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Do Estadão.

Senadores de partidos de oposição e da própria base governista querem investigar a conexão da família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), com a construtora Holdenn Construções, Assessoria e Consultoria Ltda., cujo principal nicho de negócios é o setor elétrico, área em que o senador exerce influência.

Reportagem publicada ontem pelo Estado mostra que dois dos três apartamentos ocupados pela família na Alameda Franca, na região dos Jardins, em São Paulo, estão em nome da empresa, antes batizada de Aracati Construções, Assessoria e Consultoria Ltda.

O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), afirma que seria “simplório” atribuir a uma coincidência a ligação da empreiteira com os imóveis. “Tenho certeza que não é isso, mas não vou pré-julgar”, diz. “O certo é que não deve pairar nenhuma dúvida sobre essa questão, sob pena de o processo de investigação se estender até o setor elétrico.” Para Guerra, os fatos em si “são extremamente graves”.

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Demóstenes Torres (DEM-GO), é categórico ao defender que as “evidências” de troca de favores são motivo de sobra para instaurar uma investigação. “Estão sobrando evidências, e não dá para desconhecer”, alegou. “Quantas denúncias mais ele agüenta?”, questionou. Pela avaliação do senador de oposição, os fatos divulgados até agora pela imprensa, como abuso de poder, nepotismo e a suspeita de corrupção, fragilizaram não apenas o presidente do Senado, mas também a instituição e os demais parlamentares.

“O Congresso não pode fechar os olhos ao que tem saído (na imprensa) relacionado ao presidente Sarney”, defendeu. “É necessário que o Conselho de Ética se manifeste, em vez de arquivar as denúncias.” Na opinião dele, a situação chegou a tal ponto que até mesmo os aliados do presidente do Senado deveriam “começar a se manifestar e a pensar no próprio Sarney”. Para Torres, a situação é insustentável. “Na medida em que as denúncias avançam, suas vísceras ficam expostas e ele se desgasta cada dia mais”, afirma. “Agora, não é mais um desgaste pessoal, é de todos no Senado e todos os senadores ficam afetados”.

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