O suposto encontro entre a ex-secretária da Receita Federal, Lina Maria Vieira, e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, voltou à tona na...

O suposto encontro entre a ex-secretária da Receita Federal, Lina Maria Vieira, e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, voltou à tona na tarde de hoje. E desta vez, o assunto veio acompanhado da contratação da empresa Telemática Sistemas Inteligentes, responsável pela segurança da presidência da República.

Segundo edital que previa a contratação, o sistema de dados (crachás e anotações de entrada e saída de pessoas, bem como de veículos) deveria ser armazenado por seis meses, seguindo depois toda a documentação para um back-up. Já as imagens, seriam armazenadas por um mês. Ao final deste prazo, e com a capacidade cheia, as imagens passariam a ser gravadas em cima das já feitas anteriormente.

Para explicar o que os jornais já tinham divulgado hoje, o líder Romero Jucá (PMDB-RR) usou mais uma vez a tribuna do Senado e atacou a oposição. “No afã de buscar criar fatos políticos, a oposição, ou parte dela, levantou o questionamento de que as provas estariam sendo escondidas, as informações sonegadas e as fitas queimadas”.

Falou, falou, falou e quase não disse nada de novo. Mas apresentou parte do que muita gente estava na expectativa para saber. Segundo Jucá, apesar de o sistema ter apagado as imagens que poderiam ser a prova cabal do encontro que tem dado o que falar, há informações da segurança que indicam dias e horários do comparecimento de Lina Maria Vieira ao Palácio do Planalto. A primeira vez em que a ex-secretária adentrou nas dependências da Casa teria sido em 09 de outubro do ano passado, das 10h13 às 11h29. Outras três datas foram registradas no sistema: 22 de janeiro de 2009 (das 17h59 às 20h57), 16 de fevereiro (das 16h57 às 18h35) e a última, em comitiva, no dia 06 de maio (das 17h05 às 20h33). “Se a doutora Lina esteve em outro dia que não esses, ela que fale, que registre. Porque o que está acordado são essas reuniões, nessas datas. Trouxe essas informações em respeito à verdade”, afirmou Jucá.

Lina afirma que se encontrou com Dilma Rousseff e que a ministra-chefe teria pedido para que a Receita agilizasse o trâmite de uma investigação que envolvia uma empresa do filho do presidente do Senado, José Sarney, Fernando Sarney. Dilma nega a reunião e exige provas por parte da ex-secretária.

Ao fim do discurso, Jucá sugeriu que os senadores que compõem as Comissões de Constituição e Justiça e de Fiscalização e Controle entrem em contato com o chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Félix, para esclarecer outras questões.

Para o primeiro secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), a situação ainda não está completamente definida. “Na vida, tudo o que é preciso explicar é ruim”. “Tenho a impressão de que o governo começou a receber as pedras que jogou para cima”, disse. E concluiu: “Com cartão vermelho, bola e apito estamos aqui num verdadeiro campo de futebol”. A frase é uma alusão aos comentários do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que esta semana incorporou um juiz de futebol para expulsar o presidente José Sarney (PMDB-AP) da presidência do Senado.

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