Da Folha Online. O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse que nunca falou sobre a investigação de empresas de sua família com a...

Da Folha Online.

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse que nunca falou sobre a investigação de empresas de sua família com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).

“Nunca tratei desse assunto com a ministra Dilma nem com o presidente Lula”, disse. “Quem pediu para apressar foi o juiz, que pediu 60 dias para que terminassem o inquérito. Então, a ministra pediu uma coisa que a Justiça já tinha pedido. Por isso, acho que essa reunião não existiu”, afirmou durante o programa “É Notícia”, da RedeTV!.

Em entrevista à Folha, a ex-secretária da Receita Lina Vieira diz que esteve no Palácio no final de 2008 para um encontro reservado com a ministra. No encontro, Dilma teria pedido pressa nas investigações sobre empresas da família Sarney. A ministra nega o encontro.

Ontem, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), confirmou que a ex-secretária esteve no Palácio do Planalto no final do ano passado. Ao discursar no plenário em defesa do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), Jucá mostrou documentos que comprovam o registro de quatro entradas da ex-secretária no Planalto: uma em outubro do ano passado e outras três entre janeiro e maio de 2009.

Segundo Jucá, há registros da entrada de Lina no Palácio do Planalto no dia 9 de outubro de 2008, com o seu ingresso às 10h e saída às 11h29. Neste ano, Lina esteve no Palácio nos dias 22 de janeiro, 16 de fevereiro e 06 de maio –nesta última acompanhada de outras pessoas.

O líder revelou as datas com base em anotações feitas por seguranças do Palácio do Planalto nos dias em que Lina esteve no local. “São anotações feitas à mão ou registradas no crachá”, disse.

Segundo Jucá, Lina não recebeu crachá para ingressar no local porque chegou diretamente pela garagem do Palácio –onde os seguranças apenas anotam os nomes das autoridades que estão no local.

O senador afirmou que Lina não revelou aos senadores, durante depoimento à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) na semana passada, o mês em que esteve no Palácio do Planalto. Mas considerou um “exagero” ela considerar o mês de outubro como “final do ano”.

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