A descoberta de 468 novos atos secretos tem gerado polêmica no Senado. As edições datam de 1998 e 1999 e só foram inseridas no...

A descoberta de 468 novos atos secretos tem gerado polêmica no Senado.

As edições datam de 1998 e 1999 e só foram inseridas no sistema da Casa depois do dia 29 de maio, quando uma comissão de sindicância apontou a existência de 663 documentos que não tiveram a devida publicidade.

Três atos foram assinados pelo ex-senador Antonio Carlos Magalhães, que era presidente da Casa na época. Os demais, por ex-diretores da instituição.

Segundo o peemedebista Wellington Salgado, a descoberta “demonstra uma péssima administração do Senado Federal” e indica que é preciso haver uma revolução ética e administrativa. Mas para apurar os últimos fatos, o senador acha que tudo dependeria de ACM, morto em 2007. “Para falar com ele (ACM) vai ter que jogar búzios na Bahia”.

Para ele, o ex-diretor geral do Senado, Agaciel Maia, é quem tem pago “a conta inteira” pelos escândalos. “E escolher um para dizer que vai pagar a conta, isso eu não aceito”, contou ao defender, mais uma vez, o presidente do Senado, Jossé Sarney (PMDB-AP), envolvido em diversas denúncias, que renderam 11 reclamações contra ele no Conselho de Ética.

Hoje, o partido de Wellington entrou com recurso no colegiado contra o arquivamento da representação feita pelo PMDB contra o tucano Arthur Virgílio (AM). O parlamentar, autor de seis denúncias contra Sarney no Conselho, era acusado de manter um funcionário fantasma no gabinete por 18 meses, além de pagar contas hospitalares da mãe com dinheiro do Senado e pegar empréstimo com o ex-diretor Agaciel Maia. Virgílio teve a denúncia contra ele engavetada sob a alegação de que pagou tudo o que devia, o equivalente a R$ 210 mil.

E Wellington foi um dos cinco senadores de pelo menos três partidos a recorrer da decisão. “Não temos mais nem cartas na mão. Não dá mais para se prever o futuro”, ressaltou. “Eu sei como vou votar nessa questão. Eu falo por mim. Meu partido não me obrigou a nada. Não há esse negócio de votar assim ou assado”, declarou Salgado ao dizer que tudo pode acontecer no pleito que vai definir se as investigações contra Virgílio vão prosseguir.

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