O petista Eduardo Suplicy (SP) está com a corda toda. E se o Senado fosse um campo de futebol com o parlamentar como juiz,...

O petista Eduardo Suplicy (SP) está com a corda toda. E se o Senado fosse um campo de futebol com o parlamentar como juiz, todos os políticos presentes à sessão plenária desta terça já estariam expulsos.

É que Suplicy, exaltadíssimo, está distribuindo cartão vermelho para todos os que resolveram aparteá-lo.

O “jogo” chegou a pegar fogo agora há pouco. Na partida entre governistas e oposição, Suplicy teve que ouvir do democrata Heráclito Fortes (PI).

O primeiro secretário chamou Suplicy de “insincero” pelo discurso de hoje, em que ele pede a renúncia do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), envolvido em várias denúncias de irregularidades. “Não queira ser um juiz de futebol. A máfia de futebol está aí. Queira ser um senador que honra os milhões de votos”, cutucou Fortes. “O senhor devia apontar esse cartão vermelho para o presidente Lula, que foi quem invadiu o campo da crise e deu cartão amarelo ao seu líder”, disse ao fazer uma referência a Aloizio Mercadante, que na última semana ameaçou deixar o cargo por divergências com o PT.

Para Heráclito Fortes, Suplicy fez um discurso falso para justificar “a meia dúzia de amigos” que criticaram o petista.

No surto, Suplicy chegou a perder a voz e, freneticamente, disse que o democrata estava mentindo.

No grito, Heráclito Fortes pediu que alguém providenciasse maracujá para que o colega se acalmasse um pouco.

O microfone foi desligado algumas vezes. Mas isso não foi suficiente para calar os dois, que ficaram vermelhos de tanto nervosismo.

Para apagar o fogo, o lendário Mão Santa (PMDB-PI), que presidia a sessão, tentou intervir. “Quem está com a apito aqui sou eu”, exclamou.

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