Deu no jornal Eleições 2012 Folha de São Paulo Notí­cias Polí­tica

Registro desmente Haddad sobre pedido de verba de SP

DANIELA LIMA  E RODRIGO VIZEU

Registros oficiais desmentem a versão repetida pelo candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, de que nunca foi procurado pela administração paulistana em busca de verba para a cidade quando ocupou o Ministério da Educação, entre 2005 e 2012.

Em entrevista à Folha no dia 16 de junho, Haddad afirmou: “O secretário de Educação do prefeito Kassab [Alexandre Schneider] jamais me solicitou uma única audiência durante toda a sua gestão à frente de sua secretaria e durante toda a minha gestão. Nunca houve manifestação de interesse da prefeitura em estabelecer parceria com o governo federal.”

A agenda pública do Ministério da Educação e um e-mail da Secretaria Municipal de Educação ao gabinete do então ministro mostram que Haddad recebeu Schneider ao menos uma vez. O encontro ocorreu em 16 de fevereiro de 2011, a pedido do então secretário.

Hoje, Schneider é candidato a vice na chapa do tucano José Serra, o principal adversário do PT na eleição.

VERSÕES

Na última segunda-feira, Schneider disse que Haddad havia mentido e relatou um encontro com o petista, no MEC. Questionada, a assessoria de Haddad confirmou em nota a audiência.

Depois, quando a reportagem apontou que o petista havia negado diversas vezes qualquer encontro com Schneider, a assessoria do candidato emitiu uma segunda nota. Disse que houve apenas “visita” e reiterou que Schneider ou o prefeito Gilberto Kassab (PSD) nunca pediram “audiência para demandar recursos do MEC”.

Avisada sobre a existência de registros de uma audiência, a assessoria de Haddad deu uma terceira versão. Em nota assinada pelo coordenador-geral da campanha, Antonio Donato, assumiu a audiência e os pedidos de recurso, mas disse que a demanda foi feita “de última hora”.

“O secretário [Schneider] estava pressionado pelo Ministério Público do Estado, que se preparava para ajuizar uma ação civil pública de improbidade pela incapacidade de suprir o deficit de 120 mil vagas de creche”, completou.

PARCERIA

No e-mail que pediu a reunião com Haddad, a Secretaria de Educação disse que queria apresentar “projetos para possíveis parcerias”.

Desde que assumiu a candidatura, Haddad vem atribuindo o baixo volume de investimentos do MEC em São Paulo ao desinteresse da gestão de Kassab. Ele tem usado a falta de parcerias como mote e sempre diz que, se eleito, poderá trazer mais recursos federais para a cidade.

Ontem, Schneider criticou Haddad: “É lamentável que um candidato jovem, em sua primeira eleição, inicie-a com uma prática tão antiga como mentir”, disse.

O desdobramento da reunião Haddad-Schneider também é alvo de polêmica. Schneider diz que a burocracia do MEC impediu o acesso da cidade aos recursos. Haddad afirma que os procedimentos exigidos eram simples.

Beba na fonte: Folha de S.Paulo – Poder – Registro desmente Haddad sobre pedido de verba de SP – 05/07/2012.

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16 comments

maria saparowa 06/07/2012 at 05:06

Os políticos do PT de SP fazem o que por São Paulo? Nada,ou melhor atrapalham. Inventam mentiras na esperança que alguma vire “verdade”na base da repetição,só querem o poder para viver das benesses do capitalismo.

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Cabra da Peste 05/07/2012 at 19:22

PT mentindo. Qual eh exatamente a novidade ?

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Flávio Furtado de Farias 05/07/2012 at 14:08

1. O secretário Alexandre Schneider, da Educação do Município de São Paulo, foi a Brasília, em fevereiro de 2011, e solicitou, de ultima hora, um encontro com o então ministro da Educação, Fernando Haddad. O secretário estava pressionado pelo Ministério Público do Estado, que se preparava, como de fato ocorreu, em março de 2011, para ajuizar ação civil pública de improbidade pela incapacidade da municipalidade de suprir o déficit de 120mil vagas de creche.

2. O secretário foi recebido pelo então ministro Fernando Haddad, que estava assessorado pela então secretaria de Educação Básica, Maria do Pilar Lacerda, e pelo secretário executivo do ministério, José Henrique Paim Fernandes.

3. Na reunião, o secretário foi orientado a manifestar formalmente seu interesse na parceria, na forma do Decreto 6.094/2007, que estabelece que a assistência técnica e financeira só pode ocorrer mediante adesão ao Plano de Metas Todos Pela Educação (o que São Paulo fez) e pela elaboração do PAR (Plano de Ações Articuladas), o que somente 13 cidades de todo o Brasil, até o presente momento, não fizeram (incluindo São Paulo).

4. Só a partir da manifestação formal de interesse pelo preenchimento do PAR o ente federado pode reivindicar recursos do Ministério, o que já beneficiou 3.193 municípios desde 2007, resultando na contratação de 5.562 obras.

5. Em junho de 2011, antes mesmo do preenchimento do PAR, o secretário Alexandre Schneider encaminhou ofício, pelo correio, solicitando a inclusão de São Paulo no programa Pró-infância, elencando 140 locais na cidade, de forma inadequada. O ofício foi encaminhado ao FNDE.

6. O presidente do FNDE, José Wanderley de Freitas informou, por meio de ofício, que a Secretaria Municipal de São Paulo deveria cadastrar sua pretensão em ambiente virtual desenvolvido para esta finalidade desde 2007 e se colocou à inteira disposição para solucionar eventuais problemas. Além disso, registrou que São Paulo era uma das 1.466 cidades pré-selecionadas pelo PAC 2 e poderia se beneficiar com 172 creches pelo Pro-Infância.

7. Dessa forma, não houve qualquer “recusa” conforme afirma o ex-secretário Alexandre Schneider. Depois de receber esse oficio, a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo não se cadastrou nem manifestou interesse.

8. O ex-ministro Fernando Haddad reitera que, apesar dessa agenda de encaixe, única ao longo de seis anos de sua gestão, nunca houve manifestação efetiva de interesse da Secretaria de Educação de São Paulo em firmar parcerias com o Ministério da Educação, na forma da legislação, o que subtraiu de São Paulo mais de R$ 300 milhões de reais em investimentos na educação.

Vereador Antônio Donato, presidente do Diretório Municipal do PT/SP e coordenador da campanha de Fernando Haddad.

(Por Felipe Rousselet)

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MarceloF 05/07/2012 at 15:06

Mais chato que ouvir besteira de petista é ter de aturar curintiano hoje!
Donatto é petista, logo…
Sds.,
de MarceloF.

Reply
Flavio F Farias 05/07/2012 at 15:45

Marcelo,e isto que você acaba de fazer é uma falácia. O que não condiz com um espaço de argumentação.
Se você não sabe o que é falácia. Informe-se.
Mas é uma falácia. Se pretende ser levado a serio, deve argumentar e não falaciar.

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MarceloF 06/07/2012 at 18:56

Como a achar os corintianos toleráveis…
Sds.,
de MarceloF.

Reply
MarceloF 06/07/2012 at 18:56

Começo a achar os corintianos toleráveis…
(errei no anterior)
Sds.,
de Marcelo.

Airton 05/07/2012 at 17:14

E porque o Haddad deu diversas versões ???

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Lucas 05/07/2012 at 17:35

Agora passe no balcão da SECOM para receber o jabaculê…

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Cabra da Peste 05/07/2012 at 19:24

Hum. Sempre tiram uma explicação da cartola. PT partido de magos.

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MarceloF 05/07/2012 at 11:53

Haddad é mentiroso, como todo bom petista.
Sds.,
de MarceloF.

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João Augusto 05/07/2012 at 11:48

O ex-ministro da educação do Governo Lula e apadrinhado do próprio, jamais será eleito por São Paulo. Os paulistanos têm na memória a desastrada escolha do último governo PeTista.

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Immo Martin 05/07/2012 at 11:24

Alguem ainda espera outra coisa de um petista, que não seja mentira?
Ora, a mentira faz parte da gênese deste partido.
Até por isto que que o partido está tão bem colocado entre os brasileiros, estes do país do jeitinho.

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Sonia Francine 05/07/2012 at 10:59

Meeeeeeu. Primeiro, diz que nunca houve encontro. Depois, que foi só uma visita. Depois, que foi um pedido de recursos de última hora. Pra completar, que as exigências do governo federal para repassar recursos são “simples”. CARACA, como eles (ex-“nós”, no meu caso) tem compulsão e facilidade para MENTIR!!!!!!!!

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Candando 05/07/2012 at 16:08

Não entendo a razão para o espanto de vocês. Afinal, o Haddad é petista. Logo…

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Sadan Luizão 05/07/2012 at 10:44

A prerrogativa do PT é sempre a mesma, negar em primeira instância, colocar em dúvida em segunda instância e finalmente admitir o erro, mas transformando-o em acerto. Este maniqueísmo maquiavélico faz parte da herança Lula e continua perpetuado pelas práticas Dilmistas, afinal não dá para separar, pois são farinhas do mesmo saco. É claro que o maior estado da nação, não em território, mas sim em importância e com capacidade de discernimento maior do que a maioria não será acoplado a horda petista, em caso de dúvida retaliação, esta é a pratica do PT. Deus salve a América e nos livre da rainha!

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