Por Lúcio Flávio Pinto, em Cartas da Amazônia “Em outro país, um jornalista com o meu passado não sofreria as calúnias”, lamenta-se Mino Carta...

Por Lúcio Flávio Pinto, em Cartas da Amazônia

“Em outro país, um jornalista com o meu passado não sofreria as calúnias”, lamenta-se Mino Carta na última edição da sua revista Carta Capital, respondendo aos ataques de que se declara vítima por parte dos jornalistas Fábio Pannunzio, Demétrio Magnolli e Reinaldo Azevedo.

A polêmica entre os três jornalistas e Mino está acesa e já tem bastante protagonista para dispensar minha participação. Mas esse lamento e o que Mino disse para justificar a invocação do seu nome como escudo motivam meu aparte na discussão.

Não há dúvida que o passado de Mino Carta garante sua inclusão na história do jornalismo brasileiro. Ele tem sido um dos melhores criadores de publicações da imprensa nacional. Há sua assinatura em produtos como a Edição de Esportes e o Jornal da Tarde, de O Estado de S. PauloVejaIstoé e a própria Carta Capital.

Excetuada a edição esportiva do Estadão, as outras criaturas forjadas em papel continuam em plena circulação. Atestam a capacidade do criador, apesar de seus eventuais escorregões, como no malfadado Jornal da República.

Nem por isso o seu passado é uma barragem intransponível pelas críticas ou um elemento mágico, capaz de transmudar de pronto restrições feitas a ele em calúnias prontas e acabadas. A história de Mino Carta o expõe e sujeita a essas críticas.

Ele é tão ciente desses flancos que uma de suas obsessivas preocupações é refazer e retocar a própria história, obra em permanente processo. Talvez acredite que tomando a iniciativa inibe os demais de se lançar sobre o seu passado. Confere-se direitos autorais plenipotenciários sobre si, sem contemplação, sem qualquer alternativa.

Mino Carta exige respeito ao seu passado enquanto viola o passado dos outros. Numa das suas frases mais infelizes, desafia seus caluniadores a se manifestarem “a respeito de quem na mídia brasileira se perfilava illo tempore ao lado da ditadura. Ou seja, quase todos”.

Enquanto quase todos se submetiam à ditadura, Mino Carta era o guerreiro quase solitário a enfrentar os censores e outros avatares, mantendo sua trincheira inexpugnável contra os ataques das feras. Mal informados sobre esse passado, as pessoas de hoje acham “que a censura foi ampla, geral e irrestrita”, quando, na verdade, foi facilitada pela subserviência de quase todos os jornalistas.

Muito menas verdade, doutor Mino.

Não é verdade que o retumbante fracasso da edição inaugural de Veja, datada de 11 de setembro de 1968, tenha derivado da sua capa, com a foice e o martelo do comunismo em negro sobre fundo vermelho, que “já irritou os fardados”. O subtítulo da matéria de capa foi “o grande duelo no mundo comunista”. Cabia como luva em qualquer publicação financiada nessa época pela CIA, a agência de inteligência dos Estados Unidos no embalo da guerra fria (para maiores informações, leia-se o livro “Quem pagou a conta?”).

Os leitores menos atentos imaginaram tratar-se de publicação ideológica inspirada pelo USIS (mas não abusis), o serviço de informação de Tio Sam, generoso e abundante. O texto da reportagem não ajudava a desfazer essa impressão. Resultado: encalhe de quase toda a edição. O mundo ainda vivia sob o halo da revolução dos joven. Foi preciso “refundar” a revista, conforme hoje se diz.

Prima dois anos mais velha do novo magazine, a mensal Realidade não conseguiu essa façanha. Lançada em 1966 pela mesma Editora Abril, a revista foi numa escalada de sucesso — de público e de crítica — quando baixou a tumba da liberdade, o AI-5, em 13 de dezembro de 1968. A cabeça deRealidade, esta, sim, muito irritante aos centuriões do poder, foi oferecida na bandeja ao regime.

Veja prosseguiu e sobreviveu: uma concessão ali, um avanço acolá, jeitinho num dia, sujeição no outro, conforme foi possível e permitiam as negociações de bastidores entre alguns personagens menos teratológicos do poder militar e atores mais hábeis do poder desarmado. Mas não só Mino, grande jornalista que nunca foi ao front, mantendo-se sempre na estratégica e lúcida retaguarda. Outros interlocutores também contornaram impasses que salvaram Veja e sacrificaram Realidade.

Ser personagem dessas tratativas ocultas em nada favoreceu Mino na reconstituição dos fatos, muito pelo contrário. Ele é o herói impoluto em todos os momentos, que podem ser traçados conforme um AM e DM (antes e depois de Mino). Após sua passagem, um território arrasado. Com ele, seguiram as joias da coroa para a nova empreitada. Depois dele, a desolação.

É com esse enredo que lega aos mais novos, que acorrem desinformados às suas brilhantes palestras, sua passagem pelo jornal que só não foi mais influente ao longo da república brasileira do que o carioca Correio da Manhã. Vítima dos facínoras do poder armado e de uma esquerda inconsequente, o Correio chegou melancolicamente, em 1974, ao fim da trajetória marcante iniciada em 1901,.

Mino Carta tem a coragem de afirmar no seu artigo que o Estadão, primeiro, e o Jornal da Tarde, em seguida (quase que por efeito gravitacional), foram punidos pelo governo militar com a censura na redação como resultado “de uma briga em família. O jornal apoiara o golpe, mas sonhava com a devolução do poder a um civil, desde que se chamasse Carlos Lacerda”.

Essa fantasia tem o propósito de revelar ao distinto público que resistência à censura — heroica e digna — foi a de Veja, sob a batuta de Mino; porque a do Estadão, de onde ele já saíra, por rompante de indignação, era motivada por interesses menores — e nada republicanos, como hoje também se diz.

Novamente não é verdade. O grande conspirador foi Júlio Mesquita Filho, que se tornou um autêntico revolucionário (ou contrarrevolucionário, as expressões são utilitárias no Brasil), impulsionado pelo ódio a Getúlio Vargas, sentimento partilhado por seu amigo e ídolo Carlos Lacerda. É bem provável que o “doutor Julinho” tenha escrito o editorial “Instituições em frangalhos”, através do qual reagiu com todo vigor ao AI-5, provocando a censura ao jornal, com esperanças ainda em Lacerda.

Mas logo depois ele morreu (em 12 de julho de 1969) e quem o substituiu foi o filho mais velho, Júlio Mesquita Neto, e não aquele que se achava mais preparado para assumir a condução editorial do porta-voz da plutocracia paulista. Foi Ruy Mesquita quem seguiu a filiação do pai a Lacerda, mesmo depois que o ex-governador carioca foi cassado, sua Frente Ampla não deu certo e ele só saiu do arquivo morto para dar um memorável Testemunho a repórteres do Jornal da Tarde, o vespertino que restou a Ruy (o livro, publicado em 1978, é lido com proveito mesmo por quem detesta Lacerda).

Júlio Neto não partilhou essas ideias. Ciente de que a sucessão, se tivesse que seguir a lógica da história e não a cronologia da família, caberia ao irmão mais novo, fopi atrás da própria biografia. Enfrentou a censura como nenhum outro dono de jornal a partir do AI-5. Com seu apoio e, às vezes, o seu estímulo, dezenas de jornalistas em todo país reagiram não só à censura na redação, mas ao próprio regime pelo país afora. Com coragem, alto espírito público e refinado profissionalismo. Sem nunca vergar a coluna. Sem salamaleques com os tiranos do dia ou do local. Sem papos de Settembrini com Naphta, como em A Montanha Mágica, de Thomas Mann

É a eles todos (em nome dos quais homenageio um dos maiores de todos, Raul Martins Bastos) que Mino Carta ofende com mais uma das suas frases espirituosas e falsas. Tão falsa quando ele intitular o primeiro Mesquita como o fundador do Estadão. Uma simples consulta o levaria a verificar que Júlio Mesquita só assumiu a direção do jornal, ao qual chegara dois anos antes, levado pelas mãos do sogro (e pelo capital do pai), 16 anos depois da fundação da então A Província de São Paulo, em 1875.

Calúnia paga com calúnia não é jornalismo, doutor Mino. Não é nada.

Comentários

  • Mario

    12/06/2012 #1 Author

    Mino Carta considera calúnia tudo que não concorde com a autobiografia que ele zelosamente reescreve para mostrar como é melhor que os outros, não posso deixar de lembrar que ele tambem pode ser um mestre na calúnia. E quando desmentido responde com incrível empáfia, certo de que, por já ter se canonizado a si próprio, está dispensado de pedir desculpas aos leitores incautos.

    Retirei os trechos abaixo da página de um admirador de Mino. O que repete o que se vê em outros que se manifestam aqui: estão sempre dispostos a justificá-lo.

    Mino sobre Alberto Dines:

    Quando eu dirigia a redação de Veja, Dines queixou-se com o patrão Roberto Civita por se sentir esquecido pelos críticos literários da revista quando ele publicava um livro. Não recordo qual fosse, no caso. Encontrei com ele, no bar do hotel Jaraguá, em São Paulo, e esclareci que os críticos de Veja não apreciavam a literatura dele, e havia outros ali, editores e redatores-chefes, a compartilhar do desapreço. Quanto a mim, costumava citar uma frase dele em um ensaio sobre jornalismo, mais ou menos a seguinte: “Órgãos de imprensa têm uma força institucional que transcendem os interesses do dono”. Achava ótima.
    (…)
    Recordo, porém, fotos dele, ainda jovem e pimpão. Uma o retrata a receber uma medalha na praça dos Três Poderes, ou em logradouro semelhante, das mãos do ministro da Aeronáutica, em plena ditadura. Ou seria da Marinha? Outra foto que está na minha memória é dele durante a guerra do Sinai, a dos Seis Dias, de chapéu australiano, slack e bermudas, encostado em um jipe em pose bélica. Em todo caso, ele sempre volta à carga, agora a denunciar a publicidade governista que não abarrota as páginas de CartaCapital. A observação jornalisticamente é um desastre.(…)Um mínimo esforço levaria Dines a perceber que, por exemplo, a publicidade governista é maior em Exame, quinzenal de business da Abril, do que na semanal CartaCapital.

    Resposta de Dines:

    Mino Carta, decididamente, nunca foi pimpão. Pode ter sido pimpinho. Agora beira à senilidade: em 20 linhas de seu blog (“A obsessão de Dines”, 13/1/2009), quatro lorotas e uma patacoada:

    ** Lorota 1: A medalha Tamandaré foi concedida pelo governo João Goulart, em 1962. Não era uma ditadura. Para quem é jornalista, fácil verificar.
    (…)
    **Lorota 3:(…)Na foto, este observador não está de bermudas nem slack, mas de roupa cáqui que em Israel naquela época usava-se nos kibutzim. Mino Carta , com toda a certeza, cobriria uma guerra de salto alto.

    E novamente Mino:

    Alberto Dines diz que a medalha que recebeu remonta a 1962. Não me dou ao trabalho de verificar, mas acho perfeitamente possível o meu engano. (…)Dines remexe no passado, em busca de lapsos meus. Mas por qual misterioso motivo ele encontrou-se comigo no bar do Jaraguá? Para falar de flores?

    Quem quiser ler tudo pode ver aqui:

    http://angelodacia.blogspot.com.br/2009/01/briga-das-ruins.html

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    • João Vieira Filho

      28/04/2013 #2 Author

      Não sei no que foi caluniado o Mino Carta. A questão é que o simples existir de Azevedo, Magnolli e Pannunzio já é uma agressão, se considerarmos então o que fazem (jornalismo), passa a ser uma agressão de gravidade estupenda.

  • Luizão Sadan

    11/06/2012 #3 Author

    As respostas dadas ao Sr. Nino (donodaverdade) Carta são até finas demais para quem se vende aos subterâneos do poder. Sou assinante da revista Piauí que constantemente publica matérias de grande poder de difusão intelectual e política, na sua última edição crava suas unhas criticas em uma reportagem brilhante sobre Delúbio Soares, demonstrando que o manequeísmo do poder petista nada deve à ditadura. Portanto, sou leito do JT desde sua fundação e assinante de longa data. Contínuo lembrando-me das receitas de bolos e doces para cobrir trechos e colunas censuradas, que muitas vezes com o esforço imaginativo dos leitores concluiam as matérias dilaceradas pelo regime. Nino Carta perdeu o trem da história ao criar um avatar que não lhe confere a aura de heroi, mas sim de farsante real.

    Responder

  • Y Juca

    10/06/2012 #4 Author

    Esse Mino Carta !

    Tem que lembrar esse Sr. que o que ele fala a respeito do jornalista Policarpo, do Roberto Civita e da própria Veja, acusando-os diariamente de conluio com o crime organizado, “em outro pais”, possivelmente o Sr. Mino teria que se apresentar a policia ou a uma corte para explicar e provar tais acusações.

    E agora faz criticas chorosas e cheias de dor, reclamando de perseguição !

    Ora, Mino Carta, se não sabe brincar, que não brinque !

    Responder

  • Alessandro

    10/06/2012 #5 Author

    Pannunzio,

    Mais uma análise respeitável sobre a mesma pendenga:

    Mino do “Diário do Centro do Mundo”

    http://www.diariodocentrodomundo.com.br/?p=7569

    É risível a felicidade de alguns maniqueístas e aferrados a sua zona de conforto (seu cantinho farto de certezas, julgamentos e meias verdades) ao acharem que puseram o Mino Carta no pelourinho.

    Encontraram um judas no mundo angelical do jornalismo tupiniquim, de história gloriosa.

    Tem-se de olhar TODA a trajetória do homem!

    Quando todas a casas de comunicação (gostei da definição do Lúcio Flávio) louvavam FHC despudoradamente, quem sabe por uma mistura de patriotismo e interesses empresariais inconfessáveis (nas privatizações tão bem executadas), Carta Capital esteve na contracorrente, apesar de sofrer por isto.

    Responder

  • maisvalia

    10/06/2012 #6 Author

    Me perdoe o Big Head,
    Mas esta é a melhor resposta ao senhor MC.
    Perfeita!

    Responder

    • Big Head

      10/06/2012 #7 Author

      Concordo!

  • Jotavê

    10/06/2012 #8 Author

    Apenas uma última observação. Na verdade, duas.

    Nada contra chamar o “Jornal da República” de “malfadado”, desde que nos atenhamos à significação literal da palavra – que teve má sorte, mau fado. Quem o acompanhou número a número em sua curta vida sabe de que estou falando. De repente, tínhamos nas bancas um jornal de nível europeu todo ele escrito em português, reunindo a nata do jornalismo nacional. Foi uma experiência fantástica, apesar de mal sucedida (como também foi, aliás, a revista Primeira Leitura).

    Quanto à matéria de capa, não é verdade que ela coubesse como uma luva em qualquer publicação financiada pela CIA. A matéria (e sua ilustração de capa) fazia referência ao imperialismo russo no contexto da antiga URSS e de todo o Leste Europeu. Destacava os conflitos deflagrados e latentes no mundo comunista, frutos dessa postura imperialista, e apontava no sentido de uma ruptura iminente – que viria, de fato, duas décadas depois. Se isso é adotar uma linha editorial que cabe como uma luva em qualquer publicação financiada pela CIA, então todo o Partido Comunista Italiano deveria ser financiado pela CIA também. Não faz o menor sentido.

    Responder

    • Big Head

      10/06/2012 #9 Author

      Faz todo o sentido sim, Jotavê. A exposição da guerra intestina na Cortina de Ferro seria então do interesse de quem? Da URSS? Menos. Claro que foi um glacê retórico, mas que tem sentido, tem sim, senhor. O que não tem sentido algum é achar que uma matéria dessas serviria para, do alto do fracassado número inaugural da revista Veja, expor ao Brasil novas utopias políticas ou coisa que o valha, como se a Revlução Bolchevique já não fosse uma cinquentona e a Guerra Fria já não tivesse atingido a maioridade. Achar que isso incomodaria os milicos é que é completamente fora de propósito.

    • Jotavê

      10/06/2012 #10 Author

      Grande parte da ESQUERDA mundial fazia exatamente esse mesmo tipo de crítica, Big Head. Em especial, a esquerda italiana, da qual Mino era simpatizante. (A reportagem chega a citar o Palmiro Togliatti, do PCI, que falecera há pouco tempo.)

      O problema é que hoje o “campo de oposições” daquela época está morto e sepultado, e fica difícil fixar o foco corretamente. Mino Carta e a revista Veja certamente não estavam alinhados com a luta armada. Mas não apoiava a tortura, nem se alinhava automaticamente com os interesses norte-americanos – como, aliás, a ditadura TAMBÉM não se alinhava. (Vide a questão das quinhentas milhas, das estatais, das usinas nucleares, e por aí vai.)

    • Big Head

      11/06/2012 #11 Author

      Eu sei, Jotavê, até porque o Minhocarta é um soi disant leitor do Gramsci, apesar de não entender bulhufas do que o italiano escreveu. Eu pensava que, desde a lamuriosa vitimização do jornalista, o ponto era saber em que a matéria incomodaria os milicos, não? Resposta: em nada.

  • Ai tem Jacutinga

    10/06/2012 #12 Author

    Humm!! Em se tratando de CC, já senti a catinga…

    Vamos deixar de meias palavras, sofismas e de não me toques !!!
    Srs jornalistas, o “ em cima do murismo” não é atitude de gente de caráter.
    Ninguém vai a uma sapataria comprar sorvete, a um açougue comprar livros ou a uma igreja católica cantar “ponto de macumba” !!!
    Coloquemos os pingos nos is ! A ingenuidade é bonitinha em crianças de menos de sete anos. Em adultos é ridículo !!!
    Por que razão os blogs , comentaristas e páginas na WEB, jornais e revistas favoráveis ao governo federal tem massivo patrocínio do governo e de estatais ???
    Sabem por que razão me “batizei” Jacutinga ? Nos anos 50 na rádio Nacional havia um programa chamado Tancredo e Trancado (ouçam na Internet vale a pena) escrito por Ghiaroni. Toda vez que acontecia um fato estranho, injustificado, inusitado ou inesperado, Tancredo exclamava : Aí tem Jacutinga !! Ao que Trancado respondia: Sendo esta pessoa quem é (ou coisa semelhante) eu já senti a catinga… !!!
    Exemplo: O programa diário Globo Rural ( TV Globo) tinha 15 minutos de duração. Apresentava assuntos estritamente rurais . De repente, passou a ter 35 minutos de duração e a apresentar além de assuntos rurais, ampla cobertura dos “ditos” movimentos sociais, tipo MST, via campesina, quilombolas e que tais. Ai eu pensei: Huumm, aí tem Jacutinga ! O programa tinha passado a ser patrocinado pelo Banco do Brasil, Petrobras e Caixa Econômica ! Sentiram a catinga ??? Agora, vamos direto aos fatos, sem dourar a pílula e sem nhe nhe nhem ou vem cá meu bem !!!
    1- O Sr Delúbio foi a Presidente Kennedy (ES) várias vezes (Aí tem Jacutinga). Pouco depois descobriram várias fraudes envolvendo milhões de reais na cidade (sentiram a catinga?);
    2- Vários ex “assessores” do Dr Dirceu foram empregados na cidade de Marica – RJ (aí tem Jacutinga). Vários casos de improbidade, desvio de dinheiro e fraudes em licitações estão sendo apontados pelo tribunal de contas (sentiram a catinga?);
    3- O Sr PHA tem todo o direito de ter a opinião que quiser e difundi-la em seu BLOG da maneira que achar melhor. Só, não pode , com o patrocínio de empresas estatais (NOSSAS, DE TODOS OS BRASILEIROS), enxovalhar a honra das pessoas, denegrir as instituições públicas e seus membros e até praticar crime (racismo). Aí tem Jacutinga ! Não é censura ou limitação da liberdade de opinião, é simples bom senso. Órgãos públicos ou estatais NÃO PODEM SER CONIVENTES com o achincalhe de instituições públicas e seus membros ! Noticiar pró ou contra, comentar a favor ou contra é democrático, achincalhar, denegrir e tentar desmoralizar NÃO !!!
    4- O passado bom ou mau, os antecedentes e a vida pregressa de uma pessoa, não justificam atitudes do presente. Os pais da menina eram “bonzinhos” até atirarem a coitadinha pela janela, o jornalista era “bonzinho” até dar dois tiros a sangue frio na coitada da ex noiva e a ex “enfermeira” era “boazinha” até atirar e esquartejar o marido. Não interessa se o Sr Carta foi ou não foi, disse ou não disse, se apoiou ou foi contra. O que importa, e isto foi o que causou a reação dos jornalistas, foi mentir, escamotear a verdade, fazer comentários injustos e tendenciosos HOJE , valendo-se de suposto passado “coerente”. Ele diz: Fui honrado no passado, sou merecedor de honra hoje !! O que disseram RA, FP e DM ? : O passado não foi bem assim como ele disse, e o seu presente como porta voz e capacho dos patrocinadores oficiais, é uma vergonha para o jornalismo sério de HOJE ! Simples não é ?
    Concluindo, se eu , e meu alter ego humano quisermos comprar sorvete vamos a uma sorveteria, se quisermos sapato vamos a uma sapataria, e se quisermos informações e opiniões sérias e verdadeiras, honestas e incorruptas, de boa fé e coerentes e que não agridam nossa inteligência (quer concordemos com elas ou não), sabemos que podemos recorrer a Reinaldo Azevedo, Fabio Pannunzio, Marco Antonio Villas, Celso Arnaldo Araújo, Aluízio Amorim, Adriana Vandoni, Augusto Nunes, Demetrio Magnoli, Lauro Jardim, Persival Puggina, Orlando Tambosi, Políbio Braga Mídia sem Mascara, Coturno Noturno e outros da mesma qualidade.
    Se quisermos saber o que pensa o outro lado (the dark side or brown nose press side) , o destino é PHA, CC , 247 (também conhecido como menos 76 =), e LN .
    Se quisermos saber o “em cima do murismo” ou “não sei se vou ou se fico”, vamos lá na Dna Eliane ou vamos dar um passeio na Amazônia…
    NOTA: Jacutinga é um passaro da mata atlântica, em extinção, responsável pela propagação de 80 % de fruteiras na mata, regurgitando e defecando as sementes das frutas das quais se alimenta. Não é um bicho “cheiroso” mas, presta um serviço público importante, com suas regurgitações e defecações.

    Responder

    • Ai tem Jacutinga

      10/06/2012 #13 Author

      Gente, esqueci de citar em meu comentário um monte de gente de que gosto, tipo Flavio Morgenstern, Joelmir Bettig, Alexandre Garcia, Padre Paulo Ricardo Azevedo(em que pese não ser católico), Silas Malafaia (em que pese não ser evangélico) , Olavo de Carvalho (em que pese não ser direitíssimo), Gen Augusto Heleno (em que pese não ser militarista) e Fernanda Maia (ela é linda, charmosa e botafoguense e disto, gosto muuuiiittooo)…..
      Ps. Desculpem meu exibicionismo, eu sou assim mesmo, é que sou quase um pavão (sem aquele rabão)…

    • Marcjaguar

      10/06/2012 #14 Author

      Bravo, Jacutinga!

      Dar nome aos bois e dizer onde eles “pastam” eh o caminho certo para o jornalismo investigativo.

      Parabens pelo sua analise!

  • Ricardo Mamedes

    10/06/2012 #15 Author

    Pannunzio,

    “Os papos entre Settembrini e Naphta” é um dos textos mais belos que um escritor pôde gestar. Intelectualidade no sentido mais profundo. Costumo dizer que “A montanha mágica” certamente deve ser colocada no rol das melhores obras literárias já escritas, seguramente entre as dez melhores. Quanto ao Mino… Acho que você foi bem contido no post, quase bonzinho.

    Responder

  • Big Head

    09/06/2012 #16 Author

    “Ele é tão ciente desses flancos que uma de suas obsessivas preocupações é refazer e retocar a própria história, obra em permanente processo. Talvez acredite que tomando a iniciativa inibe os demais de se lançar sobre o seu passado. Confere-se direitos autorais plenipotenciários sobre si, sem contemplação, sem qualquer alternativa”.

    O exemplar parágrafo acima resume bem a personalidade do sabujo. Quem leu sem antolhos ou preconcepções sua suposta defesa, viu que aquele texto, com sua retórica pomposa e oca, não passou de uma enooooorme tergiversação. E o que é pior, como ficou bem claro após a leitura deste texto, recheada de mentiras contra e meias-verdades a favor. A parte do texto de Lúcio Flávio que trata da capa da edição inaugural de Veja está intocável. Nada como alguém mais informado que nós para abrir novos flancos na supostamente inexpugnável cidadela minocartiana. Menos, Mino, menos. Os sustentadores de sua caríssima vassalagem não aguentaremos assistir impávidos a seu espetáculo de sabujice altiva e seu avanço contra o passado, o presente e o futuro de quem ousa criticar seus suseranos.

    Sérgio Roberto, me parece claro que, como jornalistas, pelo menos a maioria deles, são seres de conhecimento raso sobre quase tudo e vivem a opinar sobre deus e o mundo, inclusive muitas vezes usando de sociologices, nada impede que um Demétrio Magnoli escreva o que escreveu, muito bem escrito por sinal. Como costumo dizer, não saber separar o joio do trigo já é tomar uma posição. Sugiro a leitura de um irretocável post deste blog sobre o assunto, que serve de manual para incautos:

    “As penas alugadas ao petismo e a máquina de demolir reputações”

    Abraço

    Responder

    • Sergio Roberto Santos

      09/06/2012 #17 Author

      A relação que eu tenho com a imprensa é de cliente e prestador de serviço.
      Eu assino a Veja e a Globo News, através da operadora de TV a cabo, mas não lhe dou o direito de falar em meu nome ou me representar. Em uma democracia empresas de comunicação informam ao cidadão mas não falam por eles.
      No caso dos blogs eu leio muitos, mas só o que não censuram comentários. O que é claro para mim é a polarização ideológica que vivemos hoje fruto da democracia.
      As cotas, o aborto, a criminalização da homofobia, estamos vendo um avanço da sociedade que esta vivendo uma revolução muito diferente das velhas revoluções politicas que ocupavam nossos pensamentos até os anos 90. Mas esta revolução também cria as suas polarizações e mobilizam setores da sociedade. É o que vemos na revolução dos meios de comunicação.
      Como estamos dentro deste processo, muitas pessoas, incluindo aí jornalistas, não perceberam que a informática mudou completamente o papel da imprensa e a transformou em uma estrada de mão dupla.
      Neste momento as chamadas redes sociais estão sendo atualizadas por vizinhos, primos, colegas de trabalho, pessoas comuns como eu, com fotos de autoridades locais burlando as leis, mensagens contra os políticos, textos de auto ajuda, etc.
      É um desafio para todos o jornalista se tornar relevante e vencer a concorrência, o jornalismo escapou das mãos dos jornalistas. Espero que neste caso também a concorrência faça o seu processo de seleção natural.

    • Big Head

      10/06/2012 #18 Author

      Sérgio, concordo com cada palavra deste seu último comentário. Meu ponto, que em nada é objetado por ele como resta evidente, é que a Besta não faz jornalismo. Apenas isso. Polarização ideológica existe na imprensa do mundo todo, e isso é até louvável. Só que rede de propaganda governista e difamação de opositores comprada com grana pública é coisa muito distinta. Aliás, o problema da Besta é justamente não ter ideologia, se é que você me entende…

      Abraço

    • Sergio Roberto Santos

      10/06/2012 #19 Author

      Bom debate este, gera mais luz do que calor.
      É obvio para mim que a Veja faz oposição radical, radical significa raiz, ao PT. É bom para o país, mas devemos nos questionar porque a Abril adotou esta postura?
      Outro ponto que não quer calar é por que estes nomes todos se tornaram picaretas depois que saíram da grande mídia?
      Você ignora o enorme poder de impor sua agenda dos veículos de comunicação? Eles não usavam isto antes ou será que algum outro governo fora o PT resistiria a uma campanha tão acirrada assim?

    • Jotavê

      10/06/2012 #20 Author

      Este espaço, no qual leitores comentam aquilo que jornalistas e blogueiros escrevem, é uma enorme conquista, e deve ser preservada. Acima de tudo, uma certa “ética do comentário” deve ir se firmando aos poucos, através da denúncia sistemática de práticas inaceitáveis.

      Falta de educação, em primeiro lugar. Gente que entra no espaço de comentários para articular insultos suja o ambiente e compromete o debate. Têm que ser combatidos. Minha sugestão é que os blogs incorporem um “diretório” chamado “LIXO”, no qual seriam “jogados” comentários contendo palavreado inadequado para um espaço público de discussão, insultos pessoais, e assim por diante.

      Depois, transparência. Se o jornal ou blogueiro abre um espaço de comentários, não pode “roubar no jogo” um minuto depois, submetendo seus leitores à censura ideológica.

      Outro “truque” desonesto e utilizado com freqüência é a subdivisão da área de comentários em páginas curtas, nas quais os comentários (cinco ou dez minutos) mais antigos vão sendo “enterrados” pelos mais recentes. Os blogs ligados à Globo (Noblat, por exemplo) utilizam esse expediente (cumulativamente à censura ideológica).

      Jornalistas que censuram seus leitores não diferem em nada dos censores da ditadura. Não está certo. Não é ético. Não é democrático.

    • Sergio Roberto Santos

      10/06/2012 #21 Author

      Uma outra boa medida seria só permitir comentários em que o comentarista usasse seu próprio nome como eu faço.
      Todo mundo sabe quem é Luiz Nassif, Paulo Henrique Amorim, Fábio Pannunzio, etc.
      Então os comentaristas também deveriam não se esconder atrás de pseudônimos

    • Jotavê

      10/06/2012 #22 Author

      O importante é aquilo que é dito, e não o nome ou RG de quem o diz. Se for o caso de responsabilizar criminalmente alguém, é fácil chegar ao computador da pessoa.

    • Sergio Roberto Santos

      10/06/2012 #23 Author

      O nome da legitimidade ao comentário.
      Não se trata de criminalizar ou não, mas evitar que o espaço de cometários sirva para manifestações gratuitas.
      Quem assina seu nome se compromete com aquilo que escreve já que pode ser identificado.
      Mas isso realmente não é o mais importante. O essencial é permitir que mais pessoas se expressem e o espaço na internet tenha um peso parecido com o que as manifestações e passeatas tem.
      Os comentários não são mais importantes do que escreve o blogueiro mas incentiva aquilo que mais falta ao Brasil, especialmente no congresso, a discussão de idéias.
      Se alguém indicar um blog em que se discute livremente grandes temas como por exemplo a politica industrial, alternativas ao desenvolvimento, a representação politica ou a criminalidade poderia fazer um enorme favor em divulgar.
      Talvez o próprio Fábio Pannunzio possa criar em seu blog um espaço de discussão de temas.

  • GABOLA de Garanhuns

    09/06/2012 #24 Author

    … Já assinei Carta Capital e posso lhes assegurar que aquele tablóide é um LIXOooooooooooooooooo…………

    Responder

  • clayton marcico de oliveira

    09/06/2012 #25 Author

    Caro Sergio Roberto Santos
    Não sei se Demetrio Magnoli virou jornalista, mas a pertinencia de seu conteudo, lhe da enorme credibilidade, ao contrario da maioria dos jornalistas OFICIAIS.
    Claytão

    Responder

  • Marvin

    09/06/2012 #26 Author

    “Calúnia paga com calúnia não é jornalismo”.

    Parece que o autor está dizendo que o Mino foi caluniado. Ou não?!?!?!??!?!?

    Responder

  • Jotavê

    09/06/2012 #27 Author

    Parabéns ao Lúcio Flávio Pinto pelo lúcido comentário. Não é preciso ser intelectualmente desonesto para defender um ponto de vista. Basta dizer TODA a verdade, e aposta que seu leitor não é um retardado que só sabe distinguir o preto do branco. Não é preciso “esconder o que é bom e mostrar o que é ruim” para criticar a postura de Mino Carta neste ou naquele episódio, ou mesmo fazer uma crítica de princípio às posições políticas que ele tem assumido ultimamente. A imprensa tem que tomar consciência disso que muitos autores chamam de “ética da argumentação”. Não se trata simplesmente de dizer – “estou de tal lado”. Trata-se, acima de tudo, de não roubar à realidade a complexidade que ela tem. Essa luta do “Bem” contra “Mal”, ridícula e INACREDITAVELMENTE reencenada por parte da imprensa contemporânea, merece o nosso repúdio explícito. A discussão tem que ser alçada a um outro patamar. Chega de Fox News!

    Responder

  • clayton marcico de oliveira

    09/06/2012 #28 Author

    Parabens Pannunzio!
    Isto é jornalismo! A fonte jorrou a verdade limpa e cristalina!
    Voce ganhou mais um leitor descrente do jornalismo em geral.
    Abs Claytão

    Responder

  • Mauricio Soares

    09/06/2012 #29 Author

    Belo texto, Pannunzio. Sugiro que poste também o texto anterior que o Lúcio escreveu em 06/06, “O suicídio pela palavra”.

    Responder

  • Sergio Roberto Santos

    09/06/2012 #30 Author

    Demétrio Magnolli virou jornalista?
    O jornalismo vive o seu melhor momento a partir do ponto em que um outro grupo politico chegou ao poder no Brasil.
    Eu sou da época em que o que existia no país era o que aparecia no Jornal Nacional. A Globo se aproveitou muito deste monopólio da comunicação, o ex ministro Mailson da Nóbrega contou em entrevista que virou ministro após uma conversa, não com um banqueiro, um industrial ou o presidente de uma associação de classe, mas com o jornalista Roberto Marinho.
    Hoje o que move os grandes barões da imprensa é manter este privilégio para usa-lo diante dos desafios que os meios de comunicação tradicionais estão enfrentando. Por exemplo qualquer pessoa pode colocar uma TV no ar usando a internet.
    Por isso a melhor coisa que a sociedade pode fazer é aproveitar que o espirito do capitalismo, a concorrência, tenha chegado à mídia.
    Vamos deixar os dois lados, Besta e PIG se devorarem e então realmente descobrir muitas coisas que apenas desconfiávamos.
    Todos os nomes da Besta saíram do PIG e neles exerceram cargos de direção, o que eles não sabem.

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