Mino Carta, em editorial da revista Carta Capital “Mino Carta é um chato, se pudesse reescreveria os Evangelhos. Inimigo do regime, Geisel o detestava,...

Mino Carta, em editorial da revista Carta Capital

“Mino Carta é um chato, se pudesse reescreveria os Evangelhos. Inimigo do regime, Geisel o detestava, mas não tinha rabo preso.” De um depoimento de João Baptista Figueiredo, gravado em 1988 durante um churrasco amigo e divulgado após a morte do último ditador da casta fardada.

No final de 1969, esta capa foi o maior desafio de Veja à ditadura, mas já a da primeira edição dera problemas

É do conhecimento até do mundo mineral que nunca escrevi uma única, escassa linha para louvar os torturadores da ditadura, estivessem eles a serviço da Operação Bandeirantes ou do DOI-Codi. Ou no Rio, na Barão de Mesquita. E nunca suspeitei que a esta altura da minha longa carreira jornalística me colheria a traçar as linhas acima. Meu desempenho é conhecido, meus comportamentos também. Mesmo assim, há quem se abale a inventar histórias a meu respeito. Alguém que, obviamente, fica abaixo do mundo mineral.

Não me faltaram detratores vida adentro, ninguém, contudo, conseguiu provar coisa alguma que me desabonasse. Os atuais superam-se. Um deles se diz jornalista, outro acadêmico. Pannunzio & Magnoli, binômio perfeito para uma dupla do picadeiro, na hipótese mais generosa de uma farsa cinematográfica. Esmeram-se para demonstrar exatamente o que soletro há tempo: a mídia nativa prima tanto por sua mediocridade técnica quanto por sua invejável capacidade de inventar, omitir e mentir.

Afirmam que no meu tempo de diretor de redação de Veja defendi a pena de morte contra “terrorristas”, além de enaltecer o excelente trabalho da Oban. Outro inquisidor se associa, colunista e blogueiro, de sobrenome Azevedo. E me aponta, além do já dito, como um singular profissional que não aceita interferência do patrão. Incrível: arrogo-me mandar mais do que o próprio. Normal que ele me escale para o seu auto de fé. O Brasil é o único país do meu conhecimento onde os profissionais chamam de colega o dono da casa.

Não há nas calúnias que me alvejam o mais pálido resquício de verdade factual. Os textos que me atribuem para baseá-las nascem de uma mistificação. Pinçados ao acaso e fora do contexto, um somente é de minha autoria e nada diz que me incrimine. E pouparei os leitores de disquisições sobre minha repulsa visceral, antes ainda que moral, à prisão sem mandado, à tortura e à pena de morte. Quando o Estadão foi pioneiro na publicação de um artigo assinado Magnoli, limitei-me a escrever um breve texto para o site de CartaCapital, destinado a contar a história de outra peça de humorismo, escrita em 1970 por um certo Lenildo Tabosa Pessoa, redator, vejam só, do Estadão, e intitulada O Senhor Demetrio. Ou seja, eu mesmo, marcado no batismo por nome tão pesado.

A bem de minha honra, Geisel me detestava. Foto: AE

Lenildo pretendia publicar seu texto no jornal, os patrões, Julio de Mesquita Neto e Ruy Mesquita, não deixaram. Surgiu em matéria paga o retrato de um hipócrita pretensamente refinado que, como Arlequim da política, servia ao mesmo tempo Máfia e Kremlin. O senhor Demetrio, de codinome Mino. Diga-se que Lenildo encontraria eco três anos depois no programa global de um facínora chamado Amaral Neto, também identificado como Amoral Nato, que repetia Lenildo no vídeo. Como se vê, tom e letra das calúnias estão sujeitos a mudanças ideológicas.

Ao negarem espaço nas páginas da sua responsabilidade à diatribe de Lenildo, os herdeiros do doutor Julinho quiseram respeitar a memória do meu pai, que trabalhou no Estadão por 16 anos, e meu honesto e leal desempenho na criação daEdição de Esporte e do Jornal da Tarde. O Estadão, evidentemente, não é mais o mesmo. Lenildo e Amaral Neto me tinham como perigoso subversivo de esquerda. Em compensação, hoje sou acusado de ter dirigido naquele mesmo 1970 uma Veja entregue “à bajulação, subserviência e propaganda da ditadura”. É espantoso, mas a semanal da Abril em 1970 era submetida à censura exercida na redação por militares. Eu gostaria de saber o que acham os senhores Pannunzio, Magnoli e Azevedo a respeito de quem na mídia brasileira se perfilava illo tempore ao lado da ditadura. Ou seja, quase todos.

