Parlamentares democratas que integravam até hoje o Conselho de Ética não fazem mais parte do colegiado. A decisão de retirar os nomes de Heráclito Fortes...

Parlamentares democratas que integravam até hoje o Conselho de Ética não fazem mais parte do colegiado.

A decisão de retirar os nomes de Heráclito Fortes (PI), Demóstenes Torres (GO) e Eliseu Resende (MG) foi tomada hoje durante reunião da bancada e é uma espécie de represália ao arquivamento das 11 reclamações contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). “Ir para fazer parte de uma palhaçada? Eu não me disponho a isso”, afirma Torres.

Segundo o líder José Agripino Maia (RN), a medida foi adotada para impedir “a tratoração política em detrimento da apuração da ética”. ” Essa é uma atitude de responsabilidade da bancada, que entende que a manutenção da atual concepção representa uma conivência com a não investigação dos fatos”.

A saída também veio seguida de uma proposta por parte dos democratas. Eles estudam apresentar a todos os parlamentares da Casa uma alteração no regimento do Conselho para que apenas um senador de cada partido faça parte do colegiado.

A ideia é que esse integrante seja o líder do partido ou o titular do mandato e não esteja respondendo a qualquer tipo de processo. Isso manteria todos os membros num grau de paridade, sem que bancadas com maior quantidade de senadores pudesse ter mais integrantes no colegiado.

A proposta deve ser apresentada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, e passar pela avaliação do relator ACM Júnior (DEM-BA), um dos três suplentes do Conselho de Ética que também debandou do colegiado na tarde de hoje.

Os democratas também devem sugerir a retirada do projeto do sendor Tião Viana (PT-AC) da pauta da CCJ. Ele pede a extinção do Conselho de Ética.

Comentários


Sem comentários ainda.

Comente!

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *