Mutuários do FIES, que concede crédito a estudantes de faculdades pagas, querem que o governo mude o sistema de indexação e os juros cobrados...

Mutuários do FIES, que concede crédito a estudantes de faculdades pagas, querem que o governo mude o sistema de indexação e os juros cobrados pelo programa que, segundo eles, inviabilizam o pagamento das prestações quando o novo profissional chega ao mercado.

O FIES foi criado em 1999. Desde então, ajudou 500 mil universitários a custear os estudos. Muitos estão inadimplentes e sem perspectivas de retirar o nome — os próprios e os dos fiadores — das listas negras. O governo federal investiu, até agora R$ 4,6 bilhões.

Líderes do movimento FIES JUSTO estão em Brasília para pressionar deputados e senadores a sensibilizar o governo para a drástica situação em que os  recém-formados com a ajuda do programa chegam ao mercado de trabalho. Nesta quarta-feira eles têm encontro marcado com o presidente da Câmara, Michel Temer, e com o senador Delício Amaral (PT-MS).

As dívidas dos mutuários do FIES são corrigidas por uma taxa anual de juros de 9%. O que eles pretendem é obter isonomia com os alunos inscritos do Programa de Crédito Educativo (CREDUC), para os quais os juros são de 3,5% ano ano. O Ministro da Educação, Fernando Haddad, diz que um projeto nesse sentido já se encontra na Casa Civil da Presidência da República.

A coordenadora nacional do FIES JUSTO, Daniella Nóbrega, diz que o governo não tem pressa. “A esta altura, apenas a redução dos juros não basta. É preciso fazer uma recomposição das dívidas como a que foi concedida aos devedores de impostos com o REFIS”.

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