MARIANA CARNEIRO Projeções de analistas do mercado financeiro indicam que o governo conseguirá neste ano elevar a cotação do dólar, como vem pleiteando a...

MARIANA CARNEIRO

Projeções de analistas do mercado financeiro indicam que o governo conseguirá neste ano elevar a cotação do dólar, como vem pleiteando a indústria, e baixará a taxa de juros a piso inédito.

Ainda assim, o resultado será crescimento modesto, com chance de ser menor do que o do ano passado. O principal entrave é a indústria. Mesmo com dólar valorizado, o setor enfrenta dificuldades e retarda a retomada.

O desempenho fraco no primeiro trimestre levou economistas a projetarem um crescimento de 3,2% em 2012, próximo ao do ano passado (2,7%), o que foi considerado pouco pelo próprio governo.

Tendências e LCA já preveem expansão ainda menor: 2,5% e 2,6%. Na sexta, após divulgação da prévia do PIB (Produto Interno Bruto) do primeiro trimestre, as revisões continuaram.

Estudo dos economistas Zeina Latif e Marcelo Gazzano mostra que a crise na indústria vai além de câmbio e juros. Está ligada ao custo da mão de obra, que continua a subir apesar da atividade fraca, e mina a competitividade.

“Desconfio que teremos uma decepção com a indústria”, diz Zeina Latif.

A economista lembra que países como Chile e México também tiveram suas moedas valorizadas frente ao dólar, mas a indústria não parou. Isso indica, diz Latif, que o problema não é só o câmbio.

“O custo da mão de obra está numa trajetória ascendente desde 2010 e coincide com a estagnação da indústria e o aumento dos importados”, afirma a economista.

Beba na fonte: Folha de S.Paulo – Poder – Indústria fraca atrasa retomada do crescimento – 20/05/2012.

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