Suplentes de vereador de todo o país estão em Brasília para pressionar o Senado a aprovar logo a PEC 47/08. É o projeto que...

Suplentes de vereador de todo o país estão em Brasília para pressionar o Senado a aprovar logo a PEC 47/08. É o projeto que limita os gastos — e em alguns casos reduz o orçamento — das câmaras municipais.

E o que é que os suplentes têm a ver com isso, já que não foram eleitos?

Simples. A aprovação dessa proposta de emenda constitucional é a condição imposta pela Câmara Federal para aprovar outra PEC, a de número 20/08, que aumenta em mais de sete mil o número de vereadores no país. Assim, candidatos que não foram eleitos (os suplentes) poderiam garantir uma boquinha pelo próximos três anos.

Eles não tiveram votos suficientes. Sabiam a quantas vagas concorriam. Mas agora se colocam como vítimas de uma decisão arbitrária do TSE que, anos atrás, reduziu o número de “edis”. A decisão não foi arbitrária. Nenhum eleitor reclamou. Mas os suplentes, estes fazem um barulhão.

A proposta conta com a oposiçào declarada dos vereadores eleitos. Aqui pertinho de Brasília, no novo Gama, por exemplo, não haveria nem espaço físico para mais gente no prédio onde funciona a câmara municipal. E que qualidade de político é essa que não é capaz de suportar a frustração do resultado que as urnas emanaram?

Um acordo está sendo costurado para abrigar os vereadores sem voto nessa autêntica boquinha “edílica”. A pressão é enorme. Que o diga Aroldo Pinto de Azeredo, primeiro suplente da câmara municipal de Itiúba, Bahia. Ele está em Brasília há três dias. Nesta quarta-feira decidiu iniciar uma greve de fome até que o assunto esteja encerrado. Se cumprir a promessa, pode morrer. Porque a PEC 47 ainda vai ter que fazer uma escala na CCJ antes de chegar ao término da tramitação.

Aroldo me pareceu um cara bacana. Diz que está em greve de fome porque os atuais vereadores “não querem dividir o bolo”. Admite que os colegas — os futuros colegas, se ele vencer — ganham demais. E assegura que confia nos senadores, embora não saiba citar três parlamentares que sirvam como exemplo.

Acompanhe a entrevista no video abaixo.

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