Sem a presença de representantes do Ministério da Defesa, ficaram no vazio as várias críticas contra o acordo com a França para aquisição de...

Sem a presença de representantes do Ministério da Defesa, ficaram no vazio as várias críticas contra o acordo com a França para aquisição de submarinos franceses. A audiência pública havia solicitado o comparecimento de Nelson Jobim e do comandante da Marinha, almirante Moura Neto. O ministro declinou do convite por problemas na agenda. Já Moura Neto, recusou a ida à Câmara para falar do negócio, pois a decisão sobre a compra dos submarinos Scorpène teria caráter político e não técnico. Às indagações e críticas levantadas pela Comissão de Defesa Nacional, apenas uma nota, enviada pela Marinha.

O negócio gira em torno da compra de quatro submarinos convencionais (movidos a diesel-elétricos), um casco para abrigar a futura embarcação nuclear brasileira, e a construção de estaleiro e base naval no litoral fluminense. O pacote custaria 7 bilhões de Euros ao Brasil e é criticado com veemência por parlamentares, por um único motivo: O submarino convencional Scorpène é obsoleto, inferior e mais caro – em cerca de 100 milhões de Euros – do que o alemão IKL 214.

Com tantos “atrativos”, os Scorpène foram empurrados ao Brasil como contrapartida na venda do casco para a construção do submarino nuclear brasileiro, base e estaleiro. Para os deputados, o acordo saiu muito caro, já que o Brasil é quem ficará responsável pela construção do reator nuclear da embarcação – prevista para 2021.

A Marinha alega que apenas seis países no mundo detém a tecnologia de submarinos nucleares: Inglaterra, Estados Unidos, China, Rússia, Índia e França. Desses, apenas os franceses aceitaram transferir parte da tecnologia. A Alemanha, tida como melhor produtora de submarinos a Diesel-elétricos do mundo, não produz os do tipo nuclear e, por isso, também ficou de fora do negócio pelas embarcações convencionais.

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