A segunda-feira no Senado começou tumultuada. A sessão plenária não-deliberativa ganhou força e contou com a presença do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP)....

A segunda-feira no Senado começou tumultuada. A sessão plenária não-deliberativa ganhou força e contou com a presença do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP).

Fora do comando, Sarney falou como senador para poucos parlamentares, que o ouviram atentamente.

O homem com mais de 50 anos de vida pública voltou a atacar a imprensa, mais especificamente o Jornal O Estado de S. Paulo, que o escolheu “como alvo para uma campanha massiva anti-Sarney”.

Segundo ele, o jornal se transformou “num tabloide que busca escândalos para sobreviver”, afirmou ao comentar as últimas denúncias, que apontam que o político possui dois apartamentos comprados em nome de uma empreiteira. “É uma campanha sistemática contra mim. Praticamente uma prática nazista. Felizmente no Brasil não temos câmara de gás”.

Ao se explicar, Sarney contou que comprou o primeiro apartamento citado em São Paulo no final da década de 1970, para ali morarem os filhos que estudavam no estado à época. Ainda de acordo com ele, um dos imóveis alvo de denúncia foi comprado pelo filho dele para que os netos estudassem no estado recentemente.

Sarney criticou a pressa de alguns colegas políticos que exigiram uma investigação do caso e acrescentou: “não tenho nada com isso. Meus filhos se defenderão por eles mesmos”. O peemedebista também questionou. “Eu devo dar explicações de qualquer coisa que eu compre na vida? A Constituição, no artigo quinto garante que nós temos direito de privacidade”.

Para o parlamentar, ele deveria ser “louvado porque estava economizando verba de representação”, contou ao afirmar por que esteve hospedado no próprio apartamento durannte o tratamento da filha em São Paulo, e não num hotel da cidade.

Mas depois de cerca de dez minutos de discurso em que Sarney chegou a gritar e perder o controle, ele continuou sem mostrar a escritura do apartamento dele, não explicou a entrevista do proprietário anterior do apartamento e muito menos explicou por que deixou de declarar o imóvel no Imposto de Renda.

Logo em seguida, deixou o plenário, sem sequer aguardar a defesa ou a exposição de opiniões por parte de outros parlamentares.

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