Contribuição do leitor Jotavê em resposta ao desafio do Blog, que solicitou a dois comentaristas muito ativos uma resenha das edições de Veja que...

Contribuição do leitor Jotavê em resposta ao desafio do Blog, que solicitou a dois comentaristas muito ativos uma resenha das edições de Veja que Mino Carta evoca como prova de que não houve atrelamento da revista à ditadura militar brasileira.

O primeiro número da revista Veja tem um caráter emblemático. Sinaliza claramente — no tom, no estilo e no conteúdo de suas matérias — a linha editorial que Mino Carta pretendia imprimir ao semanário. A matéria de capa fala sobre o esfacelamento do bloco soviético e o fracasso da economia planificada. Na seção de política nacional, o foco recai sobre uma ação repressiva da polícia contra estudantes universitários em Brasília, alegando (ao menos na superfície do texto) que houve excessos “dos dois lados”. Se retiramos a revista de seu contexto original, a impressão que fica é a de uma revista conservadora, subserviente mesmo à orientação marcadamente anticomunista da ditadura e leniente diante da brutalidade cada vez maior e mais descontrolada do aparato militar de repressão. Inserida em seu contexto original, no entanto, o retrato que emerge é completamente diverso.

Uma parte da equação é tão óbvia que deveria dispensar apresentações. Como, no entanto, vivemos tempinhos ideologicamente difíceis, em que as obviedades são desafiadas com insistência, valerá a pena dar-lhes uma acolhida protocolar. Toda ditadura impõe às oposições um mínimo de disfarce. Em 1968, ninguém saía por aí falando abertamente contra o regime sem sofrer conseqüências imediatas. Isso afetava o cinema, o teatro, a literatura, a música popular — os artistas passaram a desenvolver técnicas de embalar suas críticas em metáforas cada vez mais abstrusas, na tentativa de driblar os zelos da censura. No caso de um periódico de grande porte e circulação nacional, o problema ficava muitíssimo mais agudo. Algum grau de transigência era condição sine qua non para a sustentação do projeto. É isso que explica, por exemplo, menções quase elogiosas ao general Medici no contexto de uma matéria que, do começo até o fim, pisava diretamente no principal calo do regime: a tortura de presos políticos. Leiam este trecho, publicado no número 66 da revista: “Como Garrastazu Medici é o presidente da Revolução que quer ‘construir e não reprimir’, como é o homem que pretende lançar as bases para o ‘Brasil Grande’, para uma pátria mais generosa no ano 2000, ele iniciou a inevitável campanha contra as torturas.” O que é isso? Bajulação do regime militar? Puxação de saco do general que comandava um aparelho de repressão responsável por inúmeros assassinatos e torturas? Fora do contexto original, sem dúvida. Quando lemos a reportagem toda, no entanto, a resultante é claramente desfavorável ao regime, e o “elogio” ao presidente Medici transforma-se numa cobrança de coerência: “O senhor não diz que a revolução quer construir e não reprimir? Por que então permite que ocorram no país os fatos relatados nesta reportagem? Não é o senhor que fala num Brasil mais generoso? Que generosidade é essa que se traduz no pau-de-arara e na cadeira-do-dragão?”

Até aqui, o óbvio — aquilo que, se você não percebe sozinho, não há quem possa fazê-lo perceber. Mas há outra camada a ser descoberta nesses textos antigos, e esta é talvez a mais importante. A revista Veja trazia para o centro da discussão política um modo alternativo de ver o mundo, que não se confundia com o conservadorismo brucutu de Medici, nem com as alternativas tradicionais da esquerda que, poucas semanas depois da publicação daquele número inaugural, vaiaria o “Sabiá” de Tom Jobim e Chico Buarque, e aclamaria histericamente o hino extra-oficial da guerrilha urbana composto por Geraldo Vandré. É nesse contexto — no contexto dessas oposições radicais, que hoje estão mais ou menos perdidas — que a manchete de capa do primeiro número (“O Grande Duelo no Mundo Comunista”) deve ser entendida. O que Mino Carta sinaliza, numa longa e bem documentada reportagem, é um novo rumo para a esquerda, desvinculado dos tradicionais alinhamentos com o “socialismo real”, e de maneira especial com o socialismo soviético. Denunciando o imperialismo russo no contexto da “União” das “Repúblicas” “Socialistas” Soviéticas, e a gritante ineficiência da economia planificada, ele não estava simplesmente fazendo eco ao anticomunismo vigente no Brasil de então. Estava dando razões “de esquerda”, digamos assim, para ser contra aquele modelo. O texto não fala a partir da perspectiva da política externa norte-americana. Dá voz a líderes de esquerda no interior de repúblicas rebeladas, e também a teóricos italianos, como Palmiro Togliatti, mostrando que havia alternativas interessantes fora da oposição diametral entre Garrastazu Medici e Carlos Marighella.

