O senador Aloizio Mercadante não deve mais participar da CPI da PETROBRAS. Há uma semana o líder do PT no Senado vinha reiterando seu...

O senador Aloizio Mercadante não deve mais participar da CPI da PETROBRAS. Há uma semana o líder do PT no Senado vinha reiterando seu desejo não apenas de ser membro titular, mas de presidir a comissão parlamentar de inquérito. Ele tem a atribuição de indicar os nomes do partido que irão integrar a CPI.

Mercadante queria uma investigação de “alto nível”, feita apenas por líderes partidários, com o objetivo de manter a integridade da estatal. Mas mudou de idéia durante o fim-de-semana, no curso de uma guerra de bastidores com o líder do PMDB, Renan Calheiros.

Renan tem dito para quem quiser ouvir que foi Mercadante quem vazou para a imprensa a informação de que o PMDB estaria exigindo a demissão do geólogo Guilherme Estrella da Diretoria de Exploração e Produção da BR para que um peemedebista ocupasse o cobiçado cargo. Em troca, o PMDB atuaria em favor do governo, evitando que a investigação chamuscasse a PETROBRAS e o Planalto. Foi isso o que ele disse ontem ao presidente Lula.

Mercadante está indignado. Jura que não foi a fonte da matéria do Estadão que tornou pública a negociação. A relação entre os dois, que nunca foi boa, pirou ainda mais. Ele também está incomodado com a indicação de Fernando Collor para a comissão. Os dois já tiveram pelo menos uma desavença pública que terminou com sugestões de palavrões pairando no ar.

Se ainda não serviu para nada, a CPI da PETROBRAS, mesmo antes de ser instalada, pelo menos teve o condão de explicitar os conflitos que racham e ameaçam a já frágil base aliada no Senado.

Comentários

  • Maik Melo

    23/09/2010 #1 Author

    Não sabia que ler blog é muito bom

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