Milenarismo verde: Temperatura na Amazônia pode subir 6ºC

Se eu fosse você, guardaria essa notícia para conferir no futuro. A previsão do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas fixa um prazo para o caos ambiental previsto para a Amazônia. Até agora, os climatologistas erraram todas. Alguns, mais sérios, já fizeram inclusive autocríticas sobre as previsões que embasam o novo milenarismo verde. Para o editor deste blog, esse alerta tem o mesmo valor das previsões das ciganas, tarólogas e cartomantes.

Leia aqui o contraponto do Professor Luiz Molion, que prediz justamente o contrário.

A conferir no futuro. Leia o que informa o Estadão:

A temperatura na Amazônia deve aumentar de 5º a 6ºC até o fim do século, segundo projeções do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC). O primeiro relatório de avaliação nacional do PBMC prevê ainda uma redução de 40% a 45% das chuvas na região amazônica no mesmo período, indicando que modificações de clima “podem comprometer o bioma”.

O estudo aponta tendência de aumento das chuvas apenas para o Pampa e a porção sul/sudeste da Mata Atlântica, principalmente de São Paulo ao Rio Grande do Sul. As projeções mais graves foram feitas para Amazônia, Caatinga e Cerrado.
O climatologista Tércio Ambrizzi, da Universidade de São Paulo, que coordenou a pesquisa, disse que análises regionais tendem a ser mais precisas do que modelos de grande escala, destacando a controvérsia em relação à incerteza que envolve resultados de simulações sobre o aquecimento do clima.

O relatório será apresentado hoje no auditório da Coppe/UFRJ no Parque dos Atletas, durante o evento “O Futuro Sustentável”, que integra a Rio+20. O trabalho completo terá outros dois volumes até outubro.

“Mais preocupante do que o dado em si (de aquecimento do clima em cada bioma) é a cadeia de efeitos que isso acarreta”, diz Suzana Kahn, presidente do comitê científico do PBMC e subsecretária de Economia Verde do Rio. Segundo ela, apesar da falta de “certeza absoluta” em relação aos efeitos do aquecimento, isso não significa que se deve postergar a ação.

O estudo destaca o “inegável sucesso” brasileiro na recente redução da área desmatada na Amazônia, de 27.000 km² em 2004 para 6.200 km² em 2011. Mas chama a atenção em relação a “como a área desmatada continuará a decrescer”até que o Brasil atinja as metas de redução de emissões de gases de efeito estufa assumidas oficialmente. De acordo com a análise, caso o desmatamento alcance 40% na região, são esperadas “mudanças drásticas” no ciclo hidrológico, prolongando a duração da estação seca.

A projeção mais crítica para a região amazônica seria a chamada “savanização” da parte leste da floresta. “Uma mudança tão profunda na vegetação acarretaria perdas significativas nos estoques de carbono, tanto do solo como da vegetação. Além das perdas de carbono, outras mudanças poderiam resultar num colapso da floresta”, aponta o estudo.

Ambrizzi disse que este é um cenário extremo. “Pode ser mais intenso, como mostra o estudo, ou pode ser um pouco menos, com uma variação menor. Mas mesmo assim haveria uma modificação do bioma.”

No caso da Caatinga, a projeção é de temperaturas mais altas entre 3,5° e 4,5°C, além do agravamento do déficit hídrico do nordeste, com as chuvas caindo de 40% a 50%. No Cerrado, a temperatura aumentaria entre 5° e 5,5°, e a distribuição de chuva teria uma redução de 35% a 45% até 2100.

O relatório ressalta a vulnerabilidade de grandes cidades às mudanças nos padrões de chuva, por falta de investimentos em infraestrutura para evitar enchentes e deslizamentos de encostas. Poucas cidades têm uma série histórica de dados de precipitação pluviométrica.

Ambrizzi destaca a necessidade de ampliação da rede de observação e do número de pesquisadores no País. Segundo ele, apesar das lacunas e incertezas relacionadas às projeções sobre mudanças do clima, as tendências apontadas pelo relatório são consensuais.

Presidido por Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o PBMC foi criado em 2009 e reúne 250 especialistas de universidades e institutos de pesquisa do país. O relatório segue o modelo usado pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), da ONU. As projeções de cenários futuros do clima levam em conta mudanças no uso da terra ou nas concentrações de gases de efeito estufa.

Para o diretor da Coppe e secretário executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, Luiz Pinguelli Rosa, o grande mérito do relatório é “dar o estado da arte do conhecimento científico, olhando para dentro do Brasil”. O documento, segundo ele, aponta a gravidade potencial do problema. “A ciência, no fundo, trabalha com a ideia da evolução permanente. Nunca estabelece uma verdade definitiva. Ainda mais numa área como o clima”, disse Pinguelli. Segundo ele, as incertezas são maiores em relação aos padrões de chuva. “A regionalização dos estudos é uma contribuição importante.”

Beba na fonte: Temperatura na Amazônia pode subir 6ºC – vida – geral – Estadão.

Comentários

3 thoughts on “Milenarismo verde: Temperatura na Amazônia pode subir 6ºC

  1. não soi climatologista mas sou cientista. no seu blog vc afirma que os climatologistas erraram todas. gostaria de sabe qual o critério científico que o levou a fazer essa afirmação. aliás, a cobertura que a rede bandeirantes está dando à questão das mudanças climáticas tem um viés no mínimo curioso.

    • A resposta está nos posts da série especial sobre o aquecimento global. São dados do NOAA e do próprio IPCC utilizados pelos pr[oprios aquecimentistas. Eu gostaria de saber onde estão os dado que demonstram que a temperatura da Terra está aumentando. Já que o sr. é cientista, poderia me enviar dados objetivos que pudessem clarear o assunto ?

    • Pannunzio,esses “aquecimentistas,não lhe enviarão nada,porque tudo é uma fraude e farsa.

      O aquecimento global,faz parte da insana e satânica Nova (Des)Ordem Mundial,
      com metas de desconstrução da indústria e despopulação mundial.

      Parabéns pela série.Principalmente o relato do PhD Luiz Carlos Molion,um dos poucos profissionais sérios (no mundo) que denunciam esse engodo.

      Frase símbolo da verdade:

      “Não se deve confundir mudnça climática com conservação ambiental”
      (Prof.Molion)

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