O ex-deputado Luiz antônio Medeiros, que aparece negociando propina com o contrabandista Law Kin Chong em vídeo divulgado pelo Blog do Pannunzio esta semana,...

O ex-deputado Luiz antônio Medeiros, que aparece negociando propina com o contrabandista Law Kin Chong em vídeo divulgado pelo Blog do Pannunzio esta semana, nega que tenha tentado extorquir o comerciante. O video foi editado pelos advogados de Law e contém trechos de cenas que serviram como prova no processo que culminou com a condenação do contrabandista.

O ex-parlamentar, que presidia a CPI da Pirataria, afirmou que a exibição do video tem sido recorrente ao longo dos últimos anos. “Advogados de Law tentaram entregar a gravação a vários órgãos de imprensa. Saiu no Estadão e na Revista Isto É há quatro ou cinco anos”, disse ele por telefone.

Medeiros contou que o equipamento que registrou a conversa entre ele e o contrabandista estava afixado em seu próprio corpo. “Era óbvio que eu sabia que estava sendo gravado”, afirmou. Segundo ele, a gravação foi autorizada pelo juiz federal Hélio Egídio e acompanhada pelo Procurador Pedro Barbosa. “Sabíamos que ele ia tentar nos comprar porque ele compra todo mundo — juízes, delegados, jornalistas. Aí o juiz autorizou a coleta das provas”.

Confrontado com a afirmação de que aquela era uma cena clássica de extorsão — é ele quem estabelece o preço do suborno, as condições de pagamento e indaga o que o contrabandista queria em contrapartida — o ex-presidente da CPI da Pirataria foi assertivo: “eu simulei!”.

A simulação, segundo ele, era a única maneira de colocar Law Kin Chong na cadeia. “Ele é um corruptor contumaz. Por isso eu gavei e simulei”, disse o ex-parlamentar.

Indaguei se ele sabia que estava produzindo uma prova contaminada, um flagrante preparado, que é expressamente proibido por súmula vinculante, que poderia ser invalidada posteriormente. “Era a única maneira de mandar o Law pra cadeia”, respondeu ele, complementando que “o STF abriu um processo para investigar a denúncia de extorsão (de Law contra ele)  e me absolveu”.

Mas por que um parlamentar federal se prestaria a esse papel, simulando uma extorsão? De novo, a resposta é a idêntica: “era a única forma de mandar aquele safado pra cadeia!”

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