Essa talvez tenha sido a contribuição mais duradoura da revista para o debate nacional. Navegando como podia pelos mares procelosos da ditadura, Mino Carta arejou o debate político de um modo que só pode ser compreendido se não olhamos para o passado com os olhos do presente. Não estou dizendo que qualquer dessas idéias fosse nova. Nova era apenas a disposição de traçar novos limites ideológicos a partir de um órgão da grande imprensa com penetração nacional. E isso não foi pouco. Foi fundamental para formar toda uma geração que, anos mais tarde, formularia projetos políticos como os do PT e o do PSDB.

Encerro dizendo que é triste constatar que, hoje, voltamos a cultuar oposições diametrais superficialmente semelhantes àquelas que a revista Veja, em seus primeiros tempos, buscou superar. Digo que são apenas semelhantes na superfície porque as oposições de hoje, apesar de igualmente empobrecedoras, carecem até mesmo da base material sobre a qual floresceram suas antepassadas, durante a Guerra Fria. A diferença, hoje, entre o projeto político do PT e do PSDB diz respeito única e exclusivamente aos NOMES que deveriam ocupar o poder. Não há discordância significativa de fundo, ou, para ser mais exato, as discordâncias existentes entre um José Serra e um Pedro Malan são muitíssimo mais importantes e profundas do que as existentes entre José Serra e Dilma Rousseff, por exemplo. Como bem disse o ex-presidente Fernando Henrique, a briga não é ideológica; é pelo controle do Estado. Só isso. Nada mais. Nos idos de 68, a oposição era absolutamente real. Dizia respeito ao projeto de país que cada grupo tinha em mente. O controle do Estado era simplesmente o MEIO para derrotar o PROJETO adversário. Fazia todo sentido que, naquela época, as pessoas se xingarem, se ofenderem, atirarem pedras umas nas outras, lutarem pela destruição total do inimigo. Hoje, essa luta, reeditada por jornalistas que descem ao nível de animadores de auditório, tem um quê da história que se repete como farsa. É ridícula, pois é vazia. Por ser vazia, necessita de gritos cada vez mais altos, de palavras cada vez mais fortes, que mal disfarçam com a virulência sua própria falta de conteúdo. Pessoas inteligentes não se sujeitam a ser massa de manobra de chefes de torcida. Pensam. Refletem. Acima de tudo, DESPREZAM qualquer tentativa de manipulação ideológica. Quando você tem alguma coisa a dizer, diz em voz baixa. E quando você tem realmente capacidade de pensar, gosta de argumentos, e não de palavras de ordem.

Comentários

  • Alessandro

    09/06/2012 #1 Author

    Dá uma olhada, Pannunzio:

    http://br.noticias.yahoo.com/blogs/cartas-amazonia/cal%C3%BAnia-x-cal%C3%BAnia-143353684.html

    Lúcio Flávio Pinto dá a sua perspectiva sobre a atuação de Mino Carta.

    Gosto do Mino Carta, mas não o considero santo. O importante é o balanço da obra.

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    • Fábio Pannunzio

      09/06/2012 #2 Author

      Alessandro, muito obrigado. Acabei de postar graças à sua sugestão.

