Reinaldo Azevedo “Como é de conhecimento do mundo mineral, quem fez a VEJA, quando podia ser lida, foi o Mino Carta. O Robert(o) ...

Reinaldo Azevedo

“Como é de conhecimento do mundo mineral, quem fez a VEJA, quando podia ser lida, foi o Mino Carta. O Robert(o) [Civita] lia a Veja na segunda feira, depois de impressa, porque o Mino não deixava ele dar palpite ANTES de a revista rodar.”

A afirmação acima é de Paulo Henrique Amorim, amigo de Mino Carta, e, surpreendentemente, trata-se de uma verdade. Mino, com efeito, fazia o que achava melhor. Seu patrão só ficava sabendo na segunda-feira. A sua ditadura unipessoal na revista acabou no começo de 1976. A ditadura no Brasil ainda duraria muito tempo.

Pois bem, as novas gerações, especialmente os jovens estudantes de jornalismo, que hoje eventualmente leem e ouvem Mino Carta conhecem pouco da história da profissão. Não raro, seus professores se ocupam de proselitismo ideológico raso e não incentivam a pesquisa. O material que destaco abaixo é público. Está no arquivo digital da VEJA.

Na revista de 1º de abril de 1970, Mino decidiu fazer um balanço dos seis anos de poder militar no Brasil. A longa reportagem, com texto final de Elio Gaspari e Luís Adolfo Pinheiro, era apresentada num editorial assinado pelo então diretor de redação. Outros podem ter cantado as glórias do regime militar, mas ninguém como Mino. Outros podem ter enxergado virtudes no poder de farda. Mas ninguém como Mino. Outros podem ter coberto os chamados “setores castrenses” de elogios e mimos. Mas ninguém como Mino. Segue o seu editorial na íntegra. Comento depois.

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Voltei
A essa altura, imagino muitos jovens “progressistas” mais irados que menino cagado, como se diz nos Pampas. Sim, este Robespierre da “imprensa nativa”, como ele costuma se referir aos demais veículos de imprensa, achava que os militares “surgiram como o único antídoto de seguro efeito contra a subversão e a corrupção, nascidas e criadas à sombra dos erros voluntários e involuntários dos líderes civis”. Como vocês sabem, o “direitista Reinaldo Azevedo”, o Judas pronto a ser malhado pela esquerdopatia de salão, jamais escreveu ou escreveria algo parecido. Como não sou demagogo nem estúpido e prezo o estado de direito, não tento enganar incautos pregando, por exemplo, a revisão da Lei de Anistia.

Quando publiquei um outro texto demonstrando a verdadeira pena de Mino Carta, alguns tentaram ensaiar uma defesa: “Não foi ele que escreveu! Era a revista!” Errado! O que vai acima é um texto assinado. Ele, sim! Aquele que mandava em VEJA e não permitia pitaco de patrão. Mino não precisava que ninguém o forçasse a lustrar as botas do quartel. Ele o fazia por conta própria, por gosto, por vocação,  pela vontade de servir.

Mino ia longe. Enxergava o que ninguém mais alto do que ele conseguia enxergar. Leiam lá o que diz sobre os governos de farda: “E, enquanto cuidavam de pôr a casa em ordem, tiveram de começar a preparar o país, a pátria amada, para sair de sua humilhante condição de subdesenvolvimento”.

Sabem o que é mais fabuloso? Mino continua fanaticamente governista hoje, como sabem. A razão supostamente nobre que pretexta para ter aderido ao lulo-petismo é justamente a dita luta do ApeDELTA para tirar o país do… subdesenvolvimento!!! Já naquele tempo, como se nota, ele tinha esse estilo que eu definiria como “contestação a favor do poder”.

A reportagem
A reportagem a que ele se refere, com texto final de Elio Gaspari e Luís Adolfo Pinheiro, também é um primor. Ali já se percebe a semente de um estilo que renderia muitas metáforas a um deles: assim como Lula é, nos dias hodiernos, o homem “do andar de baixo” que veio dar lições “ao andar de cima”, naqueles dias, esse papel era reservado aos militares. Querem ver?

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Entenderam? Era “a revolução que legitimava o Parlamento, não o Parlamento que legitimava a revolução”. Os militares perceberam, como se informa acima, que as intenções ideológicas dos políticos são sempre “escorregadias”. Huuummm… Não deixa de ter lá a sua verdade. Quando vejo alguns áulicos de hoje a demonizar a oposição, noto que o sestro é antigo. Este outro trecho da reportagem é de uma fabulosa eloquência.

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Ali se mostra o danado esforço dos militares para construir uma “nova estrutura política, econômica e social para o país”, sem transigir com os “antigos inimigos”, a saber: “a corrupção e a subversão”. Mino Carta e seus rapazes saúdam o fato de que, finalmente, existe uma política sem políticos — nem mesmo aqueles que apoiaram inicialmente o golpe. Não se trata apenas de uma reportagem exaltando o poder militar. Trata-se um texto em favor da linha dura. Mino, como se sabe, é sempre muito convicto. As ideias ficarão ainda mais claras no trecho que segue. Notem que a tarefa dos militares é criar o desenvolvimento. E não estão para brincadeira, não! Trata-se de gente séria, competente e trabalhadora — não aquela bagunça do governo civil.

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Mino, Gaspari e a turma estavam empenhados em demonstrar que, finalmente, havia gente de outra natureza no poder, muito distante da vigarice civil e da baderna protagonizada por reles políticos. Estes, parece, eram talhados para se servir do poder — os outros, ao contrário, eram educados para servir. Que falem por si. Não precisam do meu auxílio. As duas imagens devem ser lidas na sequência.

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É claro que há, sim, verdades no que vai acima quanto à formação e ao espírito dos militares. A questão é saber se seu lugar é o governo. E me parece certo que não. Assim como tenho a certeza de que também não é lugar de larápios, de aproveitadores e de candidatos a caudilho. E, se restou alguma dúvida quanto aos propósitos do editorial de Mino Carta e da matéria feita sob o seu comando e a sua inspiração, o último parágrafo é de um eloquência acachapante. Leiam. Volto para encerrar.

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Pois é… A gente nota os “velhos progressistas de esquerda de hoje” já em estado larvar naqueles entusiastas do regime, não é? Afinal, os militares eram “sensíveis aos problemas” nacionais porque oriundos das “camadas mais pobres da sociedade”. Isso deve explicar a paixão  pelo ApeDELTA. Golpe? Nada disso! A gente aprende lendo o texto que “a classe política se dividiu e naufragou por suas próprias limitações”. Quando os militares decidissem entregar o cargo, haveria de ser a uma “classe política renovada”.

Uau!!!

Encerrando
Os jornalistas, o jornalismo e as empresas de comunicação retratam o poder: noticiam, analisam, opinam… Mas têm de ter claro que não são — NEM DEVEM SER — o poder. É evidente que a imprensa estava sob severa censura em 1970, mas, já escrevi aqui, se era proibido criticar, não era obrigatório elogiar. Especialmente com essa ênfase e com argumentos saídos da mais profunda convicção antidemocrática.

Mino Carta se sentia a voz do poder em 1970 e se sente a voz do poder em 2012. No passado, ele desqualificava os políticos — consumidos por suas ambições e limitações. Nos dias de hoje, os adversários dos “representantes das camadas mais pobres” são as forças de oposição e, claro, a “imprensa nativa”, que ele adora satanizar. Sentia-se poder antes. Sente-se poder agora. Ocorre que, para vestir esse figurino, precisa inventar para si mesmo um passado de contestação, falso como nota de R$ 3. Alguém poderia dizer que não mudou tanto assim. Hoje como antes, sempre aos pés do poder. Hoje como antes, de braços dados com o autoritarismo.

Lamento desfazer as ilusões de alguns moços, pobres moços! Mas também eles têm o direito de saber o que eu sei. Sim, sim, há muitos outros “pogreçista” que cantaram as glórias do regime militar. O trabalho da minha Comissão Particular da Verdade mal começou.

Comentários

  • Vivi

    02/06/2012 #1 Author

    Pannunzio, só tive estômago para ler os quatro primeiros recortes (isso, devido à “fonte de origem” da postagem, você sabe…).
    Lendo atentamente, percebi uma certa ironia, ora uma constatação factual, entremeada de adjetivos – e adjetivos não são sempre elogiosos, eles apenas qualificam.
    Sabe do que me lembrou? Daquela propaganda da Folha, famosa, em que o narrador enumera fatos e aos poucos vai se formando a figura do Hitler. Lá se apontavam fatos, atitudes, que passavam uma imagem positiva, e ao surgir a figura do ditador alemão você se surpreende, pois parece inimaginável que qualquer coisa boa ou positiva pudesse ter ocorrido naquela época.
    O que li nos textos do Mino foram verdades factuais, informações objetivas – magistralmente redigidas, devo acrescentar. Mino trabalha as palavras magnificamente.
    Mais um texto de RA desconstruído…

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  • PAulus

    01/06/2012 #2 Author

    Se paulo Henrique amorim afirmou em seu artigo que mino carta não aceitava a intromissão de roberto civita no editorial da veja, é porque ouviu isto de sua própria boca, até porque os dois são amigos. No entanto, tal constatação não quer dizer que roberto civita estava submetido ao mino, expõe tão somente que os dois comungavam da mesma posição politica. O senhor jotavê, na ansia de defender que o outrora defensor da ditadura fazia isso porque seu patrão lhe ordenara, e negar que sua intensão era esta, expõe claramente seu amor ao governo petista e o ódio costumaz que estes vagamundos nutrem contra a revista veja.

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  • Marcelo

    01/06/2012 #3 Author

    Fábio, vc já tinha feito pioneiramente esse trabalho de desmistificação dessa turma (MC, PHA e afins) da esfera estatal. Foi inclusive o motivo que me trouxe ao blog.

    Eu entendo que reproduzir aqui Reinaldo Azevedo aqui é abrir uma porta um tanto sinistra — e desnecessária, visto o escrito acima. É uma marca indelével. Daqui a pouco vamos ter de nos deparar artigos de com Emir Sader, pela lógica do equilíbrio.

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  • Ronaldo T

    01/06/2012 #4 Author

    Uai, vamos separar as coisas.

    Que o Civita concordava com o que era editado, ah, não temos a menor dúvida. Ele, na segunda, ao ler a revista poderia demitir o responsável pelo publicado no fim de semana.
    O tal Mino Carta não era obrigado a escrever o que escreveu: era livre para pegar o boné e se mandar.

    Mas a verdade é que o Roberto Civita precisava de um editor que soubesse acariciar com sinceridade e volúpia os países baixos dos militares. Os textos da época mostrados pelo RA mostram alguém imbuído desse espírito. E é isso que hoje estamos questionando: esse jornalista que naquela época colocava os louros em quem combatia os subversivos que estão hoje no poder e que ele os bajula com a mesma ou maior sinceridade.
    Oportunismo puro e simples, claríssimo, em estado bruto, não é nem necessário lapidar. Para defende-lo é mesmo necessário muito progre(?)ismo. A interrogação é porque não sei a palavra é escrita neste caso com um ou dois cifrões.

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  • Elias Aredes Junior

    01/06/2012 #5 Author

    Pannunzio:
    Sinceramente, eu quero entender alguns conceitos. Em primeiro lugar, deixo claro: a reportagem é sim um reflexo de decepção na carreira de Mino Carta. Tudo bem, estamos de acordo. Agora, me diga: o que a democracia, o Estado de Direito, a liberdade de opinião ganha com esses ataques gratuitos e De ambos os lados? O que ganhamos ao ver você criticar ferozmente Mino Carta? O que existe de positivo o Reinaldo Azevedo criticar Deus e o mundo e se eleger uma pessoa perfeita? O que ganha a democracia com as criticas feitas pelo próprio Mino Carta, Luis Nassif, Paulo Henrique Amorim direcionado a outros colegas de profissão?
    Sinceramente, o que desejaria é que todos vocês conduzissem discussões sobre o nivel do jornalismo político no Brasil…Ou sobre o nível dos próprios políticos… Encontrar maneiras de aprimorar o nosso texto, o nosso conteúdo, que sabemos encontra-se muito aquém do ideal. Você é mais experimentado do que eu e sabe que estamos muito atrás da imprensa norte-americana e européia. Fato.Uma imprensa de qualidade fiscaliza melhor. Sinto muito, se os políticos deitam e rolam é porque também a imprensa ainda deixa muito a desejar.
    Olha, de maneira respeitosa te digo: você diz que respeita a opinião de todos os leitores, mas faz referencias jocosas, depreciativas às pessoas que acreditam no Mino Carta. Pergunto: e dai? Essas pessoas não tem direito em acreditar nas ideias de Mino? Tá, essas pessoas são malas…Ué, custa deletar, esquecer? Se essas pessoas são cegas pelo fanatismo, azar o delas. O que não dá é ficar fazendo acerto de contas como se existissem jornalistas santos e endemoniados. Nada disso! O que existe é jornalista que combina mais com nosso especto ideológico. Eu por exemplo, não gosto da postura do Ricardo Noblat e da Miriam Leitão. O que faço? Não leio e nem acompanho. Simples assim.
    Sou jornalista formado há 18 anos. Tenho orgulho da profissão que exerço. Não sou rico, milionário, jamais morei em Brasilia, e nem tive carro importado. Sou um humilde reporter esportivo em um jornal do interior do Estado de São Paulo. Não sou repórter de grife. Nem ostento fama e talento. Mas fico entristecido quando vejo que aquelas pessoas que deveriam servir como espelho aos mais jovens ficam envolvidos em uma batalha feroz, em que o interessante não é colaborar para a construção de um jornalismo brasileiro de melhor qualidade, mas simplesmente destruir o chamado inimigo.
    Não adoto essa questão de PIG, etc e tal porque sei que muitos coleguinhas, sejam residentes em Brasilia , São Paulo ou Rio de janeiro sofrem no dia a dia com infra-estrutura, na sua relação com as fontes…São problemas muito mais urgentes do que promoção de uma caça ás bruxas! Repito: Você tem direito de criticar ferozmente o Lula, eu tenho o direito de defendê-lo ou apoiá-lo e nós temos o dever de preservar a democracia de modo civilizado e por único motivo: nós temos o dever de reconhecer o valor de uma urna eletrônica. Conservador ou progressista, que os jornalistas brasileiros pensem neste conceito tão simples e necessário.

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    • Fábio Pannunzio

      01/06/2012 #6 Author

      O objetivo dos meus post é apenas o de revelar posições assumidas por esse grupo que hoje conspira contra a liberdade de expressão na imprensa formal. Esse grupo faz isso com dinheiro do contribuinte. Conspurca reputações e as instituições em benefício de um projeto político autoritário e tirânico. A origem disso foram as agressões perpetradas contra o nosso colega Heraldo Pereira, acintosamente qualifica como “negro de alma branca” por ter feito uma entrevista no JG com o Gilmar Mendes sobre os HCs concedidos a Daniel Dantas. Descer ao charco da injúria racial, fazer uso desse tipo de instrumento de constrangimento, é algo inconcebível para os meus padrões.

    • Arq

      01/06/2012 #7 Author

      A tah . Agora vai lá nos “progressistas” postar isso. Pq não passam de um monte de Pravdas. Sustentados com dinheiro do contribuinte. Veja também o nível dos comenterios e compare com os daqui. Não adianta vc tentar nivelar. A BESTA tem um nível muito inferior em qq quesito.

    • Big Head

      01/06/2012 #8 Author

      Li, reli e li novamente o comentário do Elias e não consegui achar o fio da meada. Ataques gratuitos, Elias? Colocar um jornalista diante de suas próprias ideias passadas seria um ataque? E gratuito? Poupe-me. O debate de ideias é sempre benvindo, este blog é o maior exemplo, ainda mais se levarmos em conta a notória vocação brasileira para o acomchambramento, que nos empurra na direção de um coro unanimista e parece querer tornar a divergência um acinte – em rodas de conversa as pessoas se desculpam por discordar do outro, já pensou? Não e não. Veja só a diferença, enquanto o RA e o Pannunzio “atacam” o Mino Carta publicando textos antigos seus (????), a revista do ítalo-brasileiro, que não sobreviveria sem a ajuda da papinha estatal, ataca virulentamente qualquer pessoa, jornalista ou não, que ouse criticar seus patrões. Pra não falar no nível dos ataques, estes sim, perpetrados por outros órgãos da Besta. O Pannunzio já está na alça de mira deles há um tempo e é alvo de injúrias impublicáveis. Elias, sigamos com o debate e se você se deparar com algum ataque que extrapole a exposição de contra-argumentos, denuncie. Mas querer dizer que publicar textos de um autor é um ataque gratuito é apelar à vitimização barata para fugir do que é salutar: o confronto de ideias através da exposição de argumentos.

    • Fábio Pannunzio

      01/06/2012 #9 Author

      Direto ao ponto, Big Head. É exatamente isso.

    • Elias Aredes Junior

      01/06/2012 #10 Author

      Pannunzio: O ponto que quero abordar é esse. Desculpe, não é questão de vitimização não. O que desejo falar é o principal: do mesmo jeito que acho condenavel o Mino Carta destilar criticar pra tudo quando é lado em relação a imprensa, também acho perda de tempo você usar o blog para dizer que ele no tempo da ditadura militar estava de joelhos aos milicos.
      Por favor, o que quero desejo de você e de todas as grifes do jornalismo brasileiro é a discussão de ideias e não de atos das pessoas. Temos que discutir que o nosso jornalismo é de qualidade, se ele tem defeitos, o que pode ser melhorado etc etc…
      Reafirmo: voto no PT, gosto do Lula não escondo de ninguém. Agora, se estou aqui, debatendo com vc (aliás, acho que nem deveria fazer isso, pelo meu tamanho e seu tamanho na história na imprensa brasileira, que é enorme) é porque acredito que seja qual for a nossa posição ideológica, a troca de ideias é o caminho para melhorar nossas instituições. Inclusive o jornalismo brasileiro. Desculpe se fui grosseiro em algum momento..

    • Fábio Pannunzio

      01/06/2012 #11 Author

      você não foi grosseiro, Elias.

    • Big Head

      01/06/2012 #12 Author

      “O que quero desejo de você e de todas as grifes do jornalismo brasileiro é a discussão de ideias e não de atos das pessoas”.

      Elias, os textos minocartianos revelados pelo Pannunzio não expõem atos do jornalista e sim suas ideias, não?

    • Big head

      01/06/2012 #13 Author

      Elias, desde quando revelar as ideias de alguém é atacá-lo gratuitamente? O Mino Carta, de sua confortável sinecura, pode atirar pra tudo quanto é lado, mas não pode nem ser alvo de sues próprios despropósitos? É isso? Poupe-me. Essa vitimização histérica tem um só escopo: tentar proteger o jornalista de si próprio. Ataques gratuitos e virulentos são aqueles perpetrados pela rede de difamação contratada a peso de ouro pelo governo para combater os críticos do regime, da qual o Mino Carta é um dos próceres. O Pannunzio já entrou na mira deles há algum tempo. Ali não se encontra argumentos, só leviandades, grosserias e boçalidades. Este blog aqui é uma prova de que o debate de ideias é mais do que salutar, é imperioso. A divergência respeitosa e argumentativa é sempre benvinda, ainda mais se levarmos em conta a notória vocação brasileira para o acomchambramento, para o coro unanimista. Muitas vezes, em nome da tal cordialidade, preferimos nos acotovelar no centrão, a ter que assumir posições mais fortes. Nada mais errado. Quando encontrares aqui algum ataque leviano, denuncie. Só não venha chamar de ataque gratuito expor as ideias de alguém. Isso não cola.

  • Sandra

    31/05/2012 #14 Author

    Esse tio rei é um câncer da blogosfera. Se é verdade o que ele fala sobre o sr. Mino Carta, isso só comprova que as pessoas mudam de opinião com o decorrer da vida (pior são os que passam pela vida sem perceber que estão indo para o caminho errado) , e também comprova que o Sr. Civita apoiava sim a ditadura , pois ele sabia o que estava sendo editado e não tomou nenhuma atitude.
    Estou usando este blog para dar minha opinião porque o tio rei
    tem o mata-burro.
    Sei que neste tem o mata-besta, mas vale a pena tentar.

    Responder

    • Fábio Pannunzio

      31/05/2012 #15 Author

      Passou raspando.

    • Sandra

      31/05/2012 #16 Author

      Grata

      Um abraço

    • Vivi

      31/05/2012 #17 Author

      Hahahahaha!!!!!

      Palmas pra Sandra!!!!!!!!

    • José Carlos

      31/05/2012 #18 Author

      Quáquáquá!!! É um câncer que consome os blogueiros financiados com dinheiro oficial…

    • Marcjaguar

      31/05/2012 #19 Author

      OK, Sandra….entao jah que a sua tese eh a de que as pessoas mudam suas opinioes, posturas, etc. ao longo da vida, vamos lah:

      o Reinaldo Azevedo foi membro de um grupo trotskista quando estava na escola, hoje ele abomina a esquerda —> mudou de opiniao, mudou a visao de mundo dele.
      Voce afirmar que “se o que ele diz sobre o sr Mino Carta eh verdade” beira a leviandade, pois ele nao soh afirma como apresenta as provas. Alias, o arquivo digital da Veja tem acesso liberado, voce mesmo pode fazer a consulta e constatar que o que o RA diz eh verdade.
      Se isso nao for o suficiente para convence-la vamos partir para a tese do Groucho Marx novamente….

      o Robeto Civita apoiava a ditadura militar enquanto ela existiu, hoje en dia o Roberto Civita ataca o governo e gracas as denuncias publicadas na Veja um monte de desmandos com o dinheiro publico veio a tona, entre outros, o mensalao, a corrupcao nos diversos ministerios, etc, etc, ou seja —> o Roberto Civita mudou de opiniao, mudou a visao de mundo dele.

      O Mino Carta elogiava o governo militar quando trabalhava na Veja porque isso lhe garantia a permanencia no emprego naquela epoca e hoje em dia ele continua falando bem do governo para garantir o patrocinio das estatais a revista da qual eh o proprietario —> mudou de opiniao?? mudou a visao de mundo dele??. Era um jornalista chapa-branca na epoca da ditadura e continua um jornalista chapa-branca agora.

      Falar mal do Reinaldo Azevedo eh facil, dificil eh ter argumentos para constesta-lo.

      Forte abraco, Pannunzio! 😀

    • Mario

      31/05/2012 #20 Author

      Quem se apresenta como um câncer, Sandra, é o Paulo Henrique Amorim e outros “jornalistas” que recebem dinheiro público ilegalmente. O Reinaldo Azevedo apresenta-se como um sujeito decente, honrando sua função de jornalista. Nunca li um texto dele em que ele não tenha sido sincero ou não tenha escrito em razão de suas convicções.

      Acho que o Pannunzio errou ao publicar nesse post o seu comentário e outros que ferem- sem fundamento algum – a honra de um cidadão.

      Mario.

    • PAulus

      01/06/2012 #21 Author

      O Reinaldo Azevedo está longe de ser um câncer da blogosfera brasileira. Alias, é a luz que resta junto com alguns outros jornalistas e analistas de um jornalismo inseto, sério, que busca a verdade dos fatos acima de interesseis pessoais e financeiros . O verdadeiro câncer da blogosfera, na verdade, são os blogs e sites financiados pelo governo , cuja máxima se resume a mentir atacar e desinformar sem o mínimo de escrúpulo e repeito. Quanto a outrora ferrenha defesa do senhor Mino Carta a ditadura, apenas comprova que ele é um demagogo e oportunista incapaz de por suas ideias acima das ambições pessoais, não passando assim de um homem medíocre, que dança conforme a musica, ou melhor, o governo vigente.

  • Marcjaguar

    31/05/2012 #22 Author

    Caro Pannunzio

    Chega a ser hilaria a postura do comentarista Jotave, que insiste na tese de Groucho Marx, segundo a qual o marido ao ser pego em flagrante de adulterio, pergunta p/ a esposa: “voce vai acreditar no que eu digo ou no que voce estah vendo?”

    Tah bom….entao o Civita poderia demitir o Mino Carta caso fosse publicada alguma coisa que contrariasse a sua opiniao como dono da Veja, mas serah que ele colocava uma faca na garganta do Mino (usando a mesma comparacao grotesca) quando este estava montando o editorial da revista e dizia assim: “voce vai ter que arrumar um jeito de elogiar o regime militar ou entao eu demito voce!”….Ah! Tem doh, neh!
    O Mino lambia as botas dos milicos por opcao, por gosto, por vontade propria, porque lhe era oportuno agir daquela maneira….ele nao mudou…continua o mesmo….adulando quem estah no poder a troco de patrocinio, de grana para a revista da qual eh proprietario hoje em dia.

    Essa galera do JEG e da BESTA sao tudo a mesma M.E.R.D…..(Midia Esquerdista Revoltada e Despeitada).

    Abracos, Pannunzio!

    Responder

    • Jotavê

      31/05/2012 #23 Author

      Não estou aqui defendendo Mino Carta. Pelas posturas que ele assumiu como jornalista, ele é responsável. O que definitivamente não faz sentido é, com base numa citação de Paulo Henrique Amorim, insinuar que o DONO da revista (seu patrão) não tinha nenhuma responsabilidade pelas coisas que a revista publicava. Isso é mentira. Simples assim.

  • Jotavê

    31/05/2012 #24 Author

    Paulo Henrique Amorim diz a verdade uma pinoia.

    Se Roberto Civita lia a revista Veja na segunda, depois de impressa, fazia isso porque queria. Poderia demitir Mino Carta enquanto mastigava um pão com manteiga se quisesse. Poderia modificar a linha editorial da revista por telefone. É dele e SÓ dele a responsabilidade pelo fato de a revista ter esta ou aquela cara. O que fazia Mino Carta, afinal de contas? Encostava-lhe uma faca na garganta? Ora, façam-me o favor.

    A postura DA FAMÍLIA CIVITA, neste particular, não era diferente da postura da família Frias, da família Bloch, da família Marinho. Comm exceção da família MESQUITA, todos apoiaram alegremente o governo Medici. Essa é que é a verdade.

    O puxa-saquismo descarado da matéria é de causar náuseas em qualquer um. E esse camarada ainda se pretende a reedição melhorada de Paulo Francis! Eu imagino o Francis fazendo de tudo, MENOS puxando o saco de patrão. Podia ser meio doido, e mesmo um farsante às vezes. Mas tinha altivez. Tinha independência. Tinha caráter.

    Que vergonha!!!

    Essa é a geração mais BOCÓ que o jornalismo brasileiro já produziu!

    Responder

    • Vinícius Jadyr

      31/05/2012 #25 Author

      Sr. Jotavê

      Já ouvi o Mino falar da postura do Estadão e foi aqui mesmo, num vídeo postado pelo Pannunzio. Não me chega a ser importante, mas como fica cada vez mais clara a sua “identificação” com o pensamento dessa estranha personagem, gostaria de perguntar se o senhor concorda com a assertiva do Mino (contida no mesmo vídeo) de que os únicos órgãos da grande imprensa que sofreram com a censura do governo militar foram Veja e Estadão? O senhor também acha que, no que respeita à censura, os outros membros do PIG reclamam de barriga cheia?

    • Jotavê

      31/05/2012 #26 Author

      Não vou ser leviano. Uma análise detalhada da postura de cada um desses órgãos diante da ditadura Medici (é disso que estamos falando – no governo Geisel, tudo muda) implicaria um estudo detalhado. Até a Rede Globo sofreu com a censura, o que não quer dizer que a Rede Globo fizesse oposição ao regime. Meu ponto é outro. Se quer acusar a revista Veja de ter aderido à ditadura, que acuse. Mas a responsabilidade é, antes de mais nada, do DONO da revista. Tirar da alça de mira a retaguarda da família do próprio patrão recorrendo a uma citação de Paulo Henrique Amorim é o ó do borogodó. Não dá. Que falta de compostura!

    • Vinícius Jadyr

      01/06/2012 #27 Author

      Jotavê

      A pergunta foi objetiva. Como você não tem nenhuma obrigação de responder, também não tenho o direito de reclamar da tergiversação.

    • Jotavê

      01/06/2012 #28 Author

      Para mim é uma surpresa, Jadyr. Mas é surpresa em relação àquilo que a memória me relata – memória daquilo que foi lido e digerido por um rapaz na faixa dos 15 anos. É surpresa em relação à memória de quem era o jornalista Mino Carta àquela época, sem dúvida, mas do que era a revista Veja, antes de mais nada. Seria leviano falar qualquer outra coisa além disso. Meu ponto, entretanto, é outro. O responsável pelo que a revista disse ou deixou de dizer é, em última instância, de Roberto Civita.

      Sua vez, agora, e sem tergiversar. Roberto Civita era responsável, ou não?

    • Vinícius Jadyr

      01/06/2012 #29 Author

      Não era o meu ponto, quando formulei a pergunta, mas respondo que sim, Civita era o responsável e o Mino Carta corresponsável. A não ser que o Mino, diferentemente do Paulo Francis, fosse um mero puxa-saco do patrão e servisse apenas para editorializar seus desejos. Apesar de estar, na época, como o senhor, na faixa dos 15 anos não considero essa afirmação leviana.

    • PAulus

      01/06/2012 #30 Author

      Os capachos dos blogs pertencentes a besta estão tão contaminados como o lixo publicado lá, que mau conseguem disfarçar sua real posição politica quando se prestam a defender seus integrantes. Este povinho fede a mil metros de distancia.

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