Católicos, evangélicos, espíritas, militantes contra o aumento nas tarifas no transporte público, vegetarianos e carnívoros protestaram ontem diante do gabinete do prefeito Gilberto Kassab...

Católicos, evangélicos, espíritas, militantes contra o aumento nas tarifas no transporte público, vegetarianos e carnívoros protestaram ontem diante do gabinete do prefeito Gilberto Kassab (PSD), no centro da cidade.

Foi contra a proibição de distribuir comida a moradores de rua, anunciada no último dia 20 pelo secretário de Segurança Urbana, Edsom Ortega, e depois “desanunciada” -em nota oficial- pela prefeitura.

Convocado pelo Facebook, o evento reuniu 300 pessoas (segundo a PM) ou 500 (segundo os organizadores).

“Fizemos questão de levar adiante o protesto, mesmo com o recuo da prefeitura, porque sabemos que essa ideia está na cabeça de muitos comerciantes, que acham que o jeito de lidar com a pobreza é acabando com os pobres”, disse o responsável pela Pastoral do Povo da Rua da Arquidiocese de São Paulo, padre Julio Lancelotti.

“A falta de amor é a maior das pobrezas”, dizia um cartaz pintado à mão. A frase, atribuída à madre Teresa de Calcutá (1910-1997), foi citada pelo espírita Joaquim Tenreiro de Almeida, 28, há uma década distribuindo sopa para moradores de rua.

“Estamos juntos nessa. Se me proibirem de fazer caridade, eu vou continuar fazendo, e ponto”, disse.

Bem que apareceu o comerciante Antonio de Oliveira, 37, dono de uma loja de produtos para cabelo, gritando: “Esses mendigos têm mais é que trabalhar”.

Da frente da prefeitura, os manifestantes saíram em passeata para a praça da Sé, onde um sopão vegetariano os esperava. “Aqui, nesta comida, não tem dor, não tem morte”, anunciou o militante vegano.

Diante do muxoxo de um morador de rua, que queria “pelo menos uma carninha”, o colega sem-teto defendeu: “Porra mano, os caras prepararam com o maior amor. Vai e come.” Não houve jeito. O outro foi embora.

Beba na fonte: Folha de S.Paulo – Cotidiano – Entidades protestam contra veto ao sopão – 07/07/2012.

Comentários

  • Pensador

    09/07/2012 #1 Author

    Pura manipulação política em época de eleições!
    Os ricos querem explorar os pobres, não podem produzir cultura, porquê não tem cultura, apenas dinheiro, por isso existe a miséria material e cultural no centro da cidade!
    Falta cultura para cuspir na estrutura!

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  • SideShow Bob

    09/07/2012 #2 Author

    Sopão vegetariano ninguém merece, e se for vegano mesmo, nem um ovinho cozido rola. Ai é para afugentar mesmo.

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  • Airton

    08/07/2012 #3 Author

    O jornalista que escreveu desanunciada entre aspas , está afirmando que a nota da Prefeitura não tem validade ?

    28 de Junho de 2012 – 16:37

    Nota à Imprensa
    .

    A Prefeitura de São Paulo informa que não cogita proibir a distribuição de alimentos por ONGs na região central da cidade. O que existe é a proposta de que as entidades ocupem espaços públicos destinados para o atendimento às pessoas em situação de rua, como as tendas instaladas pela Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social. A Prefeitura entende que a união das ações das ONGs com as dos agentes sociais tem potencial para tornar ainda mais eficazes as políticas de reinserção social.

    http://www.prefeitura.sp.gov.br/portal/a_cidade/sala_de_imprensa/releases/index.php?p=50164

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  • maria saparowa

    08/07/2012 #4 Author

    O sopão não foi proibido,a prefeitura só pediu para o pessoal distribuir nos abrigos,onde se tem instalações apropriadas,banheiros inclusive. Leiam o “SOPÃO SÓ NOS ABRIGOS: BOA NOTÍCIA PARA OS MENDIGOS” no blog Implicante,pra quem não entendeu lá está tudo explicadinho.

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  • A única pobreza que deveria causar vergonha e ensejar repúdio à humanidade, por figurar em sua modalidade mais ímpia e voraz, é a POBREZA DE ESPÍRITO!

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  • Idiossincrasias Policiais!

    07/07/2012 #6 Author

    Ninguém gosta de vagabundo, mas julgar todos os que são filhos de uma sociedade hipócrita, cancerígena e incestuosa!
    Quem somos nós para julgar ou cogitar valores, motivos, conjunturas… Espirituais, econômicas, afetivas, mentais…
    Se nada podemos falar sobre a subsistência ou mendicância alheia, deveríamos arregaçar as mangas e auxiliarmos o próximo e não execrá-lo, humilhá-lo, escarnecê-lo ou extirpá-lo do convívio social, mesmo subsistindo à margem de uma sociedade putrefada e falida!
    Se o Mestre Jesus estivesse entre nós, fisicamente, certamente seria perseguido e seu calvário seria infinitamente agravado!
    Triste daqueles que além de não praticarem a caridade pura, abnegada e incondicionada, obstam a prática do Amor ao próximo!
    “Amai a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”? Risível em contextos políticos!
    Desde que me conheço por gente, toda e qualquer casa de caridade serve sopa aos menos favorecidos!
    Agora vem esses fdps canalhas impedir a prática da caridade!
    O processo cósmico está mais célere do que nunca, coitado destes insanos e iníquos!
    Certamente devem ser instruídos, por vibrações mais densificadas e desvirtuadas! Imaginem o astral que não os cercam!
    Eles plasmam no presente a desgraça própria no futuro!
    “Ruotos” reflexos de ruínas morais em infernos mentais e presenciais influenciados por habitantes de orbes inferiores!
    Estes infelizes reinarão em Hercolubus, Nibiru ou Chupão, dependendo da crença e da denominação!
    Existem ainda alguns exilados de Capela que mesmo ressurgindo do encrudecimento evolutivo não alçaram patamares evolutivos astrais e devem seguir atrelados á vibrações perniciosas, mais densas e viciadas!
    Se o Brasil será o celeiro do Mundo, precisamos dissipar ervicidas para acabar com a pestil~encia de ervas daninhas contumazes!
    Cada qual que corrobore com seus milagres pessoais e inspire e busque reforma íntima para que possamos continuar em planos mais amenos de regeneração!
    Que a luz individual de cada ente esclarecido e vocacionado com a prática do bem possa repelir as trevas da ignorância e do egocentrismo existencial!

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  • Maria

    07/07/2012 #7 Author

    Já fiz parte da distribuição de sopão no centro de São Paulo e não ví por parte da prefeitura nenhum movimento para higienização dos pobres, acho que muita gente quer politizar nesta época de eleição. O que a prefeitura propos era que o sopão fosse distribuidos nas diversas tendas, que são muitas, por terem banheiros, pias para lavarem as mãos, sanitários e se por acaso os moradores de rua quizessem, poderiam dormir nos abrigos, pois há vagas ociosas.Aí aparecem pessoas como o Pe.Lancelotti, sempre com o mesmo discurso, e ao invés de apoiar o que se pretendia, pois as pessoas mais carentes precisam alem da alimentação um pouco de higiene, ou não? Mas, aqui em São Paulo não há lugar para
    ordem, pois até em cima dos menos previlegiados,mesmo com política para favorece-los, querem fazer o povo acreditar que a proposta tinha conotação higienista. E tem gente que embarca nesta, embora a prefeitura tivesse voltado atrás, não que tenha errado, mas com certeza por causa de pressões que sofreu, fizeram a manifestação mesmo assim. Muita gente tenho certeza, ajudam na distribuição, mas pode crer que muitos que foram lá sequer distribui um prato de comida a um morador de rua, pelo contrário atravessam a rua quando os veem.

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  • Rosaly Correa da Silva

    07/07/2012 #8 Author

    Eu não morro de amores por esse padre representante da pastoral, mas também não concordo com a política higienista e de extermínio de pobres comandada pela elite que está no comando da administração municipal. Temos que lembrar que esses pobres e mendigos são um produto da sociedade, e do poder público que os criou quando negou-lhes o direito à uma vida digna faltando com recursos de educação, saúde, trabalho e oportunidades justas. Agora tem que conviver com o problema porque se não houver investimentos nas áreas sociais e humanização nos serviços de atendimento esse problema só vai piorar. E vamos combinar, que o que apresentam por aí como serviço humanizado não passa de um discurso cínico.

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    • Nando

      07/07/2012 #9 Author

      Quem vai proteger esses nóias, em sua maioria sem condições de conduzir a própria vida, do responsável pela Pastoral do Povo da Rua da Arquidiocese de São Paulo, padre Julio Lancelotti?

    • MarceloF

      07/07/2012 #10 Author

      Retórica esquerdóide chinfrin. Mendigos são o produto de escolhas individuais ruins – algumas delas nem sempre lúcidas. A ideia da prefeitura era boa, mas foi mal impementada. O poder público deve oferecer abrigo e comida, além e condições mínimas de subsistência para todos. Está na constituição Federal. A prefeitura diz ter meios suprir comida e abrigo para os mendigos de São Paulo. Que o faça, divulgue o serviço. Mas não precisava proibir ninguém de fazer nada. Bastava oferecer coisa melhor.
      Sds.,
      de Marcelo.

    • Airton

      08/07/2012 #11 Author

      Política “higienista” é oferecer um lugar digno para que os moradores de rua se alimentarem ?E aproveitar esse momento para tentar fazê-lo ir pernoitar num abrigo com direito a banho,cama e lugar ao abrigo das intempéries ?
      O que esse padre oferece a eles ?

    • SideShow Bob

      09/07/2012 #12 Author

      Claro que a culpa é da sociedade. É fácil culpar a sociedade, a polícia, os políticos, o sistema, Eles não tem endereço nem CPF, ou seja, não podem se defender, então é fácil bater.
      Morador de rua, sempre houve e sempre haverá em qualquer sociedade ou tempo. Muitos simplesmente optam por serem espíritos dissidentes da maioria e simplesmente não querem bens materiais.
      Sem sopão, os mendigos simplesmente atormentarão ainda mais os comerciantes em busca de alimento, e de uma forma ou outra consiguirão.
      O problema do sopão é que ele é um aglomerador de multidão.
      Em Londres e em Berna (sim lá também há mendigos) o que as obras de caridade fazem é fazer o sopão e distribuir aos moradores de rua (normalmente viciados) nos locais onde estão, através de uso de vans que levam refeições, seringas, roupas limpas e material de higiene pessoal, evitando que diversos grupos, por vezes antagônicos, tenham que se reunir em um único local, gerando uma aglomeração que ninguém quer.
      É um delívery sopão.

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