  • Morus

    06/06/2012 #3 Author

    Big Head me pareceu um tanto literal em sua análise, mais para raivinha, “azevediano”.
    Muito mais do que nas linhas, precisamos aprender a ler nas entrelinhas.
    Literalidade não combina com brasilidade, está mais para lusitanismo.
    Jotavê “leu” o “não escrito”, i é, o que interessa.
    Além de que, não posso crer que Mino tenha “servido” à ditadura” e hoje “sirva” à esqueda no poder.
    Se assim fosse ele seria um canalha coisa que, decididamente, ele não é.

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  • jose carlos arana

    06/06/2012 #4 Author

    Parabens Jotavê. Em um dos momento mais tristes de nossa história, os textos de Mino Carta, nos mostram como alguns jornalistas, mesmo diante de tanta adversidade, conseguiam criticar o regime instaurado.

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  • Alex

    05/06/2012 #5 Author

    Obviamente o Jotavê tem um pendor muto superior para a escrita e para a articulão escorreita das idéias (cabeça-papel) que o Cabeção, o que não invalida em nada as idéias entrecortadas colocadas pelo Cabeça, pois o todo dele também faz sentido.

    Qto à Veja, continua a mesma desde 1968: era um revista de direita na época e continua sendo uma revista de direita hoje.

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  • Danilo Albergaria

    05/06/2012 #6 Author

    A Jotavê deu um pau no Big Head.

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    • Jotavê

      05/06/2012 #7 Author

      O Jotavê… rs…

    • Danilo Albergaria

      06/06/2012 #8 Author

      Putz! Agora que vi isso. lol

    • Danilo Albergaria

      06/06/2012 #9 Author

      O comentário foi ambíguo. Tipo: “Agora que vi que o Jotavê é homem”. ahahahaahahahaha

      Não é isso, Jotavê. ahahahah

    • Jotavê

      07/06/2012 #10 Author

      Tem troco… rs… 🙂
      abs

  • Sergio Canella

    05/06/2012 #11 Author

    “Hoje, essa luta, reeditada por jornalistas que descem ao nível de animadores de auditório, tem um quê da história que se repete como farsa. É ridícula, pois é vazia. Por ser vazia, necessita de gritos cada vez mais altos, de palavras cada vez mais fortes, que mal disfarçam com a virulência sua própria falta de conteúdo. Pessoas inteligentes não se sujeitam a ser massa de manobra de chefes de torcida. Pensam. Refletem. Acima de tudo, DESPREZAM qualquer tentativa de manipulação ideológica. Quando você tem alguma coisa a dizer, diz em voz baixa. E quando você tem realmente capacidade de pensar, gosta de argumentos, e não de palavras de ordem.”
    Bravo, JotaVê. Você colocou em palavras o que também penso sobre certos jornalistas, de ambos os lados dessa luta pelo controle do poder do Estado como disse acertadamente FHC. Pessoas que esgrimem rótulos, slogans ao invés de argumentos. Argumentar, coisa difícil, mas que sempre tento fazer nos BLOGs que frequento, notadamente o do Ricardo Setti.
    Quanto ao Mino e a “sua” VEJA, concordamos totalmente.
    Parabéns
    Parabéns ao Pannunzio por propor esse debate

