Seis policiais das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) envolvidos na ação que provocou a morte de seis suspeitos na noite de segunda-feira, na...

Seis policiais das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) envolvidos na ação que provocou a morte de seis suspeitos na noite de segunda-feira, na Penha, zona leste de São Paulo, foram colocados em liberdade na tarde desta quinta-feira, 31, depois de passar dois dias em prisão administrativa. Eles estão afastados do serviço de rua. Outros três que foram presos em flagrante pela execução de um dos suspeitos permanecem detidos no Presídio Militar Romão Gomes.

Segundo a Corregedoria da Polícia Militar, foram liberados na tarde desta quinta dois tenentes, um sargento, um cabo e dois soldados que participaram da ação ocorrida no estacionamento na Rua Osvaldo Sobreira, próximo ao Parque Tiquatira.

A prisão administrativa serviu para que eles não interferissem nas investigações.

Os dois tenentes foram detidos para que se apurasse se foram omissos ou prevaricaram em relação ao que foi feito pelo restante da tropa. Já os depoimentos do sargento, do cabo e dos dois soldados apresentavam inconsistências entre si, segundo a Corregedoria. Não foram divulgadas quais seriam as inconsistências.

Segundo o major Levi Félix, da Corregedoria, ainda não é possível afirmar se os policiais presos administrativamente têm alguma culpa. “O inquérito é que vai esclarecer o que aconteceu. Toda ação de confronto sempre é investigada”, disse.

Os seis seguem em liberdade até o fim do inquérito. “Eles agora deverão passar pelo Programa de Acompanhamento do Policial, destinado a quem se envolve em ocorrência com morte, e ficarão à disposição de suas unidades”, afirmou o major.

Afastamento. Os policiais ficam afastados do serviço de rua quando passam pelo programa. “Como ocorre com todos os que se envolvem em ocorrências com morte, eles só voltarão à rua quando estiverem em plenas condições emocionais. É temerário colocá-los em situações de risco como se nada tivesse acontecido”, disse o major.

A PM ainda vai analisar laudos e perícias para apurar a participação de cada um dos 24 policiais que, em seis viaturas, se envolveram na ação da última segunda.

Depois da abordagem da Rota na Penha, uma testemunha ligou para o 190 e relatou, em tempo real, a execução de um dos suspeitos na Rodovia Ayrton Senna, nas proximidades do Parque Ecológico do Tietê.

Estavam na viatura o sargento Carlos Aurélio Thomaz Nogueira, de 42 anos, o soldado Marcos Aparecido da Silva, de 37, e o cabo Levi Cosme da Silva Júnior, de 34, que foram presos em flagrante por homicídio doloso e continuam atrás das grades.

Cãibras. Câmeras mostraram a viatura parada no local. Um dos policiais alegou que parou ali para se exercitar porque estava com cãibras.

Segundo a Rota, uma denúncia feita diretamente ao quartel disse que um grupo de criminosos planejava, no estacionamento da Penha, o resgate de um preso do Centro de Detenção Provisória do Belém, também na zona leste. A PM diz que encontrou armas e drogas com os suspeitos – que seriam do Primeiro Comando da Capital – e foi recebida a tiros.

A Polícia Civil também conduz um inquérito para determinar o que aconteceu na noite da última segunda-feira. Já foram colhidas provas no local e recolhidas as armas dos policiais envolvidos. Nesta quinta também começaram a ser analisadas imagens dos prontos-socorros para onde foram levados os suspeitos.

Beba na fonte: Soltos 6 dos 9 PMs presos após mortes – saopaulo – saopaulo – Estadão.

Comentários

  • cleber silva dos santos

    03/06/2012 #1 Author

    Foi tudo armado nao teve denuncia nenhuma
    e detalhes os policias roubaram as camerasb de segurança

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  • Rosaly Silva

    01/06/2012 #2 Author

    O que não deve ser permitido é que esses policiais tenham poder sobre a vida das pessoas, de serem tribunais de execução, e então não são policiais e sim milícia. Eles deveriam ser exonerados e não afastados do serviço e sómente ser admitido o retorno se nada ficar comprovado contra eles, pois não é com dinheiro da população que serão sustentadas essas milícias. Já há algum tempo, o próprio Governador falou sobre isso, então porque não fazem o que falam?

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  • Emilson Werner

    01/06/2012 #3 Author

    Desculpe o comentário técnico, porém sou professor de Língua Portuguesa. O título está truncado. Ou está redundante, ou lhe falta uma vírgula. Sugestão: “Soltos, 6 dos 9 PMs presos após execução deixam a cadeia”. Ainda assim, acho uma manchete pesada e com argumentos demais. Assim, optaria por uma mais à moda dos 1980, uma manchete nominal, sem verbo: “Soltos 6 dos 9 PM presos após execução”. Que tal?

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    • Fábio Pannunzio

      01/06/2012 #4 Author

      Obrigado, Emilson, está truncado mesmo. Vou corrigir.

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