Durante mais de uma hora, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), usou a tribuna da Casa para falar dos cem anos de morte...

Durante mais de uma hora, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), usou a tribuna da Casa para falar dos cem anos de morte de Euclides da Cunha e dos 55 anos de falecimento do ex-presidente Getúlio Vargas.

Foi aparteado por alguns senadores num plenário vazio, típico de segunda-feira.

Recebeu elogios pela atitude. Mas também foi alfinetado pelo petista Eduardo Suplicy (SP), que aproveitou a homenagem feita ao escritor para cobrar uma postura de Sarney.

Para Suplicy, o discurso leve foi feito “no momento em que o Senado vive momentos de muita tensão, como nunca antes viveu”.

Ele fez referência ao discurso do colega Aloizio Mercadante, que na última sexta-feira fez uma mea-culpa e se incluiu entre os culpados pela crise políttica que assola a instituição. E também criticou a postura de Sarney, quando em entrevista à Globo News, afirmou que não tinha a ver com a crise e não se sentia culpado por ela. “A situação do Senado não está tranquila, não está definida”, disse Suplicy a Sarney. “Há certas ocasiões em que, se erros cometemos, é preciso esclarecermos todos eles. O reconhecimento dos próprios erros também é importante”.

O aparte, que durou muito mais do que os dois minutos regimentais, foi considerado pelo senador Mão Santa (PMDB-PI), que presidia a sessão, praticamente um discurso.

E novamente com a palavra, Sarney se ateve a criticar a postura de Suplicy, afirmando que ele (Suplicy), não fora indelicado com Sarney, mas ferira a memória de Euclides da Cunha, que estava sendo homenageado. “O senhor coloca nesse gesto um gesto que não é da boa educação do senhor e que deve ser motivado por sua paixão política”, disse Sarney, que rapidamente encerrou o discurso.

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