Está chato, entediante e sem sentido o depoimento da ex-leoa Lina Vieira à Comissão de Constituição e Justiça. Não tenho dúvida de que ela...

Está chato, entediante e sem sentido o depoimento da ex-leoa Lina Vieira à Comissão de Constituição e Justiça. Não tenho dúvida de que ela fala a verdade quando reafirma que houve o tal encontro com a ministra Dilma Roussef. Mas o mérito do pedido foi enfraquecido pela própria Lina, que disse não ter se sentido pressionada pela chefe da Casa Civil.

Ela confirmou que não houve anotações na agenda oficial sobre o tal encontro e não se lembrou da data em que teria ido ao Planalto. Admitiu que pode haver alguma anotação na sua agenda privada, que estaria numa das caixas que levam sua mudança para o RN. Não foi, portanto, apresentada.

Lina diz que não precisa da agenda para atestar a verdade. É verdade. É uma mulher séria e seu depoimento parece consistente e verossímil, embora incompleto.

Outro ponto que tirou a força desse depoimento foi a revelação de que a justiça federal já havia determinado à Receita que desse celeridade ao processo contra Fernando Sarney. A palavra “agilizar” está sendo usada com um sentido pelo governo, outro pela oposição. Mas obviamente não significa “intimidação”, “pressão” ou qualquer outra coisa parecida.

O assunto, agora, parece se resumir ao fato de ter suscitado um desmentido da ministra Dilma Roussef. Se ela pudesse antever o fiasco desse depoimento, talvez não tivesse se empenhado tanto em desmentir o que realmente parece ter acontecido.

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