Do Estadão. Eugênia Lopes Dois dias depois da apresentação de estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) que prevê o corte de 2.200 funcionários com...

Do Estadão.

Eugênia Lopes

Dois dias depois da apresentação de estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) que prevê o corte de 2.200 funcionários com a economia de R$ 376,4 milhões anuais, a Mesa Diretora do Senado deu o aval ontem para que seja feita uma reforma nas instalações elétricas e de ar-condicionado do plenário da Casa. A justificativa para a obra é que as condições físicas do plenário do Senado são precárias, até com a queda das placas de metal que enfeitam o teto. Ainda não há previsão de quanto será gasto com a obra do plenário, que deverá ser feita no recesso de janeiro.

“Não temos ideia de quanto vai custar. Mas tem gambiarra de tudo que é jeito no plenário”, afirmou ontem o primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI). Ele não descartou a possibilidade de que, com as obras nas instalações elétricas, seja feita uma reforma completa do plenário. O novo layout do local aumentaria, por exemplo, a distância entre a Mesa Diretora e a parede. Heráclito garantiu, no entanto, que não há nenhum projeto de fechar o plenário com vidros e isolar o público que vai ao Senado.

A exposição sobre a precariedade das instalações físicas do plenário do Senado foi feita durante a reunião da Mesa Diretoria por engenheiros da Casa. Eles levaram fotos mostrando as más condições da fiação elétrica, com cabos desencapados ao lado de tubulação de água. “A situação é de absoluto risco. Não vai se deixar incendiar o plenário”, argumentou a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), segunda vice-presidente.

Também é necessário refazer toda a parte acústica e de impermeabilização do plenário da Casa, que é revestido de lã de vidro, material hoje considerado cancerígeno, segundo explicou Heráclito. “Imagina se amanhã cai uma placa dessas na cabeça de um senador? Não quero que aconteça um acidente e eu seja responsabilizado”, disse o primeiro-secretário, a quem cabe cuidar da parte administrativa do Senado. O projeto de reforma da Casa prevê a substituição do forro metálico, do isolamento térmico e acústico do plenário, além do ar-condicionado. Também há previsão de instalação de um sistema de renovação de ar e a substituição da iluminação do plenário. O projeto prevê ainda a instalação de um sistema contra incêndio. Além da reforma, os integrantes da Mesa aprovaram ontem ato que regulamenta o funcionamento dos gabinetes nos Estados dos senadores.

Esses escritórios são mantidos com a verba de R$ 15 mil mensais. Pela proposta, os escritórios dos senadores nos Estados poderão empregar somente funcionários com cargo em comissão – servidores efetivos do Senado não poderão trabalhar no gabinete estadual. O projeto também veda a servidores com cargos em comissão vinculados à Mesa Diretora ou às demais unidades administrativas que trabalhem nos escritórios estaduais.

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