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  • Emilson Werner

    05/06/2012 #12 Author

    Sobre o post frenético do “Cabeção”, postei:
    Por acaso o “Cabeção” (traduzi seu apodo) aprendeu a escrever com Guattari? Nunca vi estilo mais entrecortado e frenético. Isso não quer dizer que o ache coerente, escorreito ou sequer inteligível. Mesmo porque ele não gostará dessa comparação de estilos. Nem eu concordo com ela: Guattari e Delleuze, quando escrevem freneticmente assim, o fazem com uma meta, com ideia coerente e final. Não juntam uma série de impressões e as colam por seus vértices. o que parece, é que na colagem do estilo, persiste uma colagem de ideias, sem sentido, sem meta. A crítica, que foi o que buscou, resumiu-se aos fragmentos que sua leitura tendenciosa destacou na revista (na revista toda, e não na manifestação do Mino). Exemplo de tendenciosidade: não leu a capa da revista, não deu atenção a sua quase-censura, não viu a foice, não leu o martelo, e não os ligou a uma crítica velada à ditadura.
    Repito, Pannunzzio: não se devem buscar nos veículos contrários à ditadura, da época, o enfrentamento desabrido, o confronto final; a desigualdade de forças e de riscos sempre seria e será muito grande entre o poder instituído e o homem só; entre uma força, armada ou não, e a pena, mesmo que afiada.
    É isso que não se acostumaram a ler: a entrelinha, o entredito, a crítica velada, a ironia sutil.
    E cobram de Mino carta o peito aberto, a testa no cano do fuzil.
    Nunca, em nenhum momento, os que realmente enfrentaram a ditadura sem autoexilar-se nos confortos de Paris e Santiago, poderão satisfazer essa sede de combate que vocês estão lhes cobrando hoje.
    O diagnóstico desse problema está na incapacidade de ler a metáfora, a sutil ironia, a metonímia bem colocada. Quer ver? Nem esses detratores são capazes de dizer que Chico Buarque é um mal poeta ou compositor. As metáforas de Chico, que preconizam a revolução, a mudança de costumes, hoje são conhecidas: A Banda, sua primeira música, é a revolução alegre, a substituição de um mundo pelo outro, novo e revolucionário.
    Outra: sua Carolina, metáfora da classe média cega e cooptada pelas grandezas que vê, não vê o tempo a passar em sua janela. Poderia discorrer aqui ainda horas sobre essas metáforas.
    Outro caso bem conhecido é o dos cartunistas: Solda ou Henfil: suas metáforas, ironias são finas, no momento mais delicado da luta não se podia atacá-los por irônicos demais.
    Então, credito essa “cobrança” que o lado direito do jornalismo está fazendo ao Mino Carta a um déficit de leitura. Apegam-se ao explícito, sem olhar para o mais belo, lido na entrelinha, lido no significado mais profundo e mais correto por causa disso: não leem o fundo, por isso repetem a leitura dos censores, que liberaram todos esses textos maravilhosos para que ainda nos aproveitemos deles.

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    • Airton

      15/06/2012 #13 Author

      Fico espantado em ler , algo que nem o artista diz que fez , como no caso do Chico Buarque , ou seja cada um entende o que quer sobre o que os outros escrevem.

  • Sol

    05/06/2012 #14 Author

    Muito bom! O encerramento dá o tom da diferença de ambas as épocas e é triste constatar o quanto andamos para trás politicamente. Sem ideias, sem projetos, sem oposição… ou melhor, uma oposição “tibia”, no muro, vergonhosa. Falta até uma direita conservadora mesmo, pra chacualhar as coisas!

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    • Alex

      05/06/2012 #15 Author

      Já existe, é só Olhar.

  • Lúcio Wanderley

    05/06/2012 #16 Author

    “A diferença, hoje, entre o projeto político do PT e do PSDB diz respeito única e exclusivamente aos NOMES que deveriam ocupar o poder. Não há discordância significativa de fundo, ou, para ser mais exato, as discordâncias existentes entre um José Serra e um Pedro Malan são muitíssimo mais importantes e profundas do que as existentes entre José Serra e Dilma Rousseff, por exemplo. Como bem disse o ex-presidente Fernando Henrique, a briga não é ideológica; é pelo controle do Estado. Só isso. Nada mais”.

    Parabéns! Ao menos nesse ponto, concordamos em gênero, número e grau!

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  • Flávio Furtado de Farias

    05/06/2012 #17 Author

    Trago aqui Pannunzio a análise que aprovetei para realizar também e publiquei em meu blog. Não a análise do número inteiro, pois não li ainda todo, mas das primeiras 23 páginas das 130 do número 1 da VEJA e LEIA….
    .
    11 de setembro de 1968. Foi em um 11 de setembro que, com uma capa vermelha, foice e materlo em mãos, a Revista Veja, sob o comando de Mino Carta, já de cara provocou os militares.

    Já na primeira sessão Indicações, Veja abriu espaço para divulgação de vários eventos empresariais, universitários e acadêmicos – Congresso de Odontologia, festival de música, feira da indústria. Dentre os eventos indicados, a Veja de Mino Carta indica I Encontro de Jornalista da Guanabara para debates que incluiria a regulamentação profissional e a função social do jornalista. Destaca um encontro (Convívio) na Escola de Cultura de São Paulo com cursos diversos inclusive sobre o pensador Marxista Herbert Marcuse.

    Nas Indicações de diversões, destaque para a História da Música Popular Brasileira e show com o humorista Millor Fernandes e de Elis Regina. No espaço para o Teatro (página 17) destaca Os Fuzis da Senhora Carrar, de Bertold Brecht, que contribuiu para estruturar o coletivo de resistência à ditadura militar brasileira. Além de indicar também a sua (B.Brecht) A Ópera dos Três Vinténs que desperta no espectador prazer pela possibilidade de mudança da realidade, e que serviu de inspiração para A Ópera do Malandro de Chico Buarque, uma crítica ao regime militar no Brasil.

    Outra peça indicada foi A Cozinha, de Arnold Wesker que junto com John Osborne e Harold Pinter se notabilizaram pela preocupação com a relação de poder entre torturador/torturado, senhor/escravo. E ainda quatro minipeças do autor espanhol Arrabal, autor que criticou a repressão do general Franco na Espanha.

    Na página 19, Cinema, indica o filme Privilégio de Peter Watkins, diretor engajado, inclusive contra ditadura.

    Na página 20, a apresentação de MINO CARTA como diretor da revista. E na carta do editor as palavras de Victor Civita (Editor e Diretor).

    Na página 22, a foto de uma jovem com a perna direita sangrando, e a legenda: “uma vítima? Para a polícia, apenas uma agressora que perdeu sua guerra”. Desta forma, fica o forte contraste da violência militar frente à frágil resistência estudantil. O primeiro parágrafo já apresenta que, apesar de o título afirmar que os dois lados admitem a violência, “se você passa o tempo todo ouvindo ameaças, boatos e de repente se defronta com o inimigo, você não pode esperar que ele o irrite antes”, ou seja, as ameaças partiram do regime militar. E apresenta sem mais delongas que um estudante foi morto pela polícia militar. E apresenta que depois de cinco anos, a batalha de Davi e Golias se inicia (“nas lutas a pau e pedra contra o gás lacrimogênio, o cassetete e o tiro.”). Ao apresentar a posição dos militares, deixa um bem claro “– A SEU VER – a melhor justificativa para o rigor das autoridades diante das manifestações.”

    O texto apresenta a explicação do assessor de Relações Públicas da Secretaria de Segurança Pública da Guanabara: “A DOPS sabe muito bem que passeata não se dissolve a bala. Mas este tipo de movimento de rua é um fato relativamente novo que exige uma série de adaptações técnicas, materiais e psicológicas” e ainda diz que o assessor entende que “não se pode deixar de levar em conta as condições emocionais do policial sem equipamento de proteção.” No entanto, na mesma página a charge apresenta um policial todo equipado como equipamentos de segurança e fortemente armado para o ataque. É um claro desmentido às falas do assessor.

    Apresenta o texto a forma como os estudantes conseguiam evitar a violência policial, andando na contramão (atrapalhando o trânsito), depois utilizando rolhas e depois bolinhas de gude. Observe que o objetivo era se afastar da violência inicialmente, mas podendo ser utilizada como violência contra os opressores.

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    • Emilson Werner

      05/06/2012 #18 Author

      Grande leitura, Fábio triplo-f. Penso que sim, que não se pode cobrar o panfletarismo em um órgão de imprensa que pretendia continuar funcionando. Só isso, e a sutileza dos textos, puderam manter Veja (infelizmente, para que ela tenha virado o que virou!).

  • Big Head

    05/06/2012 #19 Author

    Parabéns, Jotavê. Apesar, obviamente, de discordar dos quatro primeiros parágrafos, louvo, sincera e efusivamente!, cada palavra escrita no quinto. É isso aí.

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