Gerson Camarotti e Dimmi Amora, do jornal O Globo O Planalto já considera irreversível a filiação da senadora Marina Silva (PT-AC) ao PV e...
Gerson Camarotti e Dimmi Amora, do jornal O Globo
O Planalto já considera irreversível a filiação da senadora Marina Silva (PT-AC) ao PV e avalia que sua provável candidatura à Presidênciaem 2010 deve causar prejuízos à campanha da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. A certeza de que Marina já está fora do PT foi confirmada nesta segunda-feira nos bastidores, quando ela indicou a petistas que a mudança deve acontecer rapidamente. Um grupo ainda fará um último gesto nesta terça, em encontro com Marina. (Leia mais: Aécio: Marina pode se integrar ao projeto tucano em 2010)
Seu potencial eleitoral assusta o governo, mas ainda é uma incógnita para especialistas em pesquisas, que se dividem na avaliação do quadro de 2010. O PV convidou Marina para se filiar depois de pesquisa telefônica feita pelo Ipesp, instituto de pesquisa do cientista político Antonio Lavareda, em que ela chegou a ultrapassar Dilma em alguns cenários, com 10% e até 20% das intenções de voto. (Qual seria o impacto da candidatura de Marina Silva?)
Hoje, não há espaço para terceira via. Além disso, Marina Silva não é uma política muito conhecida
– Ela já saiu do governo há algum tempo e tem uma atuação discreta no Senado. Ela teria que ter visibilidade de mídia televisiva muito forte para sua candidatura fazer sentido nas pesquisas – disse João Francisco Meira, do Instituto Vox Populi.
– Hoje, não há espaço para terceira via. Além disso, Marina Silva não é uma política muito conhecida – afirmou Ricardo Guedes, do Instituto Sensus.
Já para o cientista político David Fleischer, da UnB, Marina tem potencial para começar acima dos 10%. Mas considera que ela só crescerá se não restringir o discurso à pauta ambiental: (Leia comentário no Blog do Noblat: Ninguém pode garantir desde já que a candidatura de Marina será um sucesso)
– Sua candidatura tem forte apelo no eleitorado preocupado com o meio ambiente. Ela partiria de um patamar de 10% a 15% dos votos. Marina saiu do governo muito descontente. Esse sentimento aumentou por causa da posição do partido em relação a Sarney. É uma política radical.
Aos 51 anos, não me mobilizo por projeto de poder. Até os 30 anos, somos influenciados pelas nossas utopias. Depois dos 50, temos que colocá-las em prática
Nesta segunda, Marina aproveitou a ida a Salvador, onde recebeu o título de doutora honoris causa da Universidade Federal da Bahia (UFBA), para conversar com o governador petista Jaques Wagner, quando indicou a disposição de sair do PT.
Em entrevista ao jornal “Valor Econômico”, nesta segunda, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) disse que uma candidatura de Marina “implode a candidatura de Dilma”.Marina evitou comentar:
– A candidatura não está posta. Mas claro que acredito na força do conteúdo programático dessa discussão do desenvolvimento sustentável. Aos 51 anos, não me mobilizo por projeto de poder. O que me mobiliza é a discussão programática. Agora, não se trata de satanizar o partido que não fez esse debate, mas de valorizar o partido que coloca esse tema em pauta. Até os 30 anos, somos influenciados pelas nossas utopias. Depois dos 50, temos que colocá-las em prática.
Leia a íntegra da notícia no site de O Globo clicando aqui.
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