O seviço médico da Câmara Federal tem diagnosticado cerca de 20 casos de gripe suína por dia. A informação é do chefe do serviço,...

O seviço médico da Câmara Federal tem diagnosticado cerca de 20 casos de gripe suína por dia. A informação é do chefe do serviço, o médico Luis Henrique Hargreaves. Segundo ele, todos os dias 100 pessoas, na média, têm acorrido ao corpo clínico da casa com sintomas da doença. “Pelo menos 40 por cento desses pacientes apresenta complicações respiratórias e, destes, 60 por cento têm confirmado o diagnóstico da influenza A”, diz Hargreaves.

A preocupação com o contágio é grande. Em função dela, a Câmara Federal está adquirindo estoques de alcool-gel e já começa a espalhar dispersores com o produto em locais de fácil acesso para os parlamentares e funcionários.

O plenário da Casa é que inspira maiores cuidados. Lá, invariavelmente, em dias de sessões deliberativas, cerca de mil pessoas, entre parlamentares e assessores, compartilham o mesmo ar em um ambiente fechado.

Mas o maior temor é a da contaminação por contato físico, uma vez que é improvável que a contaminação pelo ar se dê a mais de um ou dois metros de distância. “É por isso que a grande preocupação é com a higiene das mãos”, diz Hargreaves, para quem não há dúvida de que o grande vetor da pandemia são as mãos contaminadas.

De acordo com o médico Hargreaves, os filtros do ar-condicionado constituem uma barreira inexpugnável para o vírus, que não conseguem ultrapassar suas fibras. Os níveis de contaminaçao por bactérias são monitorados diariamente num laboratório da própria Câmara. A rotina foi estabelecida há mais de um ano.

O médico não concorda com o enfoque dado pela imprensa sobre sua intenção de adquirir 1,5 mil tratamentos de Tamiflu. “A intenção não era a de furar a fila. Era a de criar mais um ponto de distribuição, uma vez que a Câmara tem a população de uma cidade pequena, de 20 mil habitantes”, argumento o chefe do serviço médico.

A vantagem, segundo ele, seria evitar uma sobrecarga ainda maior sobre o sistema público de saúde, que está saturado e não consegue atender satisfatoriamente a demanda. “Além disso, mandar o doente para a mesma fila é o mesmo que contribuir para a disseminação da doença por causa do contrato entre pessoas saudáveis e pacientes contaminados”.

Em Brasília há apenas um ponto de distribuição do medicamento. Até agora, três deputados tiveram o diagnóstico da doença confirmado.

 

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