Do Estadão. O Brasil passou a ser o país de maior número de mortes causadas pelo vírus Influenza A (H1N1), conhecido como gripe suína,...

Do Estadão.

O Brasil passou a ser o país de maior número de mortes causadas pelo vírus Influenza A (H1N1), conhecido como gripe suína, em números absolutos. O Ministério da Saúde confirmou que 557 pessoas morreram no País em decorrência do vírus H1N1. Com isso, superou os Estados Unidos, que registram 522 mortes em decorrência da gripe suína. A totalização do ministério cobre até o fim da semana passada, e não contabiliza dos casos anunciados pelos Estados nesta semana. Com a adição dos últimos números, o total chega a 563.

Em números relativos, no entanto, o Brasil tem a sétima maior taxa de mortalidade (de 0,29 por 100 mil), que representa o porcentual de óbitos em relação à população de cada país. A Argentina, com 439 mortes, tem a maior taxa de mortalidade, de 1,08, seguida pelo Chile (0,75), Costa Rica (0,67), Uruguai (0,65), Austrália (0,61) e Paraguai (0,61). Em número absoluto de mortes, a lista agora começa com Brasil (557 óbitos), Estados Unidos (522), Argentina (439), México (179), Austrália (132), Chile (128) e Tailândia (119).

O acréscimo no número de óbitos em relação ao último boletim, ressalta a nota emitida pelo ministério, não se refere a casos novos de pessoas que morreram no período, mas a casos que tiveram confirmação laboratorial entre 16 e 22 de agosto.

No boletim epidemiológico divulgado à imprensa, foi informado que 58 das 480 gestantes que tiveram resultado positivo para o vírus A(H1N1), morreram. Segundo o boletim do ministério, na semana de 16 a 22 de agosto foi mantida  a tendência de redução de casos graves observada na semana anterior.

No entanto, a nota oficial afirma que ainda não é possível concluir que a tendência de queda no número de casos da doença seja definitiva, pois existem casos em investigação ou que ainda não foram confirmados por Estados e municípios.

No comparativo com os 15 países com maior número de mortes, o Brasil tem a sétima taxa de mortalidade, que representa o porcentual de óbitos em relação à população de cada país.

Os países adotam periodicidade diferente para atualização do número de óbitos. Os últimos dados dos Estados Unidos, por exemplo, referem-se a 15 de agosto. Os números do Ministério da Saúde divulgados hoje referem-se ao período de 25 de abril a 22 de agosto deste ano. De acordo com o ministério, entre os Estados com maior número de mortes estão São Paulo, com 223 óbitos confirmados (40% do total), Paraná, com 151 mortes (27,1%); Rio Grande do Sul, com 98 casos fatais (17,6%); e Rio de Janeiro com 55 (9,9%).

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