A direção geral do Senado deve propor soluções jurídicas e administrativas para solucionar mais um problema identificado por técnicos da Casa: o aparecimento de outros...

A direção geral do Senado deve propor soluções jurídicas e administrativas para solucionar mais um problema identificado por técnicos da Casa: o aparecimento de outros 468 atos secretos.

A decisão foi tomada esta manhã, durante reunião da Mesa Diretora. O desafio também é descobrir quem foi o responsável pela inserção desses boletins. Para isso, uma varredura nas sernhas dos funcionários vai ser feita.

Esses atos apareceram no Sistema de Administração de Pessoal tempos depois de um levantamento da comissão de sindicância que identificou as 663 edições feitas secretamente. Os indícios são de que os respectivos arquivos foram criados depois do dia 29 de maio.

O primeiro-secretário, senador Heráclito Fortes, desconfia de má-fé por parte de diretores de gestões passadas. “Considero ato de sabotagem, ou mais, um ato de molecagem por parte de servidores fundamentalistas que acham que vão voltar”, afirmou. “Fizeram isso para criar um clima de insegurança e estão conseguindo. Só que nós não vamos conviver com atos secretos e vamos investigar um por um”.

Ainda segundo Heráclito, um inquérito administrativo vai apurar  todos os fatos. Ele acredita, no entanto, que a maioria desses atos, que datam dos anos 1998 e 1999, já perdeu sentido e até mesmo validade. Três deles foram assinados pelo então presidente do Senado na época, Antonio Carlos Magalhães, morto em 2007.

A comissão de sindicância também vai apurar se algum ato trouxe prejuízos para o Senado. Vários deles podem se tratar de pagamentos retroativos ou nomeações para cargos comissionados. “Vamos analisar. Se houver crime, vamos tomar as providências cabíveis”, contou Fortes.

A expectativa era a de que a Mesa Diretora convalidasse hoje os 36 atos secretos editados no passado pelo colegiado. No entanto, isso não aconteceu hoje. “Não houve nenhuma revalidação desses atos. Vamos ver caso a caso”.

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