“Quando a porta da cela se fechou, minha vida acabou. Acabou naquele dia. Eles ofereceram um calmante. Um comprimido por dia. Eu fui guardando....

Foto: Isto É“Quando a porta da cela se fechou, minha vida acabou. Acabou naquele dia. Eles ofereceram um calmante. Um comprimido por dia. Eu fui guardando. Quando já havia muitos, tomei todos de uma vez só. Eu queria morrer”.

O depoimento cortante, entremeado por lágrimas doloridas, é da escrivã Vanessa Lopes, uma moça de 30 anos de idade que viu o futuro lhe fugir das mãos quando uma equipe da Corregedoria da Polícia Civil de são Paulo entrou na sala onde ela trabalhava para prendê-la sob a acusação de concussão.

A acusação que a empurrou para seu seu cubículo particular no reino de Hades foi a de cobrar propina para ajudar um motoboy, flagrado com munição em casa, a se livrar de problemas legais. O rapaz, um vida-torta com passagens anteriores pela polícia, queria que o pai fosse ouvido no inquérito em que ele fora indiciado.

O Blog do Pannunzio cobriu extensivamente o caso. Em nenhum dos documentos produzidos pela chamada Operação Pelada, que culminou com a prisão de Vanessa, há qualquer pedido de dinheiro. A rigor, não há, no processo, nenhuma prova de concussão. Mas é fato inquestionável que com ela foram encontradas quatro cédulas de R$ 50 previamente marcadas pela equipe da Corregedoria. A questão que se coloca, e que será objeto de julgamento na esfera criminal em quatro meses, é como esse dinheiro foi parar no cós da calça que ela vestia —  que foi arrancada na marra pelos delegados-corregedores.

No dia da prisão, 11 de junho de 2009, Vanessa estava trabalhando normalmente no Distrito Policial de Parelheiros, na Zona Sul de são Paulo. Tudo o que ela conversou com o motoboy está transcrito no processo — e não há nenhuma menção a dinheiro. O garoto, que havia informado ser seu pai o dono da munição, queria que ele fosse ouvido no inquérito. Foi à delegacia para buscar a intimação, no que foi atendido pela escrivã. Até aí, nada de anormal.

Antes de sair, segundo Vanessa, ele largou as quatro notas sobre a mesa. Aqui as versões da Corregedoria e da escrivã entram em conflito inconciliável. A polícia da polícia diz que o denunciante esteve lá apenas para acertar o suborno, pago a título de quê não se sabe. A escrivã o acusa de estar a serviço da Corregedoria na preparação do flagrante que, não fosse pela missão conferida pelos investigadores ao investigado, jamais teria ocorrido.

Vanessa diz que ficou atônita quando viu o dinheiro sobre a mesa. Teria pego as quatro cédulas para entregar ao delegado-titular do 25º Distrito Policial. Foi presa na porta da sala do chefe, que não estava nas dependências da delegacia, dois minutos após a saída do motoboy, numa cena que ela descreve assim:

“Eu não conseguia acreditar que aquilo estava acontecendo comigo. Eu estava saindo do corredor onde fica a sala do titular. Ia entregar aquele dinheiro pra ele porque não sabia o que fazer. O chefe disse que ele havia saído para uma diligência. Tanto que fui abordada em frente à sala dele. Pra mim era surreal. Eu gritava pra eles: não sei o que acontecendo…”.

É possível que jamais se saiba ao certo se Vanessa recebeu o dinheiro para prestar algum serviço para o motoboy ou se ele plantou o dinheiro ali seguindo ordens dos corregedores na preparação do flagrante. As cenas que se seguiram, no entanto, tornam esse detalhe irrelevante para justificar a violência que os delegados empregaram contra ela.

