Do G1. Um ano após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar o fim do nepotismo nos três poderes, em 20 de agosto de 2008,...

Do G1.

Um ano após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar o fim do nepotismo nos três poderes, em 20 de agosto de 2008, alguns servidores exonerados pelo Senado devido à norma estão em outros cargos públicos, até mesmo na própria Casa. Um exemplo da volta dos demitidos é Carlos Eduardo Alves Emerenciano.

Ele ganhou notoriedade no ano passado por ser o primeiro exonerado no Senado devido à súmula. Seu tio e antigo patrão era Garibaldi Alves (PMDB-RN), então presidente da Casa. A demissâo de Emerenciano foi anunciada pelo próprio Garibaldi para dar exemplo aos colegas, no dia seguinte à decisão do STF.

Há cerca de um mês, ele retornou ao serviço público. Trabalha como assessor do subprocurador-geral da República, Edílson França. O G1 entrou em contato com o servidor, que não quis dar entrevista por ter sido muito exposto na época de sua demissão. Ele confirmou o novo emprego e disse que antes advogava na iniciativa privada.

Dois senadores não se conformaram com a decisão do STF e continuaram trabalhando com parentes. Para contornar a norma, eles demitiram os familiares da estrutura da Casa e dizem tirar do bolso o salário deles.

O senador Expedito Júnior (PR-RO) é um dos que se recusou a romper o vínculo de parentesco. Desde 1986, quando era deputado federal, ele conta em sua equipe com Paulo Sérgio Gonçalves Ferreira. O sobrinho, que era o único parente do senador contratado em seu gabinete, é um de seus principais assessores e apesar de não continuar na estrutura do Senado continua no dia a dia da Casa.

Em entrevista ao G1, o funcionário disse que recebeu um apelo do tio para continuar em seu grupo. “O meu vínculo com ele é muito antigo. Quando as pessoas chegam aqui no gabinete, os prefeitos do interior, as pessoas do estado, elas já sabem da nossa relação e vêm me procurar. Ele (Expedito) me implorou ‘pra’ ficar.”

Para continuar na mesma função, no entanto, o sobrinho teve de aceitar algumas restrições. Seu salário, que era de cerca de R$ 8 mil, foi reduzido para R$ 5 mil. Sua maior queixa, no entanto, diz respeito ao plano de saúde, a que deixou de ter direito. “Além da redução de salário, eu perdi o plano de saúde, que faz muita falta porque eu tenho filhos, e o plano do Senado é muito bom.”

Outro senador que não abriu mão de ter um parente por perto foi Adelmir Santana (DEM-DF). Cumprindo a decisão do STF, ele exonerou a filha Cynthia Oliveira Santana Bruneto. A demissão do Senado, no entanto, não alterou a rotina. Segundo a assessoria de Adelmir, a filha continua trabalhando normalmente ao lado do senador. Ela é quem cuida dos contatos políticos. Ainda segundo a assessoria, o senador tira do próprio bolso o salário de Cynthia, que não foi revelado.

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