21 de Setembro de 2009. Eu e uma porção de jornalistas brasileiros estávamos em Nova Iorque para cobrir a Assembléia Geral da ONU, que...

21 de Setembro de 2009. Eu e uma porção de jornalistas brasileiros estávamos em Nova Iorque para cobrir a Assembléia Geral da ONU, que seria aberta no dia seguinte. No fim da tarde, um diplomata que coordenava a cobertura da imprensa brasileira pelo Itamaraty nos convocou para uma entrevista coletiva que o então chanceler Celso Amorim concederia em poucos minutos. “É uma informação importante”, avisou o assessor.

Antes de chegar à sala de imprensa montada na suíte de um hotel, pensávamos que a convocação se referia a algo envolvendo a polêmica posição do presidente Lula, que naquele momento se empenhava em defender o direito do Irã ao uso da energia nuclear. Lula havia se transformado numa espécie de embaixador informal de Ahmadinejad, posição que manteve até o último de seus dias no governo, e que terminou por ensejar um dos maiores micos que o Brasil já havia protagonizado ao longo de sua nobre história diplomática: a tentativa de acabar com a crise no Oriente Médio com uma conversa de pé-de-ouvido, um sanduíche de mortadela e uma caipirinha.

Ao chegar ao hotel, Celso Amorim comunicou que Manuel Zelaya, deposto dias antes da presidência de Honduras, acabara de entrar na embaixada brasileira em Tegucigalpa. Havia sido acolhido de bom grado e permaneceria por ali o tempo que quisesse. Zelaya fora apeado do Poder porque tentou mudar a constituição para conseguir um novo mandato, uma manobra nos moldes do que Hugo Chavez já havia feito duas outras vezes na Venezuela.

Ocorre que a própria constituição hondurenha criminaliza esse tipo de iniciativa  para respaldar o pressuposto mais elementar de qualquer democracia: a definição do tempo do mandato. Além disso, Zelaya respondia a 18 processos em que era acusado de corrupção.

Encerrado o evento da ONU, a maior parte dos jornalistas que estavam em Nova Iorque tomou o rumo de Tegucigalpa. Cheguei lá três dias depois  do intróito do presidente deposto na embaixada brasileira. A capital estava convulsionada pela volta do degredado, que havia trocado a prisão por um exílio na vizinha Costa Rica e voltara pelas mãos de Chavez, numa operação coordenada pelo próprio Celso Amorim e pelo assessor internacional da Presidência, Marco Aurélio Garcia. Tudo feito com consulta prévia e a bênção do governo Lula.

Nas ruas da capital, um grupo pequeno, de cerca de duas mil pessoas, promovia atos públicos que invariavelmente terminavam com bombas de efeito moral e tiros de bala de borracha disparados pelas tropas federais. Com o passar dos dias, os manifestantes pró-Zelaya foram minguando. Restaram cerca de 200 ao cabo de duas semanas — a maior parte composta por pelegos do sindicalismo local que, lá como aqui, o governo tratava de engordar com cargos, dinheiro e favores oficiais.

No dia 14 de outubro, Honduras parou, ficou em silêncio por duas horas e depois explodiu numa festa genuína. Milhares de pessoas foram para as ruas com suas camisetas azuis e brancas para cantar o hino nacional e reacender a chama do patriotismo num momento de catarse nacionalista. A festa foi provocada pela classificação da seleção de Honduras para o Copa do Mundo de Futebol do ano seguinte. Contrariando todas as previsões, o time havia conseguido derrotar El Salvador — e ainda contou com a ajuda da seleção da Costa Rica, que não conseguiu vencer os Estados Unidos e perdeu a vaga.

Estávamos hospedados num dos melhores hotéis de Honduras. Um telão foi montado num saguão para que os torcedores endinheirados de Tegucigalpa pudessem acompanhar a partida entre uma dose e outra de uísque. Nós, jornalistas estrangeiros, torcíamos desabridamente por Honduras. Quando a Costa Rica empatou com os EUA, aos 50 minutos do segundo tempo, pulamos e nos abraçamos, fizemos um brinde e comemoramos a classificação daquele pequeno país, que jamais havia disputado um mundial de futebol. “Somos mundialistas, somos mundialistas”, gritavam os hondurenhos com a autoestima lustrada.

Mas logo percebemos que nossa torcida provocava constrangimento aos torcedores locais. Nas mesas vizinhas, nossa alegria gerava olhares de reprovação. Inibia mesmo os torcedores locais. Até que um deles se levantou, caminhou até a nossa mesa e perguntou de onde éramos.

“A maior parte de nós é brasileira” respondi. “Então, por favor, respeitem o nosso momento e deixem que festejamos nós mesmo a nossa conquista”, disse o homem, de maneira rude e assertiva.

Logo o saguão estava vazio. Os hondurenhos se levantaram e saíram em silêncio levando suas bandeiras enroladas. O telão foi desligado. As luzes, apagadas. Contrastando com a festa que explodia nas ruas, o bar do hotel  se transformou numa caverna erma e soturna. Culpa nossa, exclusivamente nossa, que estávamos ali de penetras numa celebração para a qual não fôramos convidados.

Nos dias que se seguiram, as manifestações de hostilidade viraram rotina. O que mais ouvíamos na capital, sempre que abordávamos populares, eram pedidos agressivos para que deixássemos o país e voltássemos ao Brasil. E não foram poucas as vezes em que isso aconteceu. A hostilidade à nossa presença ia aumentando na mesma medida em que as declarações da diplomacia brasileira subiam de tom.

Havia boatos, muitos boatos dispersos no ar. Falava-se que o Brasil estaria enviando tropas para defender a soberania de sua embaixada, que aviões brasileiros foram vistos sobrevoando bases militares próximas à capital do país. O presidente Lula só se referia ao presidente recém-empossado pelo Congresso como “golpista”. Nem sei se chegou a mencionar alguma vez o nome de Roberto Micheletti. Era apenas “o golpista”. Aquilo foi irritando os brios da população de Honduras.

O Brasil não mandou aviões nem soldados, mas transformou a diplomacia num claro instrumento de intervenção na soberania hondurenha. Moveu batalhas enormes para tentar elevar o problema da pequena república centro-americana ao status de grande evento multilateral. Fracassou em todas as tentativas. A primeira delas representou o fracasso mais retumbante: a proposta de reunir o Conselho de Segurança da ONU para discutir uma intervenção mais drástica. A ONU deu uma banana a Celso Amorim.

Depois, no âmbito da OEA, houve resistências até à ida de uma comissão negociadora para mediar a discussão com os atores da crise. Mal-humorados, os representantes da OEA já sabiam que o povo de Honduras é que iria resolver seus problemas. Por isso não vingaram as propostas brasileiras de aplicar sanções comerciais e isolar diplomaticamente o país. Aos poucos, assim que conseguiram entender o que se passava, governos de todo o mundo — os Estados Unidos à frente — foram colocando água fria sobre a fogueira da crise . Só o Brasil insistiu no erro da posição intervencionista.

Mas o tempo seguiu seu curso saneador. E Zelaya, que não desistia do bunker armado na embaixada do Brasil, acabou se transformando num enorme problema. Quatro meses se passaram até que viesse  uma ordem de despejo para aquele inquilino incômodo e seu pequeno séquito. Em dezembro, o Itamaraty deu o ultimato, solicitando a Zelaya que desocupasse a sede diplomática. Foi cumprido no último dia, encerrando de maneira desastrosa a articulação intervencionista de Lula e Chavez para levar de volta ao coração de Tegucigalpa o homem que havia sido banido por abuso de suas prerrogativas constitucionais.

Enquanto Lula, Marco Aurélio Garcia e Celso Amorim inventavam uma maneira de se livrar do imbroglio, o “golpista” Michelletti tratava de colocar a casa em ordem. Convocou eleições — às quais o partido de Zelaya concorreu — e restabeleceu a ordem pública. A democracia hondurenha deu uma prova inequívoca de maturidade. A institucionalidade seguiu incólume, em benefício da vontade legítima e soberana do povo daquele País.

Para nós, que de certa forma encarnávamos a presença indigesta do governo brasileiro diante da população humilhada e ultrajada de Honduras, restou a experiência amarga de vestir o estereótipo deletério do imperialismo caboclo. Sim, o Brasil, a potência emergente do Cone Sul, aposentava a isenção quase suíça da tradição diplomática e adotava uma postura arrogante e desrespeitosa.

A ponto de os populares nos hostilizarem nas poucas manifestações pró e contra Zelaya com o mesmo bordão, repetido sempre em inglês: “brazilians, go home!”. Éramos os yankees dos hondurenhos. E éramos mesmo. Por isso, a multidão inflava o peito pedindo que deixássemos, nós, brasileiros, seu território e seu desiderato. “Tirem suas patas do nosso destino”. Era isso o que eles nos diziam o tempo todo.

Agora, algo muito parecido se repete no Paraguai. O parceiro de primeiro hora, o País que sediou a primeira reunião do Mercosul, foi escanteado por uma jogada matreira do acordo regional porque resolveu, seguindo os ditames da constituição, demitir por justa causa um presidente incompetente e fraco. Como se viu, a indignação do vizinhos briosos foi apenas um pretexto. O que importa é que a esquerda sulamericana cravou mais um tento, afastando o sócio fundador do Mercosul para impor a presença plena da Venezuela no tratado.

Pagar um golpe com outro é moral ? É lícito ? É éticamente defensável ?

Não, não é. Mas no tabuleiro da política, o que conta mesmo é ocupar espaço e vencer sempre. É essa a lógica da retórica que condena a decisão do Congresso e do judiciário paraguaios, mas a utiliza como pretexto para enfiar Hugo Chavez goela abaixo a um sócio que, supostamente, afrontou a democracia. No plano moral, na pior hipótese, o golpe perpetrado contra Lugo só encontra paralelo no golpe perpetrado a favor de Chavez no âmbito do Mercosul.

Logo, logo vão aparecer nacionalistas nas ruas de Assunção bradando “brazilians, go home” — ou um bordão análogo em guarani ou espanhol. Pode até parecer folclórico em Tegucigalpa, mas com certeza não será sem consequências do lado de lá da fronteira, onde 350 mil brasileiros são hositilizados todos os dias como ladrões de terras paraguaias.

Apressada e determinadamente, vamos perdendo a candura conciliadora da diplomacia de Osvaldo Aranha para nos transformarmos no vizinho temido, atrevido e desrespeitoso — o País imperialista que, mais do que respeitado, é temido.

Três anos atrás, éramos os yankees de Honduras. Agora, somos os yankees do Paraguai.

Comentários

  • MarceloF

    02/07/2012 #1 Author

    Fábio,
    espero que essa de bolivarianismo chegue logo ao fim. Cansa ver a diplomacia do Brasil fazer besteira. Uma depois da outra. E ninguém responde por elas. Honduras, Irã, Argentina, Paraguai. Quanto ridículo! O desejo de ser potência mundial é ridículo para um país de analfabetos funcionais como o nosso.
    Em tempo: tem uns caras que são masoquistas, ou não tem nada melhor para fazer da vida. Pois dizem que detestam o teu blog, mas dele não arredam o pé. Será paixão mal resolvida?
    Sds.,
    de MarceloF.

    Responder

  • Turco

    01/07/2012 #2 Author

    A incoerência dos “nossos” governantes é assustadora!

    Responder

  • J

    01/07/2012 #3 Author

    Tudo muito bom, tudo muito bem, Lugo já vai tarde e os paraguaios que se virem. Só faltaria agora explicar por que é que os EUA já sabiam do golpe há mais de 3 anos…

    http://www1.folha.uol.com.br/colunas/janiodefreitas/1113271-o-golpe-revelado.shtml

    Aliás algum comentário sobre o conteúdo das acusações contra o (agora ex) presidente Lugo também seria interessante, se houver jornalistas interessados. Ah, não dá, por que não houve acusações. Entendi. Escreveram algo do tipo “por acusações tão notórias que nem precisamos mencionar” e por aí vai. Ótimo, fácil se defender assim. Espero que todas as cortes de justiça do mundo sigam esse exemplo… A Sudamerica vai bem, assim, Venezuela, Paraguai, que beleza!

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    • K

      02/07/2012 #4 Author

      Pelo visto você é mais um dos PeTralhas que mamam nas tetas desse rico “pobre” país que só fala em justiça, legalidade, direitos, etc. quando tem seu interesse contrariado. O que você acha da situação dos brasileiros no Paraguai, que são tratados como ladrões de terra, que são hostilizados?
      E o que você acha dos roubos, desmandos, falcatruas, enriquecimento rápido dos seus cumpanheiros???
      Tá com pena do lugo? leve ele pra sua casa!

  • intruder

    01/07/2012 #5 Author

    Com os comunistas mandando na américa latina, e manipulando a população através da mídia vendida falando em democracia o tempo todo, é com grande esperança que vejo o exemplo dado pelo paraguai. É claro que a galera da panelinha vai espernear, isso pode ser problema para os seus planos. A rataria que está na farra do dinheiro do país ficou preocupada.

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  • pobrepampa

    01/07/2012 #6 Author

    Acho que os paraguaios estão a ter uma chance sem precedentes. Sem as esmolas dos vizinhos, precisará desenvolver um parque industrial inexistente. Tem energia de sobra para isto e pode dar a distribuição em concessão para alguma multinacional. Com a energia quase de graça, nada impede de ser um país importante e, quem sabe, mais democrático que os outros.

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  • Mauricio Soares

    01/07/2012 #7 Author

    Comentário do Pannunzio no dia 22: “Apesar da drasticidade, o processo está embasado em prerrogativas constitucionais do Congresso e nem de longe se confunde com um golpe de Estado.”
    Comentários do Pannunzio no dia 29: “…o golpe perpetrado contra Lugo só encontra paralelo no golpe perpetrado a favor de Chavez no âmbito do Mercosul.”
    O que mudou nos 7 dias que permitiu a reconsideração? Pareceu-me contraditório.
    O “Golpe Paraguaio” pode ter sido legal, mas não têm legitimidade democrática, pois um dos pressupostos desta é o devido processo legal e o direito de defesa. No primeiro caso pode se argumentar da sua desnecessidade, pois é um processo político, mas é inegável a impossibilidade de defesa no impeachment relâmpago de Lugo, inovação da democracia paraguaia.
    No caso paraguaio usa-se a democracia e a legalidade para golpeá-las. Aí o paralelo com a Venezuela é perfeito, o líder bolivariano faz uso de todos os dispositivos legais e democráticos, com consultas populares e etc. para concentrar poder e esvaziar a democracia. Não dá para se criticar um e atribuir legalidade ao outro.
    No artigo do dia 22 você critica Lugo por não ter confrontado as oligarquias paraguaias tendo se composto com elas, fico pensando o que teria acontecido se ele tivesse confrontado, sabendo que o golpe já era gestado desde 2009, como podemos ver em correspondência vazada pelo Wikileaks.
    A entrada da Venezuela no Mercosul é importante ao bloco. Desde sua formação com os 4 países o Mercosul não consegue ampliar sua influência, a expansão de suas fronteiras é também de seu peso comercial e estratégico. A Venezuela é grande comprador e de grande interesse para o setor produtivo do bloco. Apesar da retórica de confrontação entre Chavez e os EUA, este é o mais consumidor de petróleo venezuelano e principal exportador para o país bolivariano.
    Se é verdade que a inclusão da Venezuela foi através de um “jeitinho” encontrado pela diplomacia, é verdade também que só pelo argumento ideológico que se interdita o seu acesso ao Mercosul, porque comercialmente é do interesse de todos.
    Apesar da isenção total ser utópica e uma tolice, a tentação da seletividade deve ser evitada, o que a meu juízo, você não consegue em seu texto.

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    • bedot

      02/07/2012 #8 Author

      Por que vc omitiu o “na pior das hipóteses” que antecedeu o texto que aponta suposta incoerência?

      Quanto ao “pragmático” argumento para defender a entrada da Venezuela no Mercosul, dizer o que? Se a Venezuela é importante comercialmente para o Brasil, por que não rediscutir a criação da Alca ou priorizar os acordos bilaterais com a Europa e a China? Há princípios que se sobrepõem a esse pragmatismo bucéfalo e fajuto, que só serve de desculpa para aproximação com ditadores e promoção de anti-americanismo. Um deles é a defesa da democracia, em vigor pleno no Paraguai (que o Mercosul bolivariano quer expulsar) e totalmente capenga na Venezuela chavista (que o Mercosul quer acolher). Nossa diplomacia é patética.

  • Roland Brooks Cooke

    01/07/2012 #9 Author

    Fábio, temo que a hostilidade paraguaia contra a ação desastrada do governo brasileiro vá mesmo acontecer. Um pena. Eu vou ao Paraguai ocasionalmente, aproveitando estadias minhas em Campo Grande. Vou, como a maioria dos que visitam aquele país, fazer umas compras, encomendas das filhas, uns perfumes e bebidas. Vou mandar confeccionar uma camiseta, metade verde-amarela, metade azul e vermelha, com os dizeres: “Yo no soy culpable por los errores de Brasil” em letras bem grandes. Usarei enquanto estiver por lá. Tenho vergonha do meu país, numa hora dessas.

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  • Luciano

    01/07/2012 #10 Author

    Perfeito! Texto excelente. Essa é a moral que serve de farol para nossa velha e conhecida esquerda. Vale tudo, como utilizar-se da trapaça, da mentira ou de qualquer artifício legal ou não,desde que contribua para atingir seus intentos.

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  • Lord Vader

    01/07/2012 #11 Author

    Pannunzio, bom dia.

    Veja isto. A incompetencia e o amadorismo da nossa diplomacia está cada vez mais dificil de se esconder.

    http://www.istoe.com.br/reportagens/218248_BARBEIRAGEM+DIPLOMATICA

    Espero que Dilma faça a coisa certa.

    Isto é: dar um belo chute no traseiro dos esquerdistas que destruiaram a antes muito conceituada diplomacia brasileira.

    Que o TOP-TOP Garcia seja o primeiro da fila.

    Que Dilma bote a nossa diplomacia no alto patamar de antes.

    Responder

  • edson geraldo silveira

    01/07/2012 #12 Author

    Fabio, brilhante teu texto…
    Parabéns, Amigo.

    Responder

  • fernando vieira

    30/06/2012 #13 Author

    não entendi uma coisa: não foi o Chavez que após mudar a Constituição promoveu um plebiscito áaq rferendá-la? não foi o mesmo Chávez que renunciou seu mandato antecipando as eleições afirmando ser incoerente presidir o país com uma nova constituição já que fora eleito pela velha? não foi o mesmo Chávez que enfrentou um referendo convocado pela oposição – de acordo com a nova constituição – para tirá-lo do poder caso o eleitorado concordasse?
    e o grande FHC? mudou a constituição para s reeleger com afirmações da imprensa de compra de voto. manteve-se no cargo e foi reeleito. não podemos revogar nenhum mandato pois isso não existe na nossa constituição. Chega de jornalista mediano manipulando informação. Chega de solidariedade aos golpistas. ou se defende a democracia ou não. chega de classificar a democracia por viés poprtunista político.

    Responder

    • marco

      01/07/2012 #14 Author

      então, os hondurenhos são patriotas, os paraguaios devem ser patriotas. porque os brasileiros(principalmente jornalistas e pseudos) não devm ser patriotas. e acredito até o momento que todo apoio de nosso governo é pra que se preserve a democracia sem os “xerifes” de momento que resolvem quem deve ser apoiado ou não independente se foi eleito pela maioria de seu povo ou não.

    • Chico Preto

      01/07/2012 #15 Author

      Mimimimimi

  • Mario

    30/06/2012 #16 Author

    Prezado Pannunzio,

    ” Mas no tabuleiro da política, o que conta mesmo é ocupar espaço e vencer sempre. ”

    Eis aí uma boa síntese da política petista tanto na esfera nacional como internacional, que nem sempre dá bons frutos (como no caso do Irã).

    Se Deus quiser, ainda será criada uma Comissão da Decência (independente, isto é, financiada pela sociedade) para investigar todos os crimes políticos cometidos durante a era PT. Quem os praticou e como os praticou? É preciso que sejam esclarecidos o apoio político e financeiro a ditaduras; a perseguição política ao caseiro Francenildo (o STF numa votação apertada arquivou o inquérito contra o Palocci); a morte de Celso Daniel e o exílio de sua família; a quebra ilegal de sigilos fiscais de opositores; o uso de dinheiro público para financiar jornalistas pelegos e tantas outras barbaridades.

    Mario.

    Responder

    • Mario

      01/07/2012 #17 Author

      Complementando: outra questão a ser investigada é a de que o PT submeteu os interesses nacionais à ideologia de esquerda, sobretudo a articulada no Foro de São Paulo. Portanto, submeteu os interesses nacionais a uma organização externa. Como bem apontou ontem o ex-Ministro das Relações Exteriores, Luiz F. Lampreia, no programa do William Waack na Globo News, o Mercosul foi prejudicado pelo Foro de São Paulo no recente caso do Paraguai.

      Mario.

  • Justo

    30/06/2012 #18 Author

    Parabéns Pannunzio pela posição de repórter que não briga com a notícia.
    Já os blogs sustentados pelo governo federal…bom todos sabemos como agem.

    Responder

  • Rolando

    30/06/2012 #19 Author

    Pannunzio, acredito nos seus relatos sobre o vivido em Tegucigalpa. Acredito que a presença brasileira incomodou, mesmo aos hondurenhos que desaprovavam a forma como Zelaya foi deposto. Pareceu, e de fato foi, uma ingerência do governo brasileiro sem conhecer a fundo a situação daquele país. Particularmente, penso que Honduras se livrou de um, digamos, protoditador legalista, ao estilo de Chávez, embora talvez o processo de deposição tenha sido confuso e atrapalhado. No entanto, quero lembrar que às vezes o pensamento político de cidadãos de uma capital ou um grande centro urbano difere da maioria das localidades de um país. Um exemplo, é a dissonância que existe entre o eleitorado paulista, mais ainda o paulistano, com outras regiões do país. Se conseguisse mudar a Constituição, talvez Zelaya conseguisse de fato se reeleger.
    Quanto ao Paraguai, realmente é preocupante a hostilidade que pode haver em relação aos brasileiros. E podem ser feridas que custarão a cicatrizar e que podem servir de pretextos para grupos oportunistas organizados e violentos.
    Lembro que na última eleição presidencial foram três os principais candidatos, porém sem 2°turno. Acredito que a adoção de dois turnos para cargos do executivo foi um acerto do Brasil. Uma pessoa pode ganhar a primeira votação com 40%, mas talvez a rejeição do candidato seja ainda maior. Vide Maluf que sempre costumava ganhar no 1° turno e perder no 2°.

    Saludos!

    Responder

  • Paulo Lacaz

    30/06/2012 #20 Author

    Como jornalista, me envergonho de suas coberturas. Esse blog é um desserviço e um desestimulo a profissão. Acompanhei o caso Honduras e, em nada seu post relembra aqueles dias. Pior, nada acrescenta ou traz luz aos problemas relacionados a politica internacional e conjuntura sobre o Paraguai. Lamentável!

    Responder

    • Fábio Pannunzio

      30/06/2012 #21 Author

      Então, meu caro, você deve ser um péssimo jornalista. Lamento por você.

    • Flavio F Farias

      30/06/2012 #22 Author

      Oh, xenti… que é isso, Pannunzio?
      É um desserviço mesmo. Você deveria encarar esta percepção dos outros com mais humildade. Não relembra mesmo aqueles dias.

    • Mario

      01/07/2012 #23 Author

      Prezado Pannunzio,

      Nunca imaginei que o Flávio F. Farias poderia lhe dar lição de moral sobre tolerância, até porque ele – sem sua autorização- debocha de sua imagem (já botou até nariz de porco). E debocha por quê, Pannunzio? Tolerância?

      Mario.

    • Flávio Furtado de Farias

      01/07/2012 #24 Author

      Não é deboche. É caracterização. Não é nariz de porco, é caracterização de PIG – Partido da Imprensa Golpista.
      Em verdade, o Blog do Pannunzio é único PIG diarimente.
      Ele pode até não gostar, mas é apenas isto.
      Respeito o Pannunzio.
      Ele é um bom jornalista. Eu o considerar PIG não o faz mau jornalista.
      PIG é um posicionamento que consideramos reacionários, apenas isto. Não mata ninguém.
      E o Blog do Pannunzio, considero-o necessário. Mas não é por isso que não irei criticá-lo.

    • Flávio Furtado de Farias

      01/07/2012 #25 Author

      correção: único PIG que VISITO diariamente.

    • Airton

      01/07/2012 #26 Author

      E se você deixasse de visitar ? O que mudaria na vida do Pannunzio ? Ou da sua ?
      Na minha com certeza nada .

    • Flávio Furtado de Farias

      02/07/2012 #27 Author

      Uma xícara cheia não permite que novo chá seja adicionado.

    • Lúcio Wanderley

      01/07/2012 #28 Author

      Se é desserviço, por que vocês continuam aqui? Pelo menos aqui vocês são tolerados, diferente do que se vê nos seus blogs imundos. Não adianta se desesperar: mesmo os adeptos das esmolas oferecidas pelo seu desgoverno, começam a perceber a grande FARSA. E a FARRA está com os dias contados!

    • Ronaldo T

      01/07/2012 #29 Author

      Pannunzio
      Há alguns aqui que são mesmo sem noção, umas bestas amestradas. Fazem o trabalho deles sem a percepção do quanto estão sendo ridículos, dissociados da realidade.
      Um dos erros mais grotescos de nossa diplomacia, e aparecem tontos para dizerem que era falsa a sua visão sobre a antipatia que nos era dirigida. Aliás, alguém se esqueceu que Celso Amorim era conhecido pelo povo hondurenho pelo nobre apelido “Ratito”?

    • Jacutinga

      30/06/2012 #30 Author

      Além de péssimo jornalista, LACAIO da esquerda desvairada, que insulta países amigos intervindo desavergonhadamente em seus assuntos internos. Parabéns Sr Pannunzio. Seu artigo é perfeito. A IMENSA maioria do povo brasileiro o apoia.

    • Airton

      30/06/2012 #31 Author

      E na condição de brasileiro como se sente quando vê Lula abraçado aos piores ditadores do planeta .
      Quando mataram o Kadafi , não me lembro do seu ” irmão ” Lula ter reclamado ou ter ido a algum orgão internacional reclamar a morte do seu ” irmão “.

    • Joaquim

      01/07/2012 #32 Author

      E o que você queria belezão ?

      Que Pannunzio ressaltasse a “brilhante e incrivelmente eficiente” politica brasileira ?

      Tsk tsk tsk tsk tsk

      Pannunzio, continua mandando bala. Esse governo merece muitas criticas.

  • Jose Almeida

    30/06/2012 #33 Author

    Até agora nas ruas só cidadãos protestando contra o golpe.
    Talvez os jornalistas tenham sido molestados em Honduras não pela posição do governo mas pela posição da imprensa.
    Por ultimo, o que aconteceu em Mendonça foi um contra-golpe nos golpistas colorados. Verdadeiro ipon.
    Os empresarios paraguaios (apoiadores do golpe) querem um referendo pra deixar o Mercosul. Ótima idéia pra mostrar de que lado estão os cidadãos paraguaios. Aguém acredita que essa idéia irá properar?

    Responder

    • Ricardo

      30/06/2012 #34 Author

      Depois que o próprio Lugo jogou a população Paraguaia contra o Brasil, eu acho que existe uma grande possibilidade sim do Paraguai sair do Mercosul. E o Brasil vai perder uma grande fonte de renda, pois a balança comercial entre Paraguai e Brasil favorece e muito a gente.

      Esse é o problema da esquerda antiquada da américa latina. São “pragmáticos” (na realidade é ideologia barata, contra o suposto imperialismo ‘estadunidense’) ao defender o Irã, que não tem quase nada de comércio com o Brasil e viola direitos humanos, cerceia a liberdade de imprensa, mas são muito ideológicos (que na realidade foi pragmatismo para aceitar a Venezuela no Mercosul) ao condenar um suposto “golpe” em uma democracia onde não existe instabilidade institucional, existe estado democrático de direito e ano que vem, eleições nas quais o Lugo vai poder concorrer denovo!

    • Psits

      30/06/2012 #35 Author

      Claro. Os hondurenhos são leitores do Oglobo, Folha e principalmente da Veja. Os hondurenhos ficaram terrivelmente ofendidos quando chamaram o seu amado LIDER deposto de Professor Girafales. Por isso Pannunzio e seus colegas foram destratados, sacou ?

      José Simão então – capaz de levar um tiro se for lá.

    • Jose Almeida

      30/06/2012 #36 Author

      É isso, e todos os hondurenhos assistiam a partida de futebol no melhor hotel da cidade tomando wisky a 40º na sombra.
      É fácil pegar um trecho e fazer piada sem saber do que se esta falando. Não sei o que escrevia a imprensa de lá, não sei como chegavam as informações, mas pelo jeito vc sabe.

    • Coisinha

      30/06/2012 #37 Author

      Ooooo Zé. O rapaiz já respondeu. O pessoal lia Veja e o Macaco Simão. Aí sujou ! Chamar Zelaya de chavista tudo bem, agora de Girafales não pode não. Táticas sujas do PiG …

    • Jacutinga

      01/07/2012 #39 Author

      Pirou de vez.
      Aonde o povo na rua ??
      Andas vendo muito a “grande família”. MENDOZA, amigo Tirar o Paraguai covardemente do mercosujo não é IPON é I PUM , e daqueles mais vergonhosos. Os paraguaios tem um congresso eleito pelo povo e que não se vendeu por cargos, verbas, imposições de ex presidentes e outras indignidades como acontece por aqui. Em vez de properá, amigo POPARÁ de dizer besteiras !!

  • Agostinho

    30/06/2012 #40 Author

    Para os nossos marxistas (e este Brasil esta empesteado deles) vc conversou com hondurenhos representantes da classe dominante e não com o povo. Kkkkk

    O episódio apenas ilustra o desastre completo da diplomacia brasileira sob o PT.

    Responder

  • Cássio

    30/06/2012 #41 Author

    A esquerda é perdedora. Sempre.

    Responder

  • Alexandre Fonseca

    30/06/2012 #42 Author

    O golpe aplicado pelos três países para admitir a Venezuela no Mercosul é de uma indignidade e cinismo espantosos. Pensei que nossa diplomacia não poderia se rebaixar mais depois da coleção de micos e cafajestadas protagonizadas por Celso Amorin, mas estava enganado.

    Responder

  • Japi

    30/06/2012 #43 Author

    Que nos perdoem mais uma vez nossos irmãos paraguaios, pelas atitudes cretinas e safadas desse governo que nos envergonha cada vez mais.

    Responder

  • JB

    30/06/2012 #44 Author

    Pannunzio,
    corrigir na terceira linha do quinto parágrafo:
    “A capital estava convulsionada pela volta do degredado, que havia TROCADO a prisão…”
    E parabéns pela análise!

    Responder

  • Flávio Furtado de Farias

    30/06/2012 #46 Author

    Nossas leituras dos eventos históricos são totalmente diversos. É por isso que nos encontramos de lados opostos, nestas questões políticas.

    Responder

    • Jacutinga

      30/06/2012 #47 Author

      Então, fique por lá, no lado oposto, longe da verdade e da realidade ! Ou melhor ainda vá para os verdadeiros paraísos terrestres, Cuba, Venezuela, Coreia do Norte ou melhor ainda, Irã. Aproveite e leve aquele que por incapacidade total, nunca chegará a tenente. Será no máximo um sargento M A Garcia. Só espero que o ínclito senador Suplicy, um dia se fantasie de Zorro e espante esta figura nebulosa do Garcia para o anonimato !

    • Flávio Furtado de Farias

      01/07/2012 #48 Author

      Pelo contrário, espero visitando o Pannunzio entender seu ponto de vista. E quando concordar, afirmar isto. e quando discordar, afirmar isto também.
      O Blog do Pannunzio é um excelente blog, apesar de estar de outro lado.

    • Airton

      01/07/2012 #49 Author

      E qual é o seu lado ?
      O lado do Lula que se ajoelha ao Maluf e nenhum de vocês conseguem fazer uma critica a isso .

    • Mauricio Soares

      01/07/2012 #50 Author

      Me impressiona com o nível do conteúdo desse tipo de comentário, lamentável.

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