A Câmara analisa, logo mais, em audiência pública, o primeiro dos negócios fechados com os franceses em defesa militar: a compra de submarinos convencionais...

A Câmara analisa, logo mais, em audiência pública, o primeiro dos negócios fechados com os franceses em defesa militar: a compra de submarinos convencionais (movidos a diesel-elétricos), modelo Skorpène, por quase 7 bilhões de Euros (cerca de R$ 19 milhões). Deputados torcem o nariz para a suposta preferência do Ministério da Defesa – leia-se o ministro Nelson Jobim – pelos produtos militares franceses. Além dos submarinos, aviões caças fariam parte do pacote com a França, mas esse último acordo ainda não foi sacramentado.

O negócio dos submarinos inclui quatro modelos convencionais da embarcação, um casco – que receberia um reator nuclear a ser desenvolvido pelo Brasil – e a construção de um estaleiro e uma base naval no litoral fluminense. Para apimentar a polêmica, por decisão da empresa naval francesa DCNS, a empreiteira Odebrecht será responsável pela construção da estrutura naval, sem licitação.

A intenção do deputado Júlio Delgado (PSB-MG), autor do requerimento para a audiência pública, é discutir, mais do que a própria necessidade do acordo, a inclinação do Ministério da Defesa para negócios militares com a França. No caso do submarino, uma companhia alemã disputava o negócio. Já na concorrência dos caças, a americana Boeing e a sueca Saab estão no páreo contra a francesa Dassault.

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