Vanessa foi algemada e despida na marra. Quem fez o serviço sujo foi o delegado  Eduardo Henrique de Carvalho Filho. Apesar da presença de uma policial da Guarda Civil Metropolitana na sala, ele desprezou acintosamente o que determina o Código de Processo Penal e impediu que sua presa fosse revistada por uma mulher.  Preferiu impor a humilhação de arrancar a calça e a calcinha da escrivã diante de uma câmera da Corregedoria e de uma grande platéia masculina. As imagens foram reveladas em primeira mão por este Blog e pela Rede Bandeirantes.

Horas depois, a porta da cela se fechava nas costas de Vanessa enterrando-a numa depressão enorme. O futuro ficou do lado de fora. Talvez para sempre. Ali ela permaneceu um mês, período gasto quase  integralmente na preparação da própria morte. Que só não aconteceu porque as colegas de cárcere a encontraram desfalecida ainda em tempo da desintoxicação feita no Hospital de Pirituba, na Zona Norte de São Paulo.

Um mês depois,  foi libertada pela generosidade de seu primeiro advogado, Asdrúbal Pedroso, que pagou do próprio bolso a fiança. Estava dez quilos mais magra. Muito abatida, não teve força para retomar a rotina.

Apesar de ter concluído o curso de direito,  jamais prestou o exame da OAB porque não consegue se concentrar em nada. Tentou estudar para um concurso público até ser advertida  de que, mesmo que fosse aprovada, jamais tomaria posse porque fora demitida a bem do serviço público.

Imersa na depressão, Vanessa acabou perdendo o companheiro com quem vivia até o ano retrasado. Ficou sem trabalho, sem seu marido e sem dinheiro. Passou a viver da ajuda da avó que a criou e de alguns amigos. E da generosidade de gente como os advogados que a assistiram sem cobrar nada porque foram seus professores. Fábio Guedes da Silveira a representa até hoje. Nunca cobrou um centavo.

A penitência de Vanessa só poderia ficar mais complicada se acontecesse uma coisa: engravidar. Aconteceu quatro meses atrás .

E quanto ao pai da criança? “No começo…”, diz Vanessa,  “…no começo, o pai da criança não aceitou, desapareceu. Agora foi se reaproximando, já passa algum tempo conversando comigo…  Ele já está conversando!”

Ao longo desse três anos ela seguiu aprendendo lentamente o  significado mais perverso da palavra abandono. As primeiras experiências práticas desse duro aprendizado ocorreram quando ela passou a recorrer a gente de muito prestígio — e pouquíssima boa vontade — para tentar denunciar o caso. Deu tudo errado.

“Passei um ano sozinha até que isso fosse divulgado. Procurei um monte de políticos, mas ninguém quis me ajudar. Depois, um monte de gente quis aproveitar o embalo”. Entenda-se por embalo a popularidade deletéria que ganhou quando o caso foi publicado aqui no Blog do Pannunzio e na Band pelo repórter Sandro Barboza.

Popular, sim, mas da pior maneira. E passou rápido pois, logo depois, Vanessa foi abandonada de novo em sua fossa existencial.  E também judicial. Não fosse por isso, pelo abandono, Vanessa  já poderia ter encerrado — para o bem ou para o mal — a batalha que trava para provar que é inocente da acusação de concussão. Poderia ter sido julgada, estaria condenada ou absolvida. Mas os amigos que iriam depor em seu favor, colegas da delegacia que testemunharam a prisão, não compareceram ao Forum.

“Eu chorei bastante porque não conseguiu resolver na última audiência. Eu estou passando uma gravidez sozinha. O caso só vai ser resolvido quando eu estiver com oito meses de gravidez. Eu só queria que acabasse logo, mesmo não sabendo qual vai ser o resultado”, lamenta entre soluços.

A única coisa que parece dar vigor à ex-escrivã é acompanhar o modorrento arrastar dos vários processos que decorreram do caso. Um deles corre em instância administrativa e diz respeito ao futuro imediato dos delegados que a prenderam daquela forma. “Eu não consegui perdoar. Acho que ser mandada embora é uma coisa. Mas o que eu passei, nenhum homem aguentaria. O que eu passei eles não aguentariam passar”.

Não é à privação da liberdade nem à perda do emprego que ela se refere. É ao sofrimento moral que teve que enfrentar ao ser exposta daquela forma,  subjugada, despida e humilhada. Para isso simplesmente não há reparação possível.

Seu único sonho hoje é o de se reintegrar à polícia. Antes, precisa ser absolvida e obter da Justiça a anulação do ato do secretário de segurança que a demitiu.Acha que isso iria reabilitá-la moral e espiritualmente. Ma o atual secretário, Antônio Ferreira Pinto, é durão. Já foi obrigado a reintegrar policiais injustiçados e voltou a demiti-los.

Enquanto não consegue — talvez não consiga nunca — aferra-se a uma igreja e em busca de explicações cármicas para o que está lhe acontecendo. Não encontrou ainda, mas segue buscando, agora na condição de devota fervorosa.

Pelo menos é um conforto.

Comentários

  • manoel

    30/07/2013 #1 Author

    E o caso da Escrivã Pelada? Acabou em Pizza?

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  • Lilian

    16/05/2013 #2 Author

    Maria Inês Trefiglio
    Eduardo Henrique de Carvalho Filho
    Gustavo Henrique Gonçalves

    DESRESPEITO, TORTURA, ESTUPRO A DIGNIDADE EM NOME DA LEI?

    CRIMINOSOS LEGALIZADOS PELO ESTADO!!

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  • Lilian

    16/05/2013 #3 Author

    Quando vi estas filmagens pela primeira vez, fiquei extremamente assustada. Não conseguia acreditar no que estava vendo: a humilhação de uma mulher a ser despida a força! Quando esta não se recusou a ser revistada. Até que ponto pode chegar a estupidez de um “canalha” como esse ? Isto FOI UM ESTUPRO A MORAL e a decência! Realmente não importa o crime que esta ex-escrivã possa ter ou não cometido. NADA JUSTIFICA ESTA BRUTALIDADE. É inacreditável que esta SENHORA, Inês Trefiglio Valente, TENHA CONCORDADO, com tamanha falta de escrúpulos. Dra. Inês Valente, espero sinceramente que um dia você também tenha suas calcinhas arriadas da mesma forma, e que seus filhos e netos e todo o Brasil possa ver.

    O que você queria Dr.? Mostrar serviço mesmo que para isso fizesse uso de meios ilícitos? Ou você que ver a escrivã despida para mostrar quem é que manda? DELEGADO DE MERDA, DOUTORZINHO DE BOSTA, nem se você tivesse cursado veterinária seu animal!!!

    E NO FINAL, TUDO ACABOU EM PIZZA? CRIME DE TORTURA JÁ!!!

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  • Silvio

    09/04/2013 #4 Author

    Vanessa, recorra a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, pois voce foi vítima de um constrangimento que lhe gerou sérios e irreparáveis danos de ordem moral e material. Estou contigo !

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  • Juliano do Prado Rocha

    22/01/2013 #5 Author

    O que essa mulher fez, não me importa. Talvez ela tenha errado sim, mas isso ai foi sacanagem desse delegado canalha. Ainda bem que da justiça de Deus essa gente não vai escapar. E quanto a moça se ela errou, que ela possa se regenerar, isso no cristianismo verdadeiro é um direito de todos.

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  • Janderson

    22/10/2012 #7 Author

    Força Vanessa! Não ligue para a multidão dos imbecis que povoam este país, pois são coitados que na tentativa de consolar sua própria podridão preconceituosa, procuram justificar o injustificável e só sabem falar imundícies, pois é disso que a mente deles está cheia…Cheia de imundície e ódio. Você foi violentamente injustiçada. Se possível, vá até as últimas consequências, processe o estado, vá à corte internacional… Esses criminosos travestidos de policiais não podem ficar impunes. Fiquei chocado com o que eles fizeram com vc, e oro para que recebam seu pagamento. Torço para que Deus te restabeleça! Um grande abraço!

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    • John Bennet

      01/06/2013 #8 Author

      Convenhamos, se minha mãe é corrupta, o constrangimento é merecido.

  • Adm2204

    15/08/2012 #9 Author

    Mario, vc é ridículo, se fosse sua mãe ali vc reagiria de uma outra forma e defenderia o outro lado da lei… houve abuso por parte do delegado, houve algemas sem necessidade, um verdadeiro circo proposital… no início do vídeo eu avaliava em prol do flagrante, mas com o tempo verifiquei nítido clima de sacanagem… pra mim foi tudo armação desse “projeto de articulador da lei”. Queria ver esse delegado tirar minhas calças à força, mas em um lugar que estivesse só eu e ele. Já que meu braço é o dobro do braço dele… Tomara que a Vanessa detone o Estado…

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  • Francisco Almeida

    06/06/2012 #10 Author

    Olá!

    acompanhei todo este caso na teve logicamente que o ato arbitrário cometido pela a autoridade policial e lamentável porém esta profissional deve se atentar que com muita certeza do mundo um dia ela cometeu alguma injustiça tão parecida a esta que ela sofreu e talvez agora ela possa refletir o quanto e dolorido para a pessoa humana ser humilhado ter seu direito circiado ou ter que engolir os desaforos que os policiais fazem a uma pessoa que e presa por algum delito, ela que rogue a deus e peça muita clemencia a cristo para que os seus algozes sejam agraciados e iluminados para que jamais eles façam novamente aquilo que foge a luz da justiça e perdoe eles porque um dia ela já tenha feito até pior do que eles fizeram em lhe tirar as vestes, perdoe para que seu pecado também seja perdoado.

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  • Pimenta

    29/05/2012 #11 Author

    Vi o vídeo atentamente e o fato é que os policiais deram todos os para que a escrivã, ou ex-escrivã, se safasse. do delito. Ela ainda acabará sendo reincorporada, gratificada, indenizada às nossas custas.

    É fácil se comover com a mais do que reprovável estupidez dos policiais, mas quem conhece um pouco das entranhas da polícia sabe que ali não há santos.

    Lamento pelos sofrimentos dela, mas ela deveria ter pensando antes de aceitar ou pedir propina. Além do mais, até os amigos não estão se solidarizando com ela. Não será por que se sentem constrangidos em defender alguém que é culpada?

    Além disso, há a evidente exploração política do caso. Queria que o Sr. Adriano Diogo, apesar de ser deputado estadual, tivesse o mesmo zelo em denunciar as mazelas policiais nos governos petistas.

    Pannunzio, aprecio sinceramente seu trabalho, mas acho que a sua abordagem excessivamente pró-Vanessa pode passar a impressão de nesse caso há anjos e demônios o que definitivamente não é o caso.

    Cordiais saudações.

    Pimenta

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  • Mario

    25/05/2012 #12 Author

    “Fico pensando em que país o senhor vive para achar que qualquer um dos fatos mostrados no vídeo se justifiquem.”

    Leonardo, eu vivo no mesmo país que o seu, isto é, num país em que uma mulher presa em flagrante por um crime, para alguns, não pode ser tratada como criminosa. Pode não ter sido condenada, mas ela foi presa em flagrante pela prática de um crime. E você está errado: nada impede o Delegado de despi-la para fazer cumprir a lei, evitando o ocultamento da prova do delito(inclusive a mãe, a vó e a tia do Delegado, como sugeriu a amável senhora loira, poderiam ter sido despidas se fosse o caso). O delegado estava autorizado pela lei. Ao ser despida, a suspeita de crime não estava lá na condição de mulher nem de escrivã, mas de cidadã suspeita de cometer um delito grave contra a sociedade.

    Mario.

