A situação insustentável e o clima tenso no PT indicavam que o líder da bancada, senador Aloizio Mercadante (SP), abandonaria o cargo. Os anúncios...

A situação insustentável e o clima tenso no PT indicavam que o líder da bancada, senador Aloizio Mercadante (SP), abandonaria o cargo. Os anúncios de insatisfação vinham sendo pregados há tempos.

Mas depois de uma reunião do partido, esta tarde, ficou decidido que o parlamentar não deixará a liderança. Entretanto, Mercadante voltou a colocar o cargo à disposição de quem tenha sugestões de mudança. “Coloquei minha vontade verdadeira que era a de sair da liderança e coloquei abertamente aos meus companheiros essa posição. Meu cargo está intensamente à disposição da bancada”, afirmou. “Não reivindico posição. Estou aqui hoje para cumprir um papel. Se não fosse por isso, voltaria a ser apenas um senador da base”.

O senador reiterou que a decisão tomada “não resolve a crise do Senado e que não vai virar a página”.”A responsabilidade pelo aprofundamento da crise no Senado e pelas dificuldades por que passa a bancada do PT é do presidente José Sarney”, acusou. “Se ele (Sarney) tivesse tido um gesto de grandeza, teria preservado a instituição e permitido as investigações”.

A situação do petista ficou mais complicada na tarde de hoje, quando Mercadante se recusou a ler no plenário do Conselho de Ética uma carta da executiva nacional do PT orientando os senadores do colegiado a votar pelo arquivamento das representações contra José Sarney. “Seria hipocrisia ler uma carta que não concordo e dar uma posição da qual não tenho convicção”, contou. O senador também disse não se sentir à vontade para escolher os nomes dos substitutos de Ideli Salvatti (SC) e Delcídio Amaral (MS) no colegiado.

Com a reluta, quem acabou lendo o depoimento petista foi João Pedro (AM), que quebrou hierarquias.

Coincidência ou não, Ideli e Delcídio não participaram do encontro, que deixou de ser completo também por causa de Marina Silva (AC), que anunciou a saída do partido para uma possível migração para o Partido Verde, e de Flávio Arns (PR) que, envergonhado com as últimas atitudes tomadas pelos petistas, anunciou que não deve mais fazer parte da legenda.

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