E Arci, impávido, ofereceu a cabeça de Millôr Fernandes ao ministro Golbery. Fotos: Marcelo Carnaval e Manoel Amorim/Ag O Globo

Quem, de fato foi censurado? Os alternativos, então chamados nanicos, em peso, do Pasquim aOpinião, que depois se tornariaMovimento, sem exclusão de O São Paulo, o jornal da Cúria paulistana regida por dom Paulo Evaristo Arns. A Veja, primeiro por militares, depois por policiais civis no período Médici. Com Geisel, passou a ser censurada diariamente, de terça a sexta, nas dependências da Polícia Federal em São Paulo, e aos sábados, à época dia de fechamento, na própria residência de censores investidos do direito a um fim de semana aprazível. Enquanto isso, Geisel exigia que os alternativos submetessem seu material às tesouras censórias em Brasília, toda terça-feira.

Sim, o Estadão também foi censurado e com ele o Jornal da Tarde. A punição resultava de uma briga em família. O jornal apoiara o golpe, mas sonhava com a devolução do poder a um civil, desde que se chamasse Carlos Lacerda. Este não deixava por menos nas suas aventuras oníricas. O Estadão acabou sob censura, retirada contudo em janeiro de 1975, no quadro das celebrações do centenário do jornal. Carlos Lacerda foi cassado. Diga-se que ao Estadãopermitia-se preencher os espaços vagos deixados pelos cortes com versos de Camões, em geral bem escolhidos, e ao Jornal da Tarde com receitas de bolo, às vezes discutíveis. O resto da mídia não sofreu censura. Não era preciso.

Julio Neto e Ruy Mesquita não dariam espaço às calúnias de um tal de Magnoli. Fotos: Alfredo Fiaschi/AE e AE

Quando me chamam para fazer palestras em cursos de jornalismo, sempre me surpreendo ao verificar que o enredo que acabo de alinhavar é ignorado pelos alunos e por muitos professores. Acham que a censura foi ampla, geral e irrestrita. Meus críticos botões observam que me surpreendo à toa. Pois não se trata de futuros Pannunzios, Magnolis e Azevedos? No caso deste senhor Reinaldo, vale acentuar uma nossa específica diferença. Não me refiro ao fato de que eu reputo Antonio Gramsci um grande pensador, enquanto ele o define como terrorista. A questão é outra.

Ocorre que, ao trabalhar e ao fazer estágios na Europa, entendi de vez que patrão é patrão e empregado é empregado, e que para dirigir redações o profissional é chamado por causa de sua exclusiva competência. Ao contrário do que se dá no Brasil, por lá não há diretores por direito divino. Por isso, ao deixar o Jornal da Tarde para tomar o comando dos preparativos do lançamento de Veja, me senti em condições de exigir certas garantias.

No Estadão tivera um excelente relacionamento com a família Mesquita, fortalecido pela lembrança que cultivavam de meu pai, iniciador da reforma do jornal que Claudio Abramo aprofundou e completou. Gozei na casa então ainda do doutor Julinho, filho do fundador, de grande autonomia, aquela que facilitou a criação de um diário de estilo muito próprio, arrojado na diagramação, em busca de qualidade literária no texto. Estava claro, porém, que a linha política seria a da família. Com os Mesquita me dei muito bem, foram de longe meus melhores patrões, talvez os remanescentes não percebam que por eles tenho afeto, embora, saído doEstadão, não me preocupasse em mostrar que minhas ideias não coincidiam com as deles.

E Golbery, gélido, disse: “Eu não pedi a cabeça de ninguém, senhor Civita”. Foto: AE

Convidado finalmente pelos Civita para a empreitada de Veja, solicitei uma liberdade de ação diversa daquela de que gozara no Jornal da Tarde. Só aceitaria o convite se os donos da Abril, uma vez definida a fórmula da publicação, se portassem como leitores a cada edição, passível de discussão está claro, mas a posteriori, quer dizer, quando já nas bancas.

Pedido aceito. A primeira Veja, espécie de newsmagazine à brasileira, foi um fracasso. Além disso, já irritou os fardados por trazer na capa a foice e o martelo. A temperatura subiu com a segunda capa, a favor da Igreja politicamente engajada. A quinta, com a cobertura do congresso da UNE em Ibiúna, foi apreendida nas bancas. E também o foi aquela que celebrou a decretação do AI-5 no dia 13 de dezembro de 1968. Tempos difíceis. Mas a edição de mais nítido desafio aos algozes da ditadura é de mais ou menos um ano depois. A chamada de capa era simples e direta: “Torturas”, em letras de forma.

A história desta reportagem começou cerca de três meses antes, com uma investigação capilar conduzida por uma equipe de oito repórteres encabeçada por Raymundo Rodrigues Pereira. Foram levantados 150 casos, três deles nos detalhes mínimos. Emílio Garrastazu Médici acabava de ser escolhido para substituir a Junta Militar e pela pena do então coronel Octavio Costa acenava em discurso, pretensamente poético ao declinar a origem do novo ditador por dizê-lo vindo do Minuano, à necessidade do abrandamento da repressão. Raymundo e eu recorremos a um estratagema, e saímos com uma edição anódina para celebrar o vento gaúcho. Falávamos da posse, da composição do ministério, do discurso. Chamada de capa: “O Presidente Não Admite Torturas”.

