Marcos Chagas Agência Brasil Convidado a dar explicações na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados sobre sua participação na Marcha da Maconha,...

Marcos Chagas

Agência Brasil

Convidado a dar explicações na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados sobre sua participação na Marcha da Maconha, realizada há duas semanas no Rio de Janeiro, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, fez hoje (26) críticas à política antidrogas em vigor no país. Para o deputado Laerte Bessa (PMDB-DF), autor do requerimento aprovado pela comissão, o ministro fez apologia das drogas ao participar do evento.

Em entrevista coletiva após participar de audiência pública na Comissão de Meio Ambiente do Senado, Minc disse que não vê problemas em comparecer à comissão da Câmara para prestar os esclarecimentos que os parlamentares julgarem necessários. . Ele destacou, entretanto, que a marcha foi legal e autorizada pela Justiça. “As pessoas têm direito de expressar sua opinião e, no caso de autoridades públicas, eu diria mais: tem o dever”, afirmou Minc.

“Eu e várias outras pessoas mais representativas do que eu – seis ministros de Estado, o governador [do Rio de Janeiro] Sérgio Cabral, o ex-presidente Fernando Henrique, o Obama [Barack Obama, presidente dos Estados Unidos] – consideramos a atual política de drogas ineficaz. Uma política eficaz teria que ser baseada, no caso dos consumidores, muito mais na informação, na prevenção, no tratamento como caso de saúde pública, e não entupindo-se as prisões com usuários”, acrescentou o ministro.

De acordo com Minc, a manutenção da atual política de drogas é defendida, inclusive, por traficantes que se beneficiam dela. Segundo ele, enquanto o álcool e o cigarro, que fazem mal, são comprados no mercado, a maconha, por sua vez, é adquirida diretamente das mãos dos traficantes.

“Alguns dos traficantes de maconha ficam muito bem contemplados com a atual política [de combate às drogas], que dá a eles o monopólio da venda dessa droga. Com isso, aumenta o poder militar e corruptor [dos traficantes]”, ressaltou o ministro.

 

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