As novas denúncias envolvendo o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), não devem desencadear em novas representações no Conselho de Ética da Casa. As...

As novas denúncias envolvendo o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), não devem desencadear em novas representações no Conselho de Ética da Casa.

As acusações de que Sarney teria dois imóveis em São Paulo pagos por uma empreiteira chamam a atenção e aumentam o coro dos que querem que as reclamações já feitas ao colegiado sejam levadas adiante e investigadas. “Este é mais um calvário de denúncias que afetam a instituição. É fato novo que evidentemente se agrega ao conjunto da obra”, afirma o senador Alvaro Dias (PSDB-PR). “É nesse cenário que deve ocorrer o julgamento favorável às investigações no Conselho de Ética”.

Para o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), “as denúncias são graves porque são novas e deixam a impressão de que serão sempre novas e novas e novas”, reiterou.

Perguntados sobre a recente pesquisa divulgada pela Datafolha, que aponta que cerca de 75% da população brasileira quer a saída de Sarney da presidência do Senado, os parlamentaeres foram taxativos.

Segundo Cristovam, os senadores também percebem a queda de popularidade. “Os senadores percebem o que o povo quer e sabem que isso vai influenciar na cabeça de Sarney. Não é mais a mobilização de cinco estudantes presos, mas sim de 74% da população. É difícil resistir quando a população aponta uma insatisfação”.

Já de acordo com Alvaro Dias, “a pesquisa revela a vontade popular e a opinião pública tem que ser respeitada”.

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