Ofereço este número de Veja à aguda análise de Pannunzios, Magnolis, Azevedos e quejandos. (Nada a ver com queijo.) Bajulação e subserviência estão ali expostas da forma mais redonda. Naquele momento, a mídia foi atrás de Veja, e por três dias falou-se mais ou menos abertamente de tortura. Logo veio a proibição, que Veja ignorou. Na noite de sexta-feira a reportagem da equipe de Raymundo descia à gráfica para arrolar 150 irrefutáveis casos de tortura, dos quais três em detalhes. Ao mesmo tempo, eu mandava cortar os telefones da Abril para impedir ligações de quem pretendesse interferir, autoridades, patrões e intermediários. A edição foi apreendida nas bancas, e logo desembarcou na redação a censura dos militares.

Este sim, “nosso Trotski”, a Arci pediu minha cabeça e conseguiu. Foto: AE

Quando ouvi falar em distensão pela primeira vez, meados de 1972, pela boca do general Golbery, à época presidente da Dow Chemical no Brasil, pareceu-me possível alguma mudança na sucessão de Médici. De fato, Golbery, que vinha de conhecer, articulava na sombra a candidatura de Ernesto Geisel, títere sob medida para as suas artes de titereiro. Meados de 1973, assenta-se a candidatura obrigatória de Geisel. Alguns meses após, ministério em gestação, Golbery, futuro chefe da Casa Civil à revelia de Médici, me sugere uma conversa com o recém-convocado para a pasta da Justiça, Armando Falcão. Assunto: fim da censura em clima de distensão.

Conversei duas vezes com Falcão enquanto Roberto Civita entre janeiro e fevereiro de 1974 apontava em Hugh Hefner um notável filósofo da modernidade. Mal assumiu a pasta, dia 19 de março de 1974, Falcão chamou-me a Brasília para comunicar que a censura se ia naquele instante. Sublinhei: “Sem compromisso algum de nossa parte”. “Claro, claro”, proclamou, e me deu de presente seu livro de recente publicação, intitulado A Revolução Permanente. Mais tarde Golbery comentaria: “Falcão é o nosso Trotski”.

Três semanas após, a censura voltou, mais feroz do que antes. Duas reportagens causaram a costumeira irritação, fatal foi uma charge de Millôr Fernandes. Em revide, decretava-se que a censura seria executada em Brasília às terças-feiras. Fui visitar Golbery no dia seguinte, eu estava de veneta rebelde, levei meus dois filhos meninotes, e andei pela capital federal de limusine. No meu livro de próxima publicação, O Brasil, a sair pela Editora Record como O Castelo de Âmbar, descrevo assim a visita ao chefe da Casa Civil.

“A secretária do ministro, dona Lurdinha, senhora de modos caseiros, redonda rola sobre o carpete sem perder o sorriso, chega-se ao meu ouvido, murmura: “Veio também o senhor Roberto Civita, quer ser recebido mas não tem hora marcada”. Não deixo que o tempo se estique inutilmente, tomo a visão panorâmica da antessala e vejo Arci, entalado em uma poltrona com expressão perdida na paisagem da savana descortinada além das vidraças. “Que faz aqui?” E ouço meu próprio latido.
“Vici me contou que você viria, e eu gostaria…”
“Você não pediu audiência, não tem hora”, proclamo.

Ele insiste, à beira da imploração. O meu tom chama a atenção de Manuela e Gianni, encaram a cena sem entender o assunto, percebem porém que o pai está muito irritado, enquanto o outro tem jeito de pedinte. Lurdinha traz uma laranjada para as crianças e avisa que o general está à espera. Admito: “Você entra comigo, mas se compromete a não abrir a boca”. Ele promete.

Na conversa que se segue no gabinete da Casa Civil, o meu argumento é óbvio, Veja é uma revista semanal que encerra o trabalho na noite de sábado e vai às bancas às segundas-feiras, obrigá-la a submeter textos e fotos aos censores na terça significa inviabilizá-la. Pergunto a Golbery: “Os senhores pretendem que Veja simplesmente acabe?” Não, nada disso. “Então é preciso pôr em prática outro sistema.”

O chefe da Casa Civil entende e concorda. Diz: “Vá até o Ministério da Justiça, fale com Falcão, a Lurdinha já vai avisá-lo, diga a ele que vamos procurar uma saída até amanhã no máximo, a próxima edição tem de sair regularmente”.
Golbery fica de pé, hora da despedida. O general não conhecia o patrãozinho que até aquele momento cumpriu a promessa feita na antessala. E de supetão abre a boca: “General, se o senhor acha que devemos tomar alguma providência em relação ao Millôr Fernandes…”
Golbery fulminou-o: “Senhor Civita, não pedi a cabeça de ninguém”.

Poucos entenderam que o Minuano poderia despertar ciclones. Foto: Reprodução

Vici e Arci, ou seja, Victor Civita e Roberto Civita, assim se chamavam no castelo envidraçado à beira do Tietê, esgoto paulistano ao ar livre. Esse entrecho já o desenrolei em O Castelo de Âmbar sem merecer desmentido e o próprio Millôr o colocou no ar do seu blog logo após a publicação no final de 2000. Ao sair do gabinete de Golbery, eu disse a Roberto Civita “você é mesmo cretino”, como depois o definiria na conversa de despedida com o pai Victor, mas poderia dizer coisa muito pior. Quanto à minha saída da direção de Veja e de conselheiro board abriliano, descrevi o evento em editorial de poucas semanas atrás. Faço questão de salientar, apenas e ainda, que não fui demitido, e sim me demiti para não receber um único centavo das mãos de um Civita, nem que fosse a comissão pelo empréstimo de 50 milhões de dólares recebidos pela Abril da Caixa Econômica Federal, juntamente com o fim da censura, em troca da minha cabeça. A revista prontamente caiu nos braços do regime.

A partir daí, tive de inventar meus empregos para viver. Ou por outra, para viver com um salário infinitamente menor (insisto, infinitamente) do que aquele dos importantes da imprensa, e nem se fale daqueles da televisão. Ganham mais que os europeus e de muitos americanos. Em outro país, um jornalista com o meu passado não sofreria as calúnias de Pannunzios, Magnolis e Azevedos, e de vários que os precederam. Muito representativos de uma mídia que manipula, inventa, omite e mente. Observem os fatos e as mentiras da atualidade imediata, o caso criado pelo protagonismo de Gilmar Mendes e pela ferocidade delirante dos chapa-branca da casa-grande. Além do mais, há em tudo isso um traço profundo de infantilidade, um rasgo abissal, a provar o estágio primitivo da sociedade do privilégio, certa de que a senzala aplaude Dilma e Lula e mesmo assim se conforma, resignada, dentro dos seus habituais limites.

Os caluniadores são, antes de mais nada, covardes. Sentem as costas protegidas pela falta generalizada de memória, ou pela pronta inclinação ao esquecimento. Pela impunidade tradicional garantida por uma Justiça que não pune o rico e poderoso. Pelo respaldo do patrão comprometido com a manutenção do atraso em um país onde somente 36% da população conta com saneamento básico, e 50 mil pessoas morrem assassinadas ano após outro. Confiam no naufrágio da verdade factual, pela enésima vez, e que tudo acabe em pizza, como outrora se dizia, a começar pela CPI do Cachoeira e pela pantomima encenada por Gilmar Mendes. E que o tempo, vertiginoso e fulminante como sempre, se feche sobre os fatos, sobre mais uma grande vergonha, como o mar sobre um barco furado.

Comentários

  • gilberto santel

    16/08/2012 #1 Author

    Pode-se criticar retornados?Indagava a capa da revista ‘Isto É-Senhor” então dirigida por MC no início dos anos 1980.A matéria abordava a repercussão que tivera a reportagem sobre a tanguinha de crochê então usada porFernando Gabeira ícone da
    esquerda festiva àquela época de esplendor do esquerdismo mais acreditado no país.
    É o caso de se perguntar agora ao ínclito Mino:Pode-se criticar o governo petista sem ser rotulado de reacionário, direitista, conservador ou seja lá o que for depreciativo no sentido ideológico?Há acertos notáveis, na área social principalmente, nos últimos 10 anos.Contudo, a cobrança dos desvios da ética há que ser feito pelos meios de comunicação.Atrelados ou não ao governo.É um dever da imprensa.Seja ela governista ou de oposição.É o jornalismo salutar em sua essencia, que toda a sociedade brasileira espera ver praticado pelos jornalistas sérios e independentes.

    Responder

  • Gilberto Santel

    22/06/2012 #2 Author

    O Mino é um bom jornlista.Mas fez uma opção perigosa pelo engajamento chapa-branca.Quando comandava a”Isto É” que dizia-se ter dinheiro do Quércia na parada, ele admitia, mas sofismaticamente salvava o lado dele e do dono da editora, o Domingos Alzugaray.Não vejo inconveniente em um jornalista assumir ideologia, partidarismo, seja lá o que for, mas desde que também respeite os que divergem dele.Não pode ser chamado de reacionário, direitista, golpista e outros adjetivos assemelhados, quem apenas discorda ou critica o governo do PT.Isso é patrulhamento ideológico e em uma democracia de verdade as opiniões díspares engrandecem o debate político.É verdade que a Veja exerce um jornalismo até certo ponto faccioso, contrapondo-se(ou vice versa) à Carta Capital.

    Responder

  • Roland Brooks Cooke

    03/06/2012 #3 Author

    Myrian Elizabeth, o Mino Carta, vulgo “M.C.” dificilmente voltará a esse tema, espinhoso e constrangedor para o “neo-esquerdista”. Nem para confirmar, muito menos para desmentir. Aparentemente, ele bebeu da mesma fonte de “sabedoria” do Lula, que confrontado com certas afirmações, opta pela mistificação, temendo desdobramentos adicionais que poderiam, aí sim, arrastá-lo para as profundezas do mar dos mentirosos sem apelação. É provável que alguns daqueles textos que Mino Carta tenta transformar em apócrifos, 42 anos depois, não sejam mesmo da lavra dele, e sim de colaboradores, como o outro neo-apologista do petismo, Elio Gaspari. Não importa. O Mino era o responsável direto pelo que se publicava na revista, refutando até mesmo ingerência do Civita, como ele se orgulha de afirmar. Não pode se esconder atrás do biombo da censura, porque não é crível que a Polícia Federal da época se animasse a escrever editoriais para serem assinados por Diretores de Redação. Não, o Sr. Mino Carta pode tergiversar o quanto quiser, mas não pode fugir do passado. Faria melhor se o assumisse, e a seguir tivesse confessado um convertido tardio às causas da esquerda, coincidentemente quando a esquerda ganhou, primeiro a liberdade, depois o poder. Isso seria aceitável, na linha do afirmado por JK: “Não tenho compromisso com meus erros”. Eu entenderia isso. Mas, por favor, que não me venha o Mino Carta dizer que não era assim, que ele era um herói da resistência socialista e democrática. Até para contar lorotas, é preciso ter competência.

    Responder

  • myrian elizabeth

    03/06/2012 #4 Author

    O MC deve estar com vontade de vestir o fardão rsrsrs Esse texto pomposo, rebuscado de nada serve para esclarecer o leitor, muito pelo contrário, contribui para aumentar a confusão – o Panunzzio deve se lembrar dessa aula na Cásper né?
    Fica a pergunta: o que quis ele dizer, afinal?
    A impressão que me deixou é que não foi escrito para os leitores, mas tem um recado para alguém embutido nele.
    Na sua patética tentativa de “literatista”, obviamente o herói da história é ele; adorei a parte dos rebentos na sala do Golbery, a laranjada e principalmente a “humilhação” do Civita… muita gabolice para pouco espaço.
    Mais uma vez ele tenta esmagar os nativos em comparações que faz com a imprensa do mundo dito civilizado. Não cansa de nos lembrar suas raízes europeias, para nos mostrar como somos desprezíveis rsrsrrs
    Mas ficou faltando o principal, bem lembrado por Guca Domenico e Roland Brooks Cooke: quem afinal escreveu aqueles textos?
    Isso, Mino não explica e era só o que importava…

    Responder

  • Alexandre Fonseca

    02/06/2012 #5 Author

    Por alguma razão, lembrei do poema “Gaúcho” de Ascenso Ferreira:

    Riscando os cavalos!
    Tinindo as esporas!
    Través das cochilhas!
    Saí de meus pagos em louca arrancada!
    — Para que?
    — Pra nada!

    Responder

  • Zurzindo

    01/06/2012 #6 Author

    Pannunzio. O Mino esta chateado contigo. Sugiro dar-lhe abraço e um saquinho de balas Chita de presente. Aí o cabra anima de novo.

    Responder

  • Lets

    01/06/2012 #7 Author

    Pannunzio, não sei desde quando você começou a cortar comentários, mas imagino o porque, só que sem explicação pode parecer que a exemplo de outros blogueiros você o faz por discordar de convicções ideológicas, apesar de que a palavra BESTA é autoexplicativa.

    Responder

  • Robson de Oliveira

    01/06/2012 #9 Author

    Pois é Pannunzio. Existem “coisas” que certas pessoas não gostam ou não querem que sejam lembradas.
    Qual o problema? Digam que simplesmente mudaram de opinião!
    Dilma era a favor da discriminação do aborto, depois, mudou de idéia…que é que tem?
    Mino amava a ditadura, hoje detesta. É só publicar que antes estava errado, e hoje …. também!!!

    Lula amava os pobres. Hoje, são os empresários, banqueiros, e ditadores! Qual o problema? Também era contra a CPMF, hoje defende a todo custo seu retorno!!!

    Antes os petistas mais ásperos criticavam a Saúde Pública, já hoje, dizem estar a “beira da perfeição”!

    Se você é corinthiano hoje, qual o problema em amanhecer palmeirense?

    Marchar à frente, dar meia-volta e “avançar”, também é um tipo de “progressismo”!!!

    Abraços!

    Robson de Oliveira

    Responder

  • Henderson Sousa

    01/06/2012 #10 Author

    hahahahah. Mata-besta. hehehhehe

    Se vai excluir minha mensagem, sobracabado blogueiro, tire meu nome também, disperso que ficou, sem a devida mensagem. Não gosto dele sem minha permissão em monturos que tais. Saudações.

    Responder

  • Candango

    01/06/2012 #11 Author

    Finalmente…

    Finalmente alguém tem a coragem para trazer ao debate o passado de certas figuras que hoje exercem a PATRULHA IDEOLÓGICA como “nunca antes na história des’país”. Os Senhores MC e PHA devem saber que nem todos que viveram os anos duros do Regime Militar estão mortos ou desmemoriados. Há muito tempo esperava que alguém revolvesse a poeira que se assentou sobre seus escritos. Fui leitor da revista Veja naqueles tempos sombrios, e como simpatizante da Esquerda, quantas vezes tive que engolir a cusparada que desejava lançar na cara de pessoas como MC e seus auxiliares. Sei, por conhecer e me lembrar, que outros textos ainda estão a serem lembrados, como os que foram publicados quando das mortes de Marighella e Lamarca. Vou aguardar ansioso.
    Parabéns Pannunzio. Seu blog já é uma referência de jornalismo sério, pois não está vinculado a nenhum partido e a nenhum líder político (pelo menos por enquanto, e espero que continue assim). Você tem primado pela independência e pelo interesse público pela boa informação.

    Responder

  • Celso

    01/06/2012 #12 Author

    Seu comentário foi vetado porque não conseguiu passar pelo mata-BESTA eletrônico do blog.

    Responder

    • Rubens

      01/06/2012 #13 Author

      Pannunzio, conhecia-o da tv e conheci seu blog há pouco tempo. A coisa que mais me impressionou positivamente nele foi o espírito democrático. A despeito do seu claro posicionamento político, você acolhia e até respondia àqueles que discordavam de sua opinião. Só pessoas com espírito totalitário, eliminam as vozes dissonantes. Não entro em blogs como o do Paulo Henrique Amorim, Reinaldo Azevedo ou Augusto Nunes, justamente porque fazem censura ideológica. No entanto, frequento os blogs do Noblat, do Josias de Souza, do Ricardo Setti e do Azenha, porque neles há espaço para debate. Penso que o tal “mata-BESTA eletrônico” não condiz com o seu espírito democrático e matará o que o blog tem de melhor. Não se iguale aos totalitários de direita ou de esquerda. Ainda é tempo de repensar.

  • Henderson Sousa

    01/06/2012 #14 Author

    Seu comentário foi vetado porque não conseguiu passar pelo mata-BESTA eletrônico do blog.

    Responder

  • Jotavê

    01/06/2012 #15 Author

    Olhem… Hà alguma coisa muito estranha nessa história toda. É preciso esperar, ouvir as diversas partes, não bater o martelo antes da hora. Estão metendo até mesmo o Elio Gaspari nessa história. Alguma coisa está PROFUNDAMENTE errada nessa campanha de difamação.

    Calma…

    Responder

    • Mario

      01/06/2012 #16 Author

      O Jotavê poderia representar perfeitamente um marido traído em alguma peça do Nelson Rodrigues…

      “Calma aí, gente. Cautela! Talvez o sujeito estivesse apenas consertando a gaveta.”

      Por muito menos, o Jotavê sugeriu que o Reinaldo Azevedo não tinha caráter nem independência.

      Mario.

  • Alex

    01/06/2012 #17 Author

    Não tem nada a ver com o post, mas fui buscar lá embaixo pra deixar claro ao Mino e sua turma a diferença entre o Pannunzio e o Reynaldo Azevedo:

    “Segurança tucana continua um lixo”

    Vc jamais vai ler algo assim no blog do Reynaldo e do Augusto Nunes.

    Continuo com a minha opinião, o Pannunzio é o mais honesto desta turma toda, pau que bate em Chico no blog dele também bate em Francisco.

    Tem suas próprias posições políticas – como todo e qualquer cidadão que pretenda exercer sua cidadania – mas é o único deles todos que representa a massa. Entenda-se por massa os cidadãos que querem ver TODO MUNDO cobrado , e não só os que são daquele partido ou desse. Entenda-se por massa os que querem as algemas da lei em ‘cumpanheiros’ e ‘privateiros tucaneiros’, sem exceção ideológica.

    Responder

    • Fábio Pannunzio

      01/06/2012 #18 Author

      Obrigado, Alex. Fico honrado.

    • Vivi

      02/06/2012 #19 Author

      Mas falar do Serra, nem pensar, né, Pannunzio… kkkkkkk
      Tóóóiiimmmmm (alfinetada)

    • Alex

      02/06/2012 #20 Author

      Ele fala sim.

  • Jose Almeida

    01/06/2012 #21 Author

    Nenhum texto do Mino incomodou os militares? Tem pontos objetivos no texto, como a censura instalada na redação da Veja de terça a sexta, as revistas apreendidas em banca, a censura branda aos outros veiculos e alguns nem foram censurados. São dados históricos que dá pra compovar ou desmentir. Alguém se interessa?

    Responder

    • Airton

      01/06/2012 #22 Author

      Me lembro da censura no Estadão, no Jornal da Tarde , no Pasquim e no Opinião , e achei engraçado o Mino Carta reclamar das receitas de bolo publicadas no Jornal da Tarde no lugar de matérias censuradas . Será que ele queria fazer um curso de culinária lendo as receitas ?

  • Alex

    01/06/2012 #23 Author

    Mino sentiu o golpe. No fígado. E não explicou muito bem a coisa, até porque, explicar quem há de?

    Responder

  • Lucas

    01/06/2012 #24 Author

    Gostei da inauguração do “mata-BESTA eletrônico do blog”.
    Já não era sem tempo.
    Parabéns pela inovação Pannunzio!

    Responder

  • ALVESI

    01/06/2012 #25 Author

    … Não sei da vida do bonachão metido a galã mino carta, mas sei que a sua revista é um LIXO. Assinei a malfada por engano, durante dois anos, porque professores militantes do petismo sugeriram aos meus filhos que eles deviam ler carta capital para se prepararem para os vestibulares.
    Felizmente os meus filhos não se interessram pelo LIXO e eu e minha espôsa não consguiamos mais ler tanta babaquice e tanta ideologia esquedista a serviço do petê. Um dia mandei um e-mail para a malfada revistinha dizendo que aquilo só servia para ser distribuida em banheiros de rodoviária e banheiros de sindicatos deste paiz.
    Mas o mino carta percebeu que tinha um filão pela frente: fazer uma revista para um público cativo de esquerda com patrocínio de estatais e de governos, tais como: Correios, Banco do Brasil, Petrobrás, Caixa econômica Federal, etc……….

    Responder

  • Claudio Pires

    01/06/2012 #26 Author

    Muito bla, bla, bla para não provar nada. Eu li o que Veja escreveu então.
    Esse ser desprezível esta sempre pendurado nas partes íntimas dos que estão no poder, e como um carrapato muda de endereço sempre que o dono do poder muda.

    Responder

  • Sérgio

    01/06/2012 #27 Author

    Pra saber quem é Mino Carta, basta ler a Carta Capital. Ou tentar, já que é difícil chegar ao fim.

    Responder

  • Jacinto

    01/06/2012 #28 Author

    Achei especialmente comovente o trecho

    “Em outro país, um jornalista com o meu passado não sofreria as calúnias de Pannunzios, Magnolis e Azevedos, e de vários que os precederam”

    Sob certos aspectos, é verdade: em outro país, um cidadão com o passado do Mino Carta já teria sido descartado como jornalista sério, e não seria necessário denunciar e explicitar aos jovens seu passado, sua história, suas alianças; e especialmente, seu descompromisso com qualquer coisa parecida com credibilidade, honestidade, retidão.

    Em outro país, sua revista, não existiria. Em países sérios, publicidade de empresas estatais não são usadas como meio de pagamento de jornalistas que vendem seus artigos como um mascate ordinário.

    Responder

  • Fernando Polo

    01/06/2012 #29 Author

    Já diria o Millor.
    “Livre como um táxi “

    Responder

  • LUIS AUGUStO SIMON

    01/06/2012 #30 Author

    Se comentário foi vetado porque não conseguiu passar pelo mata-BESTA eletrônico do blog.

    Responder

  • carlos

    01/06/2012 #31 Author

    Pannunzio, lamento desaponta-lo. Você está num caminho estranho. Seu pessedebismo comprometerá seu profissionalismo. O Mino, merece respeito. Merece muito respeito.

    Responder

    • Fábio Pannunzio

      01/06/2012 #32 Author

      Onde foi que eu faltei ao respeito, amigão ? O texto é dele, eu apenas o resgatei.

  • Ramalho

    01/06/2012 #33 Author

    Mino Carta foi totalmente convincente, e demonstrou seu ponto completamente. Ademais, a história de realizações de Mino Carta vis-à-vis a de seus detratores desautoriza estes, que nada de útil fizeram na vida.

    Responder

    • Claudio Pires

      01/06/2012 #34 Author

      Vis a vis é muito sofisaticado, mas, eu vivi a época e li as Vejas e ele está MENTINDO e se eximindo da responsabilidade. Se dê ao trabalho de ler as Vejas da época e tire suas conclusões

  • Alexandre Fonseca

    01/06/2012 #35 Author

    Suspeito que algo profundo e definitivo tenha sido dito com esse texto, mas não consigo descobrir o quê.

    Responder

    • Vanessa

      01/06/2012 #36 Author

      Tive a mesma impressão …. mas devo admitir que não cosegui ler a lenga-lenga até o fim (mto cansativo)

  • Roland Brooks Cooke

    01/06/2012 #37 Author

    Caro Fábio, depois de ler a obra-prima de mistificação verborrágica do Mino Carta, escrevi o seguinte no blog da CartaCapital: “Sr. Mino Carta, então finalmente o Sr. fez o que deveria ter feito desde o primeiro dia: NEGOU a autoria dos textos recortados da Veja de 1970. Muito bem! Não são de sua autoria, e portanto o eximem do puxasaquismo à ditadura neles expresso. De quem serão, então? Uma vez que os Civita aceitaram sua exigência de que eles fossem meros leitores da revista às segundas, é de se supor que eles não foram os autores. Seria algum agente do governo, escondido entre as máquinas da gráfica? E que escrevia laudas e laudas enaltecendo (seja lá qual fosse o “contexto”, aquilo lá é uma ode à grandeza dos militares com a repressão ao terrorismo, convenhamos…) os militares e suas ações para coibir a ação do terrorismo (está lá a palavra “terroristas”, ou não?). E me diga, se esse ilustre desconhecido escrevia essas coisas, das quais o Sr. nega a autoria, como é que o então Diretor de Redação da Veja não viu? E não mandou averiguar quem estava se passando por ele, em editoriais? E que ficou por mais 6 (seis) anos à frente da revista, mesmo com essa evidente usurpação de função? Ah, era a censura, sempre tão carrasca? Está certo… mas terá sido, pela primeira vez na história, um caso – repetido, diga-se – de censura “pro-ativa”, que não só cortava textos críticos ao regime, como colocava outros no seu lugar! Na URSS se fazia isso, mas de outra forma: mandava-se o editorialista escrever assim ou assado. A alternativa era o Gulag. Ou então se trocava o editor por um mais, digamos, “camarada”. De qualquer forma, obrigado por esclarecer esse capítulo negro da nossa história, “camarada”! ”

    Agora me pergunte: por quantos minutos meu comentário ficou lá? Respondo: poucos, ou nenhum. Pelo visto, o Sr. Mino Carta aprendeu valiosas lições com a Censura…

    Responder

  • katia Azevedo

    01/06/2012 #38 Author

    Nossa,, que moral!!!! rsrsrs. pra ele gastar tempo escrevendo um artigo desseeeeeeeeeeeeee tamanho é porque a matéria e o site estão incomodando e muito.. Uma honra pra o autor,,, rsrsrs

    Responder

  • Lucas

    01/06/2012 #39 Author

    Pannunzio, a lata precisa ser usada.
    O lugar de lixo é nela. Não no blog!

    Responder

  • João Carlos da Silva Moreno

    01/06/2012 #40 Author

    Grande Mino. Eu não escreveria melhor.

    Responder

    • Airton

      01/06/2012 #41 Author

      João Carlos da Silva Moreno : era para ser um elogio ?

  • Guca Domenico

    01/06/2012 #42 Author

    Duas observações no texto do sr. Carta:
    1) A verdade é simples; os editoriais foram assinados por ele e está claro para quem sabe ler que o editor de Veja à época da ditadura teceu loas ao comportamento dos militares – tortura inclusa;
    2) Quando ele afirma que “um país onde somente 36% da população conta com saneamento básico, e 50 mil pessoas morrem assassinadas ano após outro” ele está fazendo uma crítica aos governo Lula e Dilma há 9 anos e 6 meses no poder ou ele acha que é culpa da elite da qual ele quer nos fazer crer que não faz parte?

    Também faço parte do picadeiro de Pannunzios, Magnolis e Azevedo. Só não fazemos micagem.

    Responder

    • maisvalia

      01/06/2012 #43 Author

      Caro Domenico.
      Parabéns!
      Você chegou antes do meu comentário.
      Este jornaleiro baba os governos do çábio e da ssussessora e expõe números escandalosos destes desgovernos como se fosse oposição.
      É caso de sanatório, hehehehehe

  • L.F.Pereira – SP

    01/06/2012 #44 Author

    Pannunzio,

    O genovês é bom de texto mesmo. Lembro que falei disso quando comecei a acessar seu blogue. Lembra um senhor do castelo (sei lá se de âmbar) que, contraindo as narinas com os dedos, derrama sua erudição sobre nós, pobres tupiniquins.

    Responder

  • Kleber Rodrigues (@O_Kleber)

    01/06/2012 #45 Author

    “Esmeram-se para demonstrar exatamente o que soletro há tempo: a mídia nativa prima tanto por sua mediocridade técnica quanto por sua invejável capacidade de inventar, omitir e mentir.”

    Mino Carta, por ser italiano, com esse “primor” de parágrafo, simplesmente joga na lata do lixo TODO o jornalismo brasileiro.

    É um tremendo mau-caráter que não sustenta a palavra…

    Responder

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *