Bem antes do que se esperava, os bancos Bradesco, Itaú e Santander cederam às pressões do governo e anunciaram redução em algumas das taxas...

Bem antes do que se esperava, os bancos Bradesco, Itaú e Santander cederam às pressões do governo e anunciaram redução em algumas das taxas de juros de empresas e consumidores.

Recebida como um gesto dos banqueiros para reabertura do diálogo, a reação das instituições privadas ocorre duas semanas após Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal desafiarem a concorrência cortando juros.

Os banqueiros nem esperaram, como normalmente fazem, o Banco Central anunciar, ontem, a redução de 9,75% para 9% dos juros do governo, piso das taxas (leia mais no caderno “Poder”).

Diferentemente das instituições públicas, que focaram os benefícios para conquistar novos clientes, Bradesco, Santander e Itaú priorizaram os atuais correntistas com novas taxas e tarifas.

Maior banco privado brasileiro, o Itaú focou o setor de veículos e o crédito com desconto em folha do INSS, segmentos considerados de menor risco de inadimplência.

O Itaú se igualou à Caixa na taxa mínima para financiar carros -0,99% ao mês para clientes antigos (leia mais na página B3).

No Bradesco, houve redução geral nos juros de crédito pessoal e compra de bens, além do financiamento de veículos e do empréstimo com desconto em folha do INSS.

O corte mais agressivo foi na taxa de capital de giro das empresas, de 5,56% para 2,9% ao mês. Ao todo, o banco pôs mais R$ 21 bilhões à disposição dos clientes para crédito.

O Santander, que na véspera anunciara queda nos juros para lojistas, criou nova modalidade de conta-corrente com juros a partir de 4% no cheque especial -o banco tinha taxa média de 10,33% ao mês no cheque até o dia 4.

via Folha de S.Paulo – Mercado – Bradesco, Itaú e Santander cedem e reduzem os juros – 19/04/2012.

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