Dois anos. Esse é o tempo que já transcorreu desde que o ministro Celso de Mello, do STF, concedeu uma liminar mandando reintegrar ao...

Dois anos. Esse é o tempo que já transcorreu desde que o ministro Celso de Mello, do STF, concedeu uma liminar mandando reintegrar ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso sete juízes e quatro desembargadores aposentados compulsoriamente pelo Conselho Nacional de Justiça. Os magistrados foram acusados de desviar dinheiro do TJ para a construção da sede uma loja maçônica. Condenados à pena máxima — a aposentadoria compulsória –, conseguiram ser reintegrados e permanecem incólumes.

Enquanto isso, advogados que atuam em Cuiabá dizem que o mercado negro de venda de sentenças nunca esteve tão ativo. Intermediários dos juízes aposentados atuam desbragadamente em casos que envolvem grandes somas. Neste momento, uma das causas mais cobiçadas é a que diz respeito à licitação das linhas de ônibus interestaduais, alvo de uma guerra judicial na qual duelam o sindicato das concessionárias, de um lado, e o governo do estado de outro. A lide envolve somas milionárias e ameaça a saúde das empresas que atualmente exploram os serviços. O Poder Público insiste na licitação enquanto os concessionários asseguram que ela tem cartas marcadas para beneficiar um grupo paulista.

A Corregedora do CNJ Eliana Calmon tem dito publicamente que o problema está afeto ao STF. Inexplicavelmente, o Supremo ainda não pôs em votação o mérito da ação cautelar que permitiu a volta dos desembargadores e juízes aposentados.

Comentários

  • Zé Silva

    06/06/2012 #1 Author

    Parabéns pelo destemido comentário, não podemos nos afastar dos fatos, Mato-grosso anda ao reverso da vanguarda, longe dos princípios da administração pública, MORALIDADE, IMPESSOALIDADE etc…

    Agentes públicos tratam a rés pública como se donos fossem!

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  • Elvis Junior

    05/06/2012 #2 Author

    Parabénz pelo artigo, sou advogado em MT e essa é a pura realidade aqui no Estado, Juizes e Desembargadores caçados tendo que decidir quem tem ou não direitos. Aqui é a Lei do maios forte ¨economicamente mais forte¨.

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  • Werner Stans

    05/06/2012 #3 Author

    Caro Pannuzio,
    A coisa por aqui é brava. Veja vc, até as obras de preparação para a copa 2014 tem rolo com o judiciário. O secretário adjunto da SECOPA responsavel por tratar da desapropriações, Djalma Sabo Mendes (primo do Gilmar) triangulou junto ao o sindicato dos servidores do judiciário, presidencia do tj e governo do estado a liberação de dinheiro para pagamento de supostas diferenças do plano URV em troca de favorecimentos e agilidade nas demandas oriundas de processos de desapropriações indecentes. De fato é o que esta acontecendo, pessoas estão recebendo comunicados de desapropriações anexados a liminares esdruxulas cujos pagamentos de indenizações são irrisorios. Aí de quem ousar a revelar estes esquemas…

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  • Vivi

    05/06/2012 #4 Author

    Terra de Gilmar Mendes…

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  • João Carlos da Silva Moreno

    05/06/2012 #5 Author

    Nesse caso eu tenho que defender o STF. De um lado o STF tem que dar conta dos pçroblemas causados pelo Mendes, do outro a imprensa pressiona anão poder mais pelo julgamento do mensalão. Tem noticias que citam de maneira intimidatória o Lewandovisk. O STF esta paralisado pela disputa politica, de um lado a imprensa do outro o PT.

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