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    • Marcelo G

      27/05/2012 #13 Author

      Interessante essa visão de “ao ser despida, não estava na condição de mulher”. Eu gostaria de entender como a força da lei descrita pelo Sr Mário nos tira da condição básica de gênero. Talvéz a suspeita e a necessidade de provas suprimam temporariamente de sua constituição genética o par XX, comum a qualquer mulher.
      Curioso que o Estado reconhece a tal “condição de mulher” mesmo para criminosas condenadas, afinal, as envia para presídios femininos.
      Se há alguma lei que ampara a pratica do delegado e seu grupo nesse evento, desconheço. O que sei é que a lógica básica me leva a crer, vendo o vídeo, que ele teria umas 100 alternativas melhores para ele e muito mais dignas para a suspeita do que a que ele resolveu utilizar. Por isso, durante todo o vídeo, não consegui tirar da cabeça a idéia de que ele desejava muito fazer o que fez. Por quê? Não faço a mínima idéia.

  • Leonardo Varuzza

    25/05/2012 #14 Author

    Onde está a Secretaria das Mulheres, a Secretaria de Direitos Humanos, o movimento feminista e a OAB em um caso desses? Assim como no caso da garota que ficou presa com homens no Pará só vemos o silencio das instituições que deveriam proteger os direitos das mulheres e das dos cidadãos.

    Responder

  • Mario

    25/05/2012 #15 Author

    Não estou nem me referindo a você, Pannunzio, mas a impressão que eu tenho é a de que essa polêmica não teria sido criada se a escrivã fosse uma pobretona, negra e drogada. Mas ela é loira, branca e bonita. Parece até um dos nossos. Direitos iguais aos iguais, não é?

    Responder

    • Fábio Pannunzio

      25/05/2012 #16 Author

      Concordo. Não é por ela que eu torço. Se errou, que pague. Mas a imposição daquele flagelo moral frita meus neurônios.

  • André

    25/05/2012 #17 Author

    Lembro desse caso,na época me pareceu batom na cueca,ou no caso dinheiro na calcinha,não havia como negar.De qualquer forma que se faça justiça e que ela seja julgada democraticamente.

    Responder

  • Mario

    25/05/2012 #18 Author

    “” Apesar da presença de uma policial da Guarda Civil Metropolitana na sala, ele desprezou acintosamente o que determina o Código de Processo Penal e impediu que sua presa fosse revistada por uma mulher. ”

    Faltou você informar, Pannunzio, que o CPP comporta exceção nesses casos. A meu ver, ele não desprezou o CPP coisa alguma, uma vez que a escrivã (no momento, na condição de criminosa) procurou a todo momento não colaborar com a ação policial, seja intimidando ou ameaçando se desfazer da prova do crime. É só ver o vídeo com atenção. Diante desse quadro, ao Corregedor que dirigia a operação não restou alternativa. Ele teve de agir conforme prevê expressamente o artigo 249 do CPP:

    “Art. 249. A busca em mulher será feita por outra mulher, se não importar retardamento ou prejuízo da diligência.”

    Ele sair da sala em proveito da suspeita com toda certeza importaria em retardamento da diligência (era capaz até da guarda civil ficar pelada). Não agir no momento que agiu despindo a mulher poderia resultar em prejuízo da diligência. Portanto, agiu bem o delegado. Diz o artigo 244 do CPP:

    “Art. 244. A busca pessoal independerá de mandado, no caso de prisão ou quando houver fundada suspeita de que a pessoa esteja na posse de arma proibida ou de objetos ou papéis que constituam corpo de delito, ou quando a medida for determinada no curso de busca domiciliar.”

    Como é possível observar no vídeo, a suspeita do delegado se confirmou e as notas estavam em posse da mulher. Mais uma vez, parabéns ao delegado que com os dados que possuía agiu conforme determina a lei.

    Eu tenho compaixão dos cidadãos que sofrem nas mãos dos criminosos e que precisam de uma polícia atuante. Não de uma pessoa que, pela atitude hostil, não se mostrou vítima de injustiça, mas mostrou a todo momento que tinha algo para ocultar.

    Mario.

    Responder

    • Fábio Pannunzio

      25/05/2012 #19 Author

      Discordamos, mas você tem todo o direito de pensar dessa forma. O Conselho da Polícia Civil e o delegado que instruiu o PA também discordariam de você. Aguarde algumas horas e você saberá por que.

    • Leonardo Varuzza

      25/05/2012 #20 Author

      Caro Mario,

      Acredito que você não tenha assistido o vídeo, pois ele mostra exatamento o contrário do que você diz, a escrivã diz a todo momento que aceita ser revistada, mas exige que isso seja feito por uma mulher, ela só reage, de maneira muito limitada pois estava algemada, contra o fato de ser despida na frente de homens.

      Outro ponto estranho é que você a chama de criminosa, nem agora e muito menos no momento da investigação ela havia sido condenada de nada, portanto ela não pode ser tratada como criminosa, e mesmo se fosse uma criminosa, ainda assim as leis do país não permitem que uma criminosa seja despida a força na frente de homens.

      Fico pensando em que país o senhor vive para achar que qualquer um dos fatos mostrados no vídeo se justifiquem.

      Por fim, o vídeo não mostra nenhuma prova contra a acusada. Eu vejo ele tirando a roupa dela a força, e depois uma notas aparecendo na mão do delegado, eu não sei porque não se preocuparam em mostra que o dinheiro estava com a acusada.

    • Airton

      25/05/2012 #21 Author

      Qual seria o retardamento da diligência ?
      Ele iria a Paris , buscar uma policial feminina ( e no vídeo quando da recusa de despir na frente dos homens , há uma PM feminina ) ?

    • Marcelo G

      26/05/2012 #22 Author

      O vídeo é repulsivo. Se ela errou, deve ser julgada. Todos somos passíveis de erros e temos direito a um julgamento e pena justos. Pagamos pelos nossos crimes (os descritos em códigos ou não) e seguimos nossas erráticas vidas.
      Essa moça não teve nem essa chance – a de ser julgada e pagar pelo seu suposto crime segundo as regras do Estado Democrático e de Direito.
      Infelizmente, ainda existem países como o Paquistão, aonde funcionam tribunais informais em que mulheres podem ser condenadas a penas como estupros coletivos. A grande maioria se suicida após essa tortura inimaginável.
      Não é exagero dizer pelas imagens que essa moça foi vítima de violência sexual. Não houve o ato em si, é verdade, mas a humilhação, impossibilidade de defesa e coação psicológica estavam presentes.
      Ela não se negou a ser revistada em nenhum momento. Ela só implorou desesperadamente para que o ato fosse conduzido por uma mulher.
      Pannunzio, virei fã do seu blog há algum tempo e costumo deixar meus comentários nos assuntos de política. Tomei conhecimento do caso da Vanessa por você e, ao ver o vídeo, consegui compreender perfeitamente os sentimentos que te movem.
      Tenho certeza que a Vanessa vai dar continuidade à vida dela, independente do resultado do julgamento e de qualquer erro que tenha cometido na condição falível de ser humano. Vai criar seu filho e superar esses traumas.

      Parabéns por defender alguém tão indefesa e “sem importância”.

      Abs
      Marcelo

    • Alex

      26/05/2012 #23 Author

      Absurda a colocação do Mario, que coisa..

    • Pimenta

      29/05/2012 #24 Author

      Absurdo por que?

      Nesses tempos politicamente corretos é bacana ser contra a polícia. Isso até você precisar dela, não é mesmo?

      Eu defendo rigor para quem comete crime. Não importa se é homem, mulher, preto ou branco, rico ou pobre. Se for agente público mais rigor ainda.

      Houve excesso? Sim , houve.

      Houve concussão? Parece que isso se tornou um detalhe menor, não é mesmo?

      Pimenta

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