Só não foi um xeque-mate  porque o Procurador-Geral a República decidiu abrir investigação contra os dois governadores enredados com os negócios de Carlinhos Cachoeira....

Só não foi um xeque-mate  porque o Procurador-Geral a República decidiu abrir investigação contra os dois governadores enredados com os negócios de Carlinhos Cachoeira. Para o que realmente interessa numa CPI como essa do Cachoeira, Agnelo deu uma surra no colega goiano Marconi Perillo.

Perillo saiu na frente na semana passada, quando apareceu de surpresa no Congresso e se dispôs a prestar um depoimento espontâneo. Fica claro agora que era jogo de cena e tinha o objetivo de criar um factóide. Nesse sentido, foi acertada a decisão da comissão de não permitir a antecipação.

Confrontado com versões conflitantes sobre a venda de sua casa para o bicheiro, Marconi não esclareceu nada. E ainda se negou a oferecer a quebra de seus sigilos, posição da qual foi obrigado a recuar diante pela oferta espontânea de Agnelo de abrir mão de seus dados fiscais, bancários, telefônicos e da correspondência eletrônica.

No tocante às justificativa apresentadas, ambos se saíram mal. Como o governador goiano, o de Brasília também não conseguiu explicar a compra de uma casa — pelo valor declarado, feita na bacia das almas — nem a evolução de seu patrimônio. Mas ao final, serviu para Agnelo encantoar Perillo.

Com a entrada de Roberto Gurgel, o jogo entre PT e PSDB ganha um novo árbitro. Ali não é a opinião pública que orienta o processo. Na esfera do Ministério Público, efeitos como a jogada do governador candango têm pouco ou nenhum valor.

É onde vai se dar o xeque-mate.

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