bodes expiatórios como responsáveis pelas próprias misérias morais que eles infligiram ao país, a si próprios e a sua reputação, firmada quando na oposição, de paladinos da ética. Esse processo perverso de reescrever a história está em curso em Brasília, em pleno século XXI. Sua mais recente iniciativa é a iminente instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista do Congresso Nacional, a primeira do governo Dilma Rousseff. O objetivo declarado — e desejável — da CPI é elucidar os limites da atuação no mundo oficial do contraventor Carlos Cachoeira, que explorava o bingo ilegal em Goiás e se encontra trancafiado em presídio de alta segurança. Acusado de receber dinheiro para defender os interesses do contraventor no governo e no Legislativo, o senador Demóstenes Torres, do DEM, está a caminho de perder o mandato. Razões para uma investigação republicana, portanto, não faltam. O problema está nos objetivos subalternos da CPI, que os petistas e seus aliados mal conseguem esconder nas conversas: criar um fato novo e, assim, desviar o foco da atenção da opinião pública do julgamento do mensalão. Eles esperam que as investigações produzam imagens que ajudem a demonstrar a tese central do presidente Lula sobre o mensalão, a de que o PT fez apenas o que todo partido político sempre fez. Esperam também criminalizar jornalistas para quem Carlos Cachoeira serviu de fonte sobre o que ia nos subterrâneos da corrupção no mundo oficial em Brasília, terreno que ele frequentava com especial desenvoltura.

Em resumo, o PT espera desmoralizar na CPI todos que considera pessoal ou institucionalmente responsáveis pela apuração e divulgação dos crimes cometidos pelos correlegionários no mensalão — em especial a imprensa. Por quê? Principalmente porque o esquema de compra de apoio parlamentar pelo governo do PT começou a ser desbaratado em 2005, após uma reportagem de VEJA mostrar um funcionário dos Correios cobrando e recebendo propina em nome do PTB. Depois disso, o presidente do partido, o ex-deputado Roberto Jefferson, revelou ao país que parlamentares recebiam dinheiro na boca do caixa para votar com o Planalto. O chefe do esquema era o então ministro da Casa Civil José Dirceu, que vivia repetindo o bordão segundo o qual não fazia nada sem o conhecimento do presidente Lula. Tanto a CPI dos Correios quanto a Procuradoria-Geral da República deixaram claro que parte do dinheiro que financiou o mensalão saiu dos cofres públicos. Durante as investigações, o então marqueteiro de Lula, Duda Mendonça, admitiu ter recebido dólares por fora, no exterior, por serviços prestados na campanha do presidente. Foi tão grave e acintosa a agressão dos petistas às leis brasileiras no mensalão que, tecnicamente, o presidente Lula poderia ter sofrido um processo de impeachment. Seu mandato foi preservado por falta de apetite da oposição e pelo cálculo, que se mostraria redondamente equivocado, de que Lula definharia no poder, sangrando pouco a pouco em consequência do mensalão. Nada disso ocorreu. Lula deu uma magnífica volta por cima, reelegeu-se, fez a sucessora e saiu do Palácio do Planalto da mesma forma que entrou — nos braços do povo.

Agora o fantasma do mensalão volta a ameaçar a hagiografia do líder petista — e a ordem de cima é atropelar quaisquer escrúpulos para preservar Lula. “A bancada do PT defende uma CPI para apurar esse escândalo dos autores da farsa do mensalão. É preciso que a sociedade organizada, movimentos populares, partidos políticos comprometidos com a luta contra a corrupção, como é o PT, mobilizem-se para impedir a operação-abafa e para desvendar todo o esquema montado por esses criminosos, falsos moralistas que se diziam defensores da moral e dos bons costumes”, declarou Rui Falcão, deputado paulista, presidente nacional do PT. A forma cristalina pela qual Falcão explica os objetivos do partido na CPI parece a transcrição perfeita de uma cartilha de propaganda soviética. Dado que os companheiros cometeram crimes no mensalão e que esse fato é devastador para o partido que no passado empunhou a bandeira da ética para vencer a antipatia e a desconfiança da classe média brasileira, vamos tentar mudar a percepção da realidade e acionar os companheiros para ver se cola a ideia de que o mensalão foi uma armação cujos responsáveis, vejam só que coincidência, estão todos orbitando em torno de um contraventor cujas atividades vão ser investigadas por uma CPI.

A lógica política de Falcão é irretocável — até certo ponto. Esse truque funcionou na União Soviética, funcionou na Alemanha nazista, funcionou na Itália fascista de Mussolini, por que não funcionaria no Brasil? Bem, ao contrário dos laboratórios sociais totalitários tão admirados por petistas, o Brasil é uma democracia, tem uma imprensa livre e vigilante, um Congresso eleito pelo voto popular e um Judiciário que, apesar de fortemente criticado recentemente, tem demonstrado independência e vigor doutrinário. Isso significa que para o delírio de Falcão se materializar é preciso neutralizar as instâncias democráticas, calando-as ou garantindo que a estridência radical petista supere as vozes da razão e do bom-senso.

Uma CPI dominada pelo PT e seus mais retrógrados e despudorados aliados é o melhor instrumento de que a falconaria petista poderia dispor — pelo menos na impossibilidade, certamente temporária para os falcões, de suprimir logo a imprensa livre, o Judiciário independente e o Parlamento, fósseis de um sistema burguês de dominação que está passando da hora de ser superado pelo lulopetismo, essa formidável invenção tropical diante da qual empalidecem todos os demais arranjos político-sociais do mundo atual. Mas, enquanto o triunfo final não vem, os falcões petistas vão se contentar em usar a CPI para desmoralizar todos os personagens e forças que ousem se colocar no caminho da marcha arrasadora da história, que vai lançar ao lixo todos os que atacaram o PT e, principalmente, seu maior líder, o ex-presidente Lula.

Não por acaso, a estratégia que a falconaria petista está executando disciplinadamente em Brasília saiu da cabeça de Lula. Em novembro de 2010, a menos de dois meses do término de seu segundo mandato, o então presidente recebeu o ex-ministro e deputado cassado José Dirceu para um café da manhã no Palácio da Alvorada. À mesa, Lula prometeu a Dirceu, o mais influente quadro da engrenagem petista, que lançaria uma ofensiva para desmontar “a farsa do mensalão” tão logo deixasse o cargo. Não era bravata. Conforme prometido, essa cruzada para abafar o maior escândalo de corrupção da história recente do país começou a se materializar em pequenos movimentos. Foi ela que levou à eleição do petista João Paulo Cunha, um dos 36 réus no processo do mensalão, para a presidência da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara em 2011, o que garantiu a ele uma posição privilegiada para dialogar com a cúpula do Poder Judiciário. Foi ela também que resultou na nomeação do petista José Genoíno, outro réu no processo, para o cargo de assessor especial do então ministro da Defesa, Nelson Jobim, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), justamente a corte que julgará o caso.

O esquema: O então deputado Roberto Jefferson contou ao Congresso como o governo do PT criou o mensalão, o esquema de suborno de parlamentares que era operado pelo publicitário Marcos Valério. As revelações provocaram decepção e choro de alguns parlamentares petistas, ameaçaram a continuidade do governo Lula e resultaram no processo que acusa 36 pessoas de crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa, peculato, evasão de divisas e lavagem de dinheiro

Esses dois movimentos da reação capitaneada por Lula foram costurados nos bastidores. Fizeram parte de uma estratégia silenciosa destinada a reabilitar publicamente as estrelas petistas envolvidas até o pescoço com os desvios de dinheiro público para abastecer o caixa partidário. Uma tática deixada de lado na semana passada, quando o PT partiu para uma espécie de vale-tudo a fim de varrer para debaixo do tapete o esquema de compra de apoio parlamentar que funcionou durante o governo passado. A estratégia evoluiu para o uso da Operação Monte Carlo da Polícia Federal, que deu origem à CPI. A ação da PF desbaratou um esquema de exploração de jogos ilegais comandado por Carlinhos Cachoeira e revelou uma rede suprapartidária de políticos envolvidos com ele. Além do senador Demóstenes, as investigações atingiram o governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo, desafeto de Lula desde que declarou, em 2005, que alertara o então presidente da existência do mensalão.

Lula viu na CPI a oportunidade política de mostrar que todos os partidos pecam. Que todos são farinha do mesmo saco e, por isso mesmo, o mensalão não seria um esquema de corrupção inaudito, muito menos merecedor de um rigor maior por parte do Judiciário e da sociedade. Para os petistas, apagar a história neste momento é uma questão de sobrevivência. Seus caciques sustentam que, com a aproximação da data prevista para o julgamento do mensalão e diante da hipótese de uma condenação, não há o que perder na arriscada aposta em tentar menosprezar a inteligência das pessoas, zombar das autoridades que investigaram o caso durante anos, impor constrangimentos aos ministros do Supremo que se preparam para julgar o processo. É tamanha a ânsia de Lula e dos mensaleiros para enterrar o escândalo que, se preciso, o PT rifará o governador do Distrito Federal, o petista Agnelo Queiroz, que também aparece no arco de influência dos trambiques da máfia do jogo.

Lula e os falcões petistas viram também abrir-se para eles a retomada de um antigo, acalentado e nunca abandonado projeto de emascular a imprensa independente no Brasil. Os projetos de censura da imprensa que tramitaram no PT foram derrotados não por falta de vontade, mas porque o obscurantismo cobriria a imagem do Brasil de vergonha no cenário mundial. Surge agora uma oportunidade tão eficiente quanto a censura, com a vantagem de se obter a servidão acrítica da imprensa sem recorrer a nenhum mecanismo legal que possa vir a ser identificado com a supressão da liberdade de expressão. Não por coincidência, na semana passada a Executiva Nacional do PT divulgou uma resolução pedindo a regulamentação dos meios de comunicação diante “da associação de parte da imprensa com a organização criminosa da dupla Cachoeira-Demóstenes”. Dando sequência à diretriz do comitê central do partido, o comissário Marco Maia, presidente da Câmara, complementou: “Todas as informações dão conta de que há uma participação significativa de alguns veículos de comunicação nesse esquema montado pelo Cachoeira. A boa imprensa, que está comprometida com a informação e a verdade, vai auxiliar para que a gente possa fazer uma purificação, separar o joio do trigo”.

 

A oportunidade liberticida que apareceu agora no horizonte político é tentar igualar repórteres que tiveram Carlos Cachoeira como fonte de informações relevantes e verdadeiras com políticos e outras autoridades que formaram com o contraventor associações destinadas a fraudar o Erário. A nota da Executiva Nacional do PT e a fala do comissário Maia traem o vezo totalitário daquela parte do PT que não tem a mínima noção do papel de uma imprensa livre em uma sociedade aberta, democrática e que tenha como base material a economia de mercado. Papai Stalin ficaria orgulhoso dos pupilos. Caberá a eles agora, aos “tropicastalinistas” do PT auxiliados pelos impolutos José Sarney e Fernando Collor, “purificar” a imprensa, decidir qual é a boa e a ruim, o que é joio e o que é trigo nas páginas dos órgãos de informação e apontar que repórteres estão comprometidos com a informação e a verdade. Alguém com mais juízo deveria, a bem do comissário Maia, informá-lo de que quando governos se arvoram a “purificar” seja o que for — a população, a imprensa ou a literatura — estão abrindo caminho para o totalitarismo. Quem diria, comissário, que atrás de óculos modernosos se esconde uma mente tão arcaica.

Os petistas acham que atacar o mensageiro vai diminuir o impacto da mensagem. Pelo que disse Marco Maia, eles vão tentar mostrar que obter informações relevantes, verdadeiras e de interesse nacional lança suspeita sobre um jornalista. Maia não poderia estar mais equivocado. Qualquer repórter iniciante sabe que maus cidadãos podem ser portadores de boas informações. As chances de um repórter obter informações verdadeiras sobre um ato de corrupção com quem participou dele são muito maiores do que com quem nunca esteve envolvido. A ética do jornalista não pode variar conforme a ética da fonte que está lhe dando informações. Isso é básico. Disso sabem os promotores que, valendo-se do mecanismo da delação premiada, obtêm informações valiosas de um criminoso, oferecendo-lhe em troca recompensas como o abrandamento da pena. Esses são conceitos de difícil digestão para os petistas acostumados a receber do comitê central as instruções completas sobre o que devem achar certo ou errado, bom ou ruim, baixo ou alto. Fora da bolha ideológica, porém, a vida exige que bons jornalistas falem com maus cidadãos em busca de informações verdadeiras. Motivo mesmo para uma CPI seria investigar os milionários repasses de dinheiro público que o governo e suas estatais fazem a notórios achacadores, chantagistas e manipuladores profissionais na internet. Fica a sugestão.

Comentários

  • LINOS TATUQUARA

    15/04/2012 #1 Author

    O meu raciocínio é bem simples, portanto a resposta para a minha questão também não deve ser difícil…
    – SE O MENSALÇAO NUNCA EXISTIU… segundo Lula e sua turma;
    – SE TUDO FOI UMA CONSPIRAÇÃO… como dizem os principais envolvidos;
    Quem vai explicar, convincentemente:
    – POR QUE a mulher do deputado João Paulo Cunha-PT (atual Presidente da Comissão de Ética da Câmara, vejam vocês) quando foi ao banco sacar 50 mil reais; NÃO HOUVE a negativa do caixa a dizer: – Minha senhora, este cheque NÃO TEM FUNDOS, o mensalão é uma farsa. E então, ela dava meia volta e ia embora!
    – POR QUE, o então secretário-geral do PT SILVIO PEREIRA, mais conhecido como Silvinho Land Rover, PREFERIU fazer um acordo com o Ministério Público e não permanecer preso?
    Seria o primeiro caso no MUNDO onde um inocente se declarava culpado ESPONTANEAMENTE e sem ter cometido crime algum, PREFERINDO A CONDENAÇÃO DO QUE A INOCÊNCIA.
    Ahhh! Façam-me o favor…

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  • Claudionor

    15/04/2012 #2 Author

    Resumo desse longo texto.

    Pigs atacam Jegs. E Jegs atacam Pigs.

    Imprensa isenta e imparcial não existe em nenhum dos casos.

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    • Big Head

      15/04/2012 #3 Author

      O Claudionor poderia me dizer onde estaria no mundo eesa imprensa isenta e imparcial…Todos sabemos que isso é uma quimera! O que se discute é que imprensa de verdade não pode ser financiada por dinheiro público, senão vira máquina de propaganda. “Armazén de Secos e Molhados”, como diria o grande Millôr. Eis o ponto. Imprensa “com lado” é normal aqui e alhures, pois todo órgão representa sim, legitimamente!, algum pólo ideológico e tem que ter uma linha editorial, seja conservadora, liberal ou de esquerda.A Fox vocaliza o lado redneck, o NYT e a CNN o liberal (o que lá no istêites seria a esquerda, pelo menos a possível). Na França, temos o Le Figaro e o LeMonde. Por aí vai. Já a “imprensa” cooptada fala o que o patrão, o poder de turno no caso, manda ela falar… Há um oceano de distância nisso.

  • Edgar Ledgard

    15/04/2012 #4 Author

    Roberto Jeferson que denunciou o tal mensalão , agora nega que o mensalão existiou . A verdade dos fatos é que não existiu pagamento mensal a ninguem , logo não existiu mensalão !, e sim uma tramoia inventada e bancada para chantagear e derrubar um governo democraticamente eleito em favor da oposição e da midia, mais crime organizado a máfia de cachoeira.
    Vale resalta que a VEJA tinha estreita ligação com o bicheiro a ponto de terem sido gravados pela Polícia Federal 200 audios onde a Veja recebia denuncias e bancava ,mas não para limpar o Brasil e sim para tirar um esquema criminoso e trocar por outro , eles sabiam de tudo.
    É necessário justiça é necessário ummarco regulatório democratico das comunicações , a mídia no Brasil é corrupta e não pode ficar impune escondida atrás da cortina da liberdade de imprensa .
    Quando a revista Carta Capita ao denuncia o crime do bicheiro no governo de goias , de Marconi Perillo a revista foi estranhamente desaparecida das bancas , em um atentado a liberdade de imprensa esse sim um atentado a democracia , e não vi nenhum jornal que gosta de defender a liberdade de imprensa comentar o caso.
    Ou seja eles não defendem a real liberdade de emprensa , defende sim a liberdade dos barões donos de emprensa no Brasil esses seleto grupo mafioso de 4 familias que comandam a grande mídia e que não gostam de ver seus interesses contrariados. Mas a casa caiu graças aos blogs e a pressão popular hoje não da mais pra esconder a verdade do povo por muito tempo , o Brasil está mudando e pra melhor e o fim desses bandidos está proximo.

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    • Big Head

      15/04/2012 #5 Author

      Ê, lerê…Vamos lá:

      “Roberto Jeferson que denunciou o tal mensalão , agora nega que o mensalão existiu “. E só agora ele estaria falando a verdade, né?

      “A verdade dos fatos é que não existiu pagamento mensal a ninguem , logo não existiu mensalão”. Waaaal, então como não exstia uma periodicidade, os desvios de dinheiro público e os saques na boca do caixa somem de repente? Esse apego à semântica dá bem a medida da argumentação dessda rapaziada. Façamos o seguinte: pra quem pegava de 15 em 15 dias, a gente chama “quinzenão”. Pra quem ia no Banco Rural toda semana, “Semanão”. De dois em dois meses? Bimensalão…

      “Mas a casa caiu graças aos blogs e a pressão popular”

      Blogs? Errrr…deve ser a tal “blogoseira Pogreçista”, né? Pois é, essa parte da imprensa cooptada só tem apelo junto a iniciados. Serve apenas de pregação pra crentes, além de canal do governo cooptador para tentar pautar a sociedade, impondo as “verdades oficiais”. Por que o instituto do Marcos Coimbra não faz uma pesquisa sobre as expectativas do povo com relação ao julgamento do Mensalão? Aí sim veremos de que lado está o povo e se este é representado por meia dúzia de sabujos que tomam vinhos caros enquanto a patuléia trabalha para por o país pra frente…

      A verdade é que a parte boa da imprensa talvez seja o único setor da sociedade que tenha algum apelo popular que ainda não caiu nas garras d’O Partido através da máquina de cooptação. Por isso essa tentativa de silenciá-la…

    • alvaro

      15/04/2012 #6 Author

      O fato do dinheiro ter sido pago por mês, semana, bimestre ou semestre tanto faz. O escândalo poderia se chamar semanalão, bimestralão ou semestralão.
      Quando a imprensa divulgou as gravações das fitas com as conversas de Mendonça de Barros com Ricardo Sergio, os petistas não a chamaram de corrupta e não propuseram esse tal de “marco regulatório”. Jornalistas erram e há maus jornalistas assim como médicos, advogados, economistas e etc.
      Uma coisa é verdade: existem para-jornalistas que são regiamente pagos pelo governo, ou suas estatais, para atacar a oposição e fazer um descarado proselitismo do governo.
      A revista Carta Capital é o típico exemplo do que me refiro. Em suas páginas, 80% da publicidade é financiada com dinheiro público. Sua tiragem é de cerca de 75 mil exemplares contra quase 3 milhões da Veja.
      Quanto aos blogs auto-intitulados de progressistas, o que se nota é que praticam um vergonhoso puxa-saquismo do governo de plantão. Seja ele qual for. E em todos eles há publicidade oficial.
      Caberá a justiça dizer se o mensalão foi crime ou não, não devemos fazer pré-julgamentos. Aliás, quem fez pré-julgamento, no escândalo Cachoeira, foi o deputado petista jilmar Tatto que afirmou textualmente o seguinte:”As investigações pegam fortemente a oposição…Eu acredito na honestidade do governador Agnelo. Eu acredito no governador do PT e não acredito no governador do PSDB. O governador Perillo, este sim, tem coisa contra ele”.
      O PT jamais defendeu “marco regulatório” quando era oposição. O que o partido quer, de fato, é calar a imprensa e impedir que a mesma fiscalize o governo.

  • alvaro

    14/04/2012 #7 Author

    A última frase da matéria da Veja é simplesmente soberba:
    “Motivo mesmo para uma CPI seria investigar os milionários repasses de dinheiro público que o governo e suas estatais fazem a notórios achacadores, chantagistas e manipuladores da internet. Fica a sugestão.”
    Sugestão, aliás, muito bem vinda.

    Responder

  • Anônimos

    14/04/2012 #8 Author

    “Qualquer repórter iniciante sabe que maus cidadãos podem ser portadores de boas informações. As chances de um repórter obter informações verdadeiras sobre um ato de corrupção com quem participou dele são muito maiores do que com quem nunca esteve envolvido. A ética do jornalista não pode variar conforme a ética da fonte que está lhe dando informações. Isso é básico”

    Aqui o lixo da revista tenta se igualar a uma instituição como MP, quer dizer que veja tem prerrogativa para usar o instinto da delação premiada para fabrica escândalos e desestabilizar o governo a fim de recolocar no poder o Jose serra? Que foi quem comprou milhares da suas revistas?

    Responder

    • Big Head

      14/04/2012 #9 Author

      Meu deus, petista até para realizar a simples tarefa de comentare posts em blogs só sabem agir em bando. Anônimos? Pois é, o grupinho aí, pra não variar, mistura bananas com laranjas, na sua vã tentiva de desqualificar a parte boa da imprensa – pois bem sei que a parte desqualificada por vocês é exaltada. Apesar de partirem de uma mesma ideia utilitarista, a de que as chances de desvendar esquemas criminosos aumentam quando denunciados desde dentro, dizer que a imprensa quer se apoderar da delação premiada é de uma estupidez ímpar. Como prórpio nome diz, esse intituto jurídico pressupõe um prêmio, que é a atenuação da pena para quem resolve colaborar com os órgãos de investigação e punição: polícia, MP e Judiciário. Como a imprensa não tem o poder de punir, não há que se falar em delação premiada. Até a Constituição, que além de garantir o direito à informação, como se também vislumbrasse aquele utilitarismo de que falei acima, salvaguarda o sigilo da fonte, pois quem a fez sabia que cascavilhar informações se assemelha bastante com uma tarefa investigativa clássica. Se o desmascaramento da bandidagem dependesse do setivismo moral das vestais – o esquema Arruda para ser desmascarado também não dependeu da ajuda de interessada de cúmplices, ò manés? – criminosos estariam todos soltos, pois as fontes da polícia, dos promotores, dos juízes e da imprensa se resumiriam à colheita de depoimentos em conventos, jardins de infância e, ófi córsi, gabinetes do PT…

    • Carlos Lenin Dias

      14/04/2012 #10 Author

      Eu n sou anônimo,ô Big Head (seja lá qual seu nome de batismo),mas,como sempre ‘dizem’ vcs,”quém n deve n teme”…É a primeira vez q vejo a imprensa contra uma CPI/CPMI.Deu a louca nos guardiães da liberdade?!E eu q pensava q já tinha visto tudo;qual nada!As vestais,agora,se incomodam com uma simples Comissão Parlamentar.Num pega ném bém,neném.

    • Big Head

      15/04/2012 #11 Author

      Ô Lenim, caso você não tenha entendido, minha bronca não é com o anonimato e sim com o coletivismo das hienas, mais precisamente com o “essezinho” que vem depois de Anônimo, sacô? Até porque meu nome não é Big Head e posso apostar o polegar opositor direito que o seu não é Carlos Lenim… Continuemos. Parece que um dos sintomas do crack ideológico é a eterna mania de perseguição e a visão delirante da realidade. ô nóia, a grande imprensa tem dado grande repercussão ao caso Carlinhos Cascata. O telejornal de maior audiência, visto de fato pelo povo e não pela ínfima parte da população que lê a “Blogoseira Pogreçista”, dá ampla divulgação da CPI e mostra diuturnamente gravações comprometedoras do moribundo senador do DEM. O telejornal do Pannuzio também. A Folha já fez até editorial a favor. Estadão idem. A Veja também tem publicado TODAS as escutas e não só aquelas que pegam figurões da oposição. Traz aí algum link de algum artigo ou de algum texto pregando contra a CPI. Duvido! Aí é que mora o perigo. Setores do PT que, intigados pelo seu dono, no começo defendiam entusiasmadamente a CPI, passaram a uma posição mais reticente, pois CPI ninguém sabe onde vai dar. E se de repente ela pega estranhas ligações de um deputado-delegado que é ídolo de certa gente e aliado objetivo de certo banqueiro baiano? E se a sujeira toda chega no DF, governado por um petista? E se a CPI catalisar um sentimento de limpeza na política no ano de julgamento do Mensalão? Esperemos as cenas do próximo capítulo…

    • Carlos Lenin Dias

      15/04/2012 #12 Author

      …acaba de perder o dedo.Carlos Lenin Dias (vai querer o CPF?!),muito prazer…Se n estão contra,p q gritaria?!P q acusar o q acontecerá na CPMI,se a mesma n chegou…folha e estadão,ao q parece,n téem tanta ligação ao esquema -já ostros…Meu caro,nessa altura,pouco importa se há petistas metidos -pode ficar despreocupado,a thurmona do PT fechou questão…Sabe,BiG Head,sempre me espantou a acusação de q pessoas pobres,da periferia,na maioria das vezes,sem lastro social,são mal educados e grosseiros -“falta-lhes verniz intelectual,social”.Muito bem…Particularmente entendo,q se pode debochar,zoar,descontruir argumentos,s/ precisar a grosseria explícita,os “maus modos”(tão detestados pelos bem nascidos).Se vc se der ao trabalho de ler meus modestíssimos escritos,constatará q vou da ironia à firmeza,s/ perder os limites -e olhe q n estou à altura dos paletós e gravatas de um reynaldo azevedo…Voltando.Big Head,vc acredita q algum PiG vai ter coragem de desenhar q é contra a CPMI?!Nas eleições,goste vc ou n,a Carta Capital ‘desenhou’ suas opções em editoriais (o estadão seguiu,uma semana antes do pleito,se n estou enganado).veja,folha,o globo (rádio e Tv são concessões,pouparei p/ n adentrar outra discussão),jamais externaram seus reais pendores.Só isso,BiG Head,já nos mostra quém é quém…vc perdeu o dedo,metafóricamente;eu perdir uma falange amarrando um animal -nossas realidades são diferentes,e nossas posições ídem.

    • Carlos Lenin Dias

      15/04/2012 #13 Author

      ah,escrevivi,escrevi,e esquecir uma bobagenzinha,lembrada pelo Zé Carlos Arana.A imprensa tradicional resiste bravamente n tocar nos limites entre a própria imprensa e suas “fontes”;fato é q,no mínimo,jornalistas e o esquema de cachoeira,”empresário de jogos” (adoro esses particularíssimos eufemismos),tinham uma proximidade,além de tempoo,q quebra as mínimas regras dos manuais de redação.A mídia nada comenta,cala-se,tenta passar em branco…n sei postar esse tal de link,agradeceria a vc se postasse algum ,mostrando o telejornal assistido pela maioria,ou alguma publicação poderosa-tradicional,deitando-se c/ afinco em tal assunto (num vale a blogosfera “progreçista” ou o braço da dominante).Estando bom p/ ambas as partes,aguardo.

    • Big Head

      15/04/2012 #14 Author

      Lenim, não entendi direito o que significa termos realidades diferentes? Na verdade, entendi pouco sobre o que você escreveu, talvez me tenha faltado acurácia, pois não acredito que você traria pro debate uma suposta diferença social sem nem me conhecer, né? Pois bem, essa retórica do oprimido não consegue esconder o fato de que, a esta altura do campeonato, parece que quem não quer que a CPI seja, como se diz na minha terra “à vera” é uma certa união entre setores da oposição e do próprio governo. Pra não perder o costume, sou capaz de apostar que, dependendo do rumo que a prosa tomar, sai uma mezzo calabresa mezzo muzzarela, tendo pizzaiolos de ambos os lados. Dizer que a Carta Capital tem lado é uma dessas obviedades de fazer corar o Conselheiro Acácio. Meu ponto é (putz, tá difícil de entender): o prolema não é ter lado, é de como se escolhe esse lado. Como este blog tem mostrado, certos jornalistas sempre tem lado>>>>>>>>>> O LADO DO GOVERNO! Seja ele qual for. Sei que dá trabalho e ainda desconfio que estás blefando, mas vai lá na globo.com, entra ná página do JN e procura a edição de sábado (ontem). A maior reportagem (noves fora a lição edificante do final) é sobre as conversas do Demóstenes. Está aqui um dos editoriais da Folha: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/36534-surpresas-na-cpi.shtml. E aqui o do Estadão:http://www.arquivoetc.blogspot.com.br/2012/04/cpi-deve-ir-em-frente-editorial-o.html. Agora faz um esforçozinha aí e me dá um link da “Blogoseira Pogreçista” citando o Agnelo ou aquele deputado petista pego com a boca na botija…

      Abraço

    • Carlos Lenin Dias

      15/04/2012 #15 Author

      D’onde reportagem-análise sobre mídia e suas fontes?!a intimidade,fruto do longo tempo,com as mesmas fontes?!Entendeu agora?!Então,passa link q to doido p’ra ver…xarope,n!…n foi papo de oprimido,era só ironia -se é q me entende…Qro ver obviedade acaciana.

    • Big Head

      16/04/2012 #16 Author

      Os links estão aí em cima, mostra pra Tchia de História quando chegar na Escola… hehehe Brincadeirinha, mas vou ficando por aqui, pois tá difícil entender essa linguagem de Orkut (na sintaxe e na falta de argumentos). Talvez eu tenha o que o Bagno chama de preconceito linguístico, mas – ó conservadorismo! – um mínimo de respeito à inculta e bela é fundamental. Até mais.

    • Carlos Lenin Dias

      16/04/2012 #17 Author

      Tão ferino,e tão óbvio -e eu sou o acaciano?!o silêncio diz muitas coisas,incluindo,a própria confissão de cumplicidade

  • Mario

    14/04/2012 #18 Author

    A tese de José Dirceu é a de que o Mensalão é uma invenção da imprensa reacionária, tendo ocorrido caixa 2 no caso em questão. Trata-se de uma interpretação bem bondosa com aqueles que instalaram uma rede de corrupção em nossa República. Quer dizer, não é mesada dinheiro público sair com regularidade do Executivo e cair nas mãos de parlamentares governistas, como ficou comprovado cabalmente? Não é sinal de um Legislativo servil e sem independência? Talvez o caso do Mensalão tenha sido o maior de corrupção revelado na história brasileira.

    O que jornalistas livres devem fazer diante de tal situação? Devem denunciá-la sem eufemismos. Já os jornalistas da BESTA ou JEG devem cumprir as ordens da quadrilha na tentativa de criar o mito da imprensa golpista, da oposição mais corrompida etc. Mas quem acredita em jornalistas patrocinados ilegalmente com dinheiro público? Além da falta de vergonha, eles não têm crédito…

    Mario.

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    • alvaro

      15/04/2012 #19 Author

      Arana,
      Zé Dirceu, ou Carlos Henrique Gouveia de Mello, conforme a alcunha que criou no Paraná, sabe muito bem que vai ser condenado. O que o elemento pretende é desqualificar as investigações do caso do mensalão. O ex-procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, qualificou o Zé Gouveia Dirceu de chefe da quadrilha.
      Pense bem o seguinte: um cara que faz plástica, troca de identidade e engana a própria família está, literalmente, cag… e andando para a sociedade brasileira. Ele é um mentiroso compulsivo e que só pensa no próprio umbigo. Traiu companheiros, traiu a família, traiu os brasileiros, e não hesitará em trair, no futuro, o seu maior aliado dos dias presentes.
      Dom Corleone, Al Capone e Lucky Luciano eram fichinhas perto do capo da Máfia petista.

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