O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) provocou o colega Romero Jucá (PMDB-RR), líder governista, a recebeu em troca uma piscadela. “E aí, vamos convocar a...

O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) provocou o colega Romero Jucá (PMDB-RR), líder governista, a recebeu em troca uma piscadela. “E aí, vamos convocar a Lina ?”, perguntou o tucano.

Lina é Lina Vieira, a ex-secretária da Receita que nos jornais desta segunda-feira aparece como algoz da candidata do PT, Dilma Roussef, que lhe teria ordenado apressar a conclusão das investigações sobre os malfeitos da família Sarney.

Rodeado por oito jornalistas no cafezinho do Senado, Jucá teve dificuldade para explicar o porquê de não ter convocado a ex-secretária. “Não dá pra misturar tudo, ia virar um confusão enorme”, disse ele, enquanto fazia uma digressão sobre as implicações da CPI da PETROBRAS e sua conexão com a crise que apaga o prestígio de José Sarney.

“Tem hora pra tudo”, disse Jucá, que admite, pelo menos em tese, que o momento de ouvi-la chegará. “Eu quero ir passo a passo”, assevera o senador, que tem como missão conter o ímpeto da oposição de desvendar o que está debaixo do tapete da estatal.

Mas quando será esse momento ? Jucá não tem a resposta. Ele nega que haja uma conexão entre o momento atual — a pira em que arde Sarney — e a melhor oportunidade para ouvi-la. Mas os senadores oposicionistas acham que as encrencas do presente podem atuar imperativamente.

Jucá conversou demoradamente com os tucanos Alvaro Dias e Sérgio Guerra  no fim da tarde.O clima entre eles não está ruim. Daí a esperar um pacto para fazer deslanchar as investigações e fustigar o governo vai uma distância conseiderável. Mas pelo menos há clima para alguam conversa, o que não ocorre mais entre os integrantes da Tropa de Choque e a oposição.

Quando saíram do encontro, os tucanos estavam otimistas. Acham que amanhã vai ser um grande dia.

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