Os militantes de vários movimentos ambientalistas, somados a vândalos profissionais do MST e congêneres,  deram ontem uma demonstração de intolerância e falta de capacidade...

O espaço da CNA destruído pelo vandalismo-melancia: não seria melhor boicotar o arroz, feijão e bife ?

Os militantes de vários movimentos ambientalistas, somados a vândalos profissionais do MST e congêneres,  deram ontem uma demonstração de intolerância e falta de capacidade de conviver democraticamente com seus antagonistas. Depredaram o espaço em que os produtores rurais brasileiros expunham as conquistas ambientais dos últimos anos, que não são poucas.

A destruição do stand montado pela CNA e pelo SEBRAE foi uma espécie de retaliação raivosa e tardia às derrotas no campo político impostas pelo agronegócio aos militantes ambientalistas na reforma do Código Florestal. E também uma reiteração urbana das práticas adotadas no campo por movimentos que se estruturaram no passado para lutar pela reforma agrária.

Curiosamente, nos anos Lula o MST foi acusado pelo próprio governo de atuar como um dos grandes agentes da devastação ambiental no Brasil. Nas glebas destinadas aos assentamentos no chamado círculo de fogo da Amazônia o processo se inicia pela predação crimonosa da madeira, que antecede as queimadas para calcinar a mata e formar pastos que em seguida são abandonados.

Melhor e mais produtivo para os ambientalistas e sem-terra fundamentalistas seria boicotar o agronegócio deixando de consumir seus produtos. Seria uma grande contribuição para o mundo se ficasse demonstrado que se pode sobreviver sem arroz, feijão, carne, leite, ovos, óleo de fritura, farinha de trigo, milho e algodão. E também sem os dólares das commodities que fazem do Brasil um dos grandes exportadores de alimentos em um planeta acossado pelo neomalthusianismo, com mais de um bilhão de famintos concentrados no Hemisfério Sul.

Comentários

  • lídia

    25/06/2012 #1 Author

    No noroeste do Paraná – depois do pontal do Paranapanema a área, no sul, de eleição do MST para invasões de terras particulares – o desatino começou no início da década de 90: depredação das construções (de cercas a casas), de máquinas, apropriação das colheitas e abate sistemático do gado, tanto para o churrasco cotidiano da tchurma como para a venda aos açougues da região ( uma vingança de “crasse” de facão em riste prá ninguém botar defeito!…). Quanto ao desmatamento, um exemplo: os assentados do Chico Mendes ( os assentamentos sempre têm nome de “revolucionários”…), uma área de 2400ha na cidadezinha de Querência do Norte, queimaram a mata nativa e reserva legal de quase 500ha ( o que levou dias ) sob o pretexto de aumento da área para plantio mas com o objetivo real de vender a madeira, o que fizeram sob as vistas complacentes do Ibama/IAP e do INCRA ( em Brasília, era o PSDB…). Este e muitos outros assentamentos no norte e noroeste do estado, 20 anos depois, são 90% improdutivos, o restante que produz alguma coisa é o que foi por eles arrendado a agricultores tradicionais com renda de 10 a 15% da produção, o que lhes garante o Corcel ou a Kombi anos 70, a cachacinha sagrada e a cama, 24 horas, para dormir e se reproduzir. Em 99, sob o governo estadual de Jayme Lerner, houve uma reintegração de posse geral nas áreas invadidas, mas o que já estava consolidado em assentamento, permaneceu.

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  • Diego

    22/06/2012 #2 Author

    Certamente se o CNA tivesse contratado um punhado de pessoas para fazer o mesmo em um stand de uma ONG, certamente a mídia não falaria de outra coisa.

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  • pedro paulo

    22/06/2012 #3 Author

    Prezado Fábio, bom dia.
    Para esta gente, ficar sem ” arroz, feijão, carne, leite, ovos, óleo de fritura, farinha de trigo, milho e algodão.”, não será problema.
    Duro será se for racionado o capim.

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  • Sol

    22/06/2012 #4 Author

    Assim que terminar a Rio+20 gostaria que uma alma caridosa tirasse fotos do Aterro. Específicamente no local que essa gente ficou, com a chuva que começou a cair deve estar um horror, já que ele não foi projetado para esse tipo de evento no seco, que dirá com chuva.
    Mas como é praxe do nosso prefeitinho, Eduardo Paes, e governador-festa, Sergio Cabral, pra que melhorar o que está ruim se podemos piorar o que está bom?!

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