RODRIGO RUSSO Em uma ação para estimular a economia, os bancos centrais da zona do euro e da China reduziram a taxa de juros....

RODRIGO RUSSO

Em uma ação para estimular a economia, os bancos centrais da zona do euro e da China reduziram a taxa de juros. Com o mesmo objetivo, o Banco da Inglaterra (BC do Reino Unido) anunciou que vai aumentar a oferta de moeda no mercado.

O Banco Central Europeu (BCE) cortou sua taxa de juros de 1% para 0,75%, o menor índice desde a adoção do euro. A redução vinha sendo cobrada pelo mercado para mitigar os efeitos da crise na zona do euro.

Segundo o presidente do BCE, Mario Draghi, a decisão teve por base a confirmação da desaceleração econômica na região. No primeiro trimestre deste ano, o PIB (Produto Interno Bruto) da zona do euro ficou estagnado em relação ao fim de 2011. Teme-se uma contração econômica no segundo trimestre deste ano.

Para Draghi, o crescimento na região segue fraco e as pressões de inflação “devem continuar em linha com a estabilidade de preços no médio prazo”. O BCE não cortava os juros desde dezembro.

Mesmo durante a crise de 2008, após problemas com o banco Lehman Brothers, o BCE não reduziu a taxa abaixo de 1%, mas a gestão de Draghi tem feito esforços para estimular o crescimento.

Também ontem, o Banco da Inglaterra manteve em 0,5% sua taxa de juros, mas anunciou a ampliação de seu programa de compra de ativos em 50 bilhões de libras, chegando ao total de 375 bilhões de libras (US$ 585 bilhões). De acordo com o comitê de política monetária da instituição, a nova fase do programa, que começou após a crise de 2008, será adotada nos próximos meses.

O comunicado do Banco da Inglaterra explica que a decisão teve por base o cenário frágil do Reino Unido, em recessão no último semestre.

Apesar das medidas anunciadas ontem, as principais Bolsas da Europa fecharam o dia em baixa -apenas Londres teve pequena alta.

As medidas dos três bancos centrais -anunciadas no espaço de uma hora- levantaram a suspeita de uma ação coordenada, que seria fruto da avaliação de que a crise é mais grave do que se admite em declarações públicas. Draghi negou coordenação entre os BCs. Outro temor é o de que os instrumentos anticrise estejam se esgotando e que possam tornar-se inócuos.

Beba na fonte: Folha de S.Paulo – Mundo – Contra crise, BCs da Europa e da China derrubam os juros – 06/07/2012.

Comentários

  • Immo Martin

    06/07/2012 #1 Author

    Veremos se o Euro prevalecerá, tudo indica que não.
    A surpresa será se a tal federação fiscal e e a união bancaria europeia vai pegar. A esquerda alemã disse não e está tentando a via judicial em Karlsruhe. Os países teriam que abdicar de seu direito de dirigir os gastos de seus governos para o parlamento europeu e aos burocratas fiscais deste “governo central”. Algo como a LRF e o Proer aqui do Brasil.
    Vamos ver se o discurso sobre a “união européia” é mesmo aceito pelos